Exército intensifica presença em Roraima diante de tensões crescentes com a Venezuela
Alan Rodrigues
A movimentação de militares venezuelanos na fronteira com o Brasil tem deixado as Forças Armadas brasileiras em alerta. Embora a título de treinamento das tropas, a Operação Atlas, iniciada em 30 de junho, está reforçando o contingente na região.
O pano de fundo dessa tensão geopolítica, apesar de negada oficialmente, é a disputa pelo petróleo da margem equatorial, localizada na tríplice fronteira, entre Brasil, Venezuela e Guiana, no território de Essequibo.
A região é disputada entre Venezuela e Guiana, enquanto no Brasil se discute a viabilidade, ou não da exploração sustentável do subsolo local. Em dezembro de 2023, o Exército da Guiana comunicou ao Comandante do Exército Brasileiro, General Tomás Paiva, sobre uma movimentação atípica das tropas venezuelanas na fronteira.
Em janeiro deste ano, movimentações do exército venezuelano voltaram a chamar atenção e levantaram até suspeitas, não confirmadas, de invasão ao território brasileiro, passagem obrigatória para acessar a fronteira da Guiana.
Diante da tensão na região e com o pretexto de reforçar a segurança durante a conferência do clima (COP 30), que acontece no Pará, em novembro, o Exército anunciou a realização da Operação Atlas, com 8,6 mil militares envolvidos.
Simulações reais
A Marinha empregará 4.619 militares, 46 embarcações, 247 meios de Fuzileiros Navais incluindo viaturas blindadas, além de 12 helicópteros. O Exército contará com 3.607 militares, 434 viaturas leves e pesadas, 40 blindados e 7 helicópteros. A Força Aérea reunirá 410 militares, 21 aeronaves (transporte, patrulha, caça e helicóptero), além de 3 satélites.
A primeira etapa ocorreu de 30 de junho a 10 de julho, com a mobilização das tropas. No próximo mês, em 27 de setembro, será iniciada a segunda etapa, nos estados do Amazonas, Roraima, Pará e Amapá, com a movimentação de tropas e equipamentos para áreas estratégicas até 1º de outubro. A partir de 2 de outubro, e até o dia 11, serão realizadas simulações reais de combate terrestre, fluvial e aéreo.
Adestramento
O Portal A TARDE solicitou posicionamento ao Exército Brasileiro que informou que ‘estão em curso as operações ACOLHIDA e CONTROLE, ambas iniciadas em 2018, bem como a operação RORAIMA, desde 2023. Está sendo conduzida pelo Ministério da Defesa uma Operação de adestramento conjunto chamada Operação ATLAS’.
Quanto às informações veiculadas em sites especializados em assuntos militares, em relação à construção de pistas de pouso, pontes improvisadas e acampamentos fortificados pelo governo venezuelano, nas proximidades de Roraima, o Exército esclarece que, ‘na ausência de informações precisas quanto à localização dessas estruturas, não é possível, oferecer considerações específicas sobre o tema’.
A TARDE – Edição: Montedo.com
Respostas de 4
muita gente mesmo.
A diferença é apenas uma: eles utilizam blindados e astros, um lançador de foguetes multiplos, você qdo tira guarda usa uma espingarda veia e um carro civil, RESUMINDO: Nã ose pode comparar um equipaemnto de guerra de 10 milhões com um carr ocivil de 100 mil ( 200 vezes mais barato). Entendeu a diferença ou quer seu desenhe???
Depois te ensino a fazer contas. Pensando bem, meio fio só é pintado uma vez por ano e, se eu soubesse onde estão as pontes e acampamento não informaria para a mídia podre golpista e, se há 100 mil militares de prontidão eu diria que só tenho mil(1.000).
Se forem, vão passar com traquilidade, serão autorizados?