Cronograma da atividade tem três fases: simulação construtiva, virtual e viva
A cidade de Belém receberá a COP30 em novembro, mas o preparo da segurança já começou no coração da Amazônia. A 23ª Bda Inf Sl deu início à sua certificação como Força de Prontidão, com exercícios coordenados pelo Comando Militar do Norte e simulações de guerra no Pará e Maranhão. Ao todo, mais de 270 militares estão envolvidos em treinamentos que culminarão no desdobramento de 1.200 soldados durante o evento climático.
Como funciona a certificação FORPRON e as fases de simulação militar
A certificação da Força de Prontidão (FORPRON) segue um cronograma rigoroso dividido em três fases principais: simulação construtiva, virtual e viva. A primeira, em andamento, envolve os chamados “Jogos de Guerra”, com simulações de operações de combate, apoio e logística voltadas ao adestramento do Estado-Maior da Brigada. A complexidade dos cenários exige dos militares uma atuação integrada e realista, adaptando-se a terrenos diversos e situações imprevistas.
Um diferencial da 23ª Brigada está na sua capacidade de operação em múltiplos ambientes. Os Postos de Comando foram montados em veículos, barracas na selva, embarcações e até um bunker subterrâneo no Rio Tocantins. Essa versatilidade reflete o treinamento em Comando e Controle, essencial para a próxima etapa: a simulação virtual, com uso de softwares para manobras táticas em pequenos escalões, antes da simulação viva, que será realizada em campo nos municípios de Novo Repartimento, Breu Branco e Tucuruí.
A presença militar na COP30 e o impacto sobre a segurança e a logística
A COP30, que será realizada em Belém, colocará o Brasil no centro das atenções internacionais sobre mudanças climáticas e sustentabilidade. Para garantir a segurança do evento, o Exército prevê a mobilização de 1.200 militares da 23ª Brigada de Infantaria de Selva, que atuarão nas áreas de segurança, logística e saúde. A atuação da FORPRON nesse contexto é decisiva para prevenir ameaças, apoiar autoridades civis e responder a incidentes com agilidade.
Além da segurança física, a presença da tropa traz benefícios em termos de infraestrutura e capacidade de resposta logística, assegurando o suporte necessário à realização de um evento de grande porte em uma região com desafios estruturais. A certificação prévia e o adestramento específico reforçam a confiança das autoridades na capacidade da Brigada de atuar com eficiência, em consonância com o protagonismo do Brasil na agenda ambiental global.
Amazônia em foco: o papel estratégico da 23ª Brigada na defesa nacional
Com sede em Marabá (PA) e organizações militares espalhadas por cinco municípios do Pará e Maranhão, a 23ª Brigada de Infantaria de Selva é uma unidade operacional de alta relevância para a defesa da Amazônia Legal. Sua atuação vai além da COP30 — é peça-chave na vigilância de áreas remotas, no combate a ilícitos transfronteiriços e na proteção de biomas estratégicos, como a floresta tropical e as bacias hidrográficas.
O adestramento da tropa, aliado ao conhecimento do terreno e à interação com comunidades locais, confere à Brigada um papel único nas operações conjuntas e interagências. Em um momento em que os olhos do mundo se voltam para a Amazônia, a presença preparada e visível do Exército Brasileiro também funciona como elemento de dissuasão, projeção de soberania e resposta pronta a emergências. Informações e imagens: EB
DEFESA EM FOCO
Respostas de 4
Pra serve o Exército mesmo?
Olhamos a foto! Motivação ZERO!
Vão ficar plantados em alguns lugares de enfeites com seus armamentos, mochilas e carros. Enquanto a polícia Militar faz o patrulhamento real, troca tiros e prendem aqueles que infrigirem a lei.
Pra quê nós servimos mesmos?
Não nos colocando pra distribuir cachorros quentes com suco tá bom demais.