O perigo maior é subestimar o inimigo

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“Se queres a paz, prepara-te para a guerra” segue atual. É uma bênção vivermos sem conflitos armados, mas isso nos priva de testes práticos que revelem a verdadeira capacidade de defesa do país

Jorge Wilson Simeira Jacob
Cumpri meu dever de servir à pátria durante dez meses no Exército, em uma época adequada à minha formação. Foi um período proveitoso, não apenas pelo aprendizado técnico e cívico, mas principalmente por despertar em mim a consciência da importância de um poder militar sólido — não só para proteger nosso território, mas também como pilar de defesa da Constituição.

Durante esse período, construí amizades duradouras, não só com colegas de farda, mas também com oficiais, inclusive o próprio comandante do batalhão. Esses laços se sustentaram por décadas, alicerçados por valores éticos e morais que compartilhamos.

Desde a infância, aprendi dos meus avós libaneses que a afinidade de pensamento facilita o convívio. Embora o contraditório seja saudável e até desejável, ele pode representar barreiras à construção de laços mais profundos. Por isso, acredito que, quando encontramos pessoas que pensam como nós, boas amizades tornam-se mais prováveis.

É nesse contexto que se insere minha amizade com o General Paulo Chagas. Temos visões convergentes sobre temas essenciais, entre eles a necessidade de Forças Armadas bem preparadas, com clareza de missão e comprometidas com os interesses do país.

Em suas manifestações públicas, o general expressa confiança no preparo e no profissionalismo das tropas brasileiras. Em recente publicação na rede X (antigo Twitter), intitulada “CADA PAÍS, UMA HISTÓRIA; CADA FORÇA ARMADA, UMA RAZÃO.”, ele escreveu:

“As Forças Armadas brasileiras têm histórico de sucesso na defesa da soberania nacional, na guerra, em missões de paz e na garantia da lei e da ordem, conforme previsto na Constituição.

Sua capacidade de dissuasão não reside na quantidade ou sofisticação tecnológica de seus equipamentos, mas sim no profissionalismo, na disciplina e na reconhecida competência de seus quadros e tropas.

São Forças que não se abaixam nem devem nada para ninguém, nem a quem, indevidamente, insiste em vê-las como instrumentos de intervenção política e de imposição ideológica.”

Essa visão é particularmente oportuna, considerando o contexto atual. Há uma série de fatores que exigem atenção e vigilância:

— A guerra na Ucrânia expôs fragilidades do poder militar russo, antes considerado temido. Isso nos leva à reflexão: será que também superestimamos nossas capacidades?

— O jornalista J. R. Guzzo, em artigo recente na revista Oeste (27 de junho de 2025), questionou a competência das Forças Armadas brasileiras — um alerta que, vindo de um formador de opinião respeitado, merece ser ouvido.

— Ideias revisionistas sobre a Amazônia e sua possível internacionalização podem voltar à tona, especialmente diante do retorno de uma agenda expansionista nos Estados Unidos.

— Nossas alianças diplomáticas com regimes como Cuba, Venezuela e entidades como o Hamas levantam dúvidas quanto à sua eficácia em caso de necessidade real de apoio militar ou estratégico.

— O orçamento das Forças Armadas é outro sinal de alerta: cerca de 95% dos recursos são destinados a gastos com pessoal, sobrando apenas 5% para investimentos em modernização e armamento.

— Os equipamentos das FA (em quantidade e qualidade) estão muito aquém das necessidades da soberania nacional e da competência dos seus quadros e da tropa. Uma constatação da maior gravidade.

A máxima atribuída a vários estrategistas — “Se queres a paz, prepara-te para a guerra” — segue atual. É uma bênção vivermos sem conflitos armados, mas isso também nos priva de testes práticos que revelem, na prática, a verdadeira capacidade de defesa do país.

A confiança do General Paulo Chagas nas Forças Armadas é digna de respeito. Ele fala com conhecimento e equilíbrio. Ainda assim, é preciso estar atento: ignorar críticas, sobretudo as que tocam a soberania nacional, pode ser um erro grave.

Como escreveu o estrategista chinês Sun Tzu em A Arte da Guerra:

“Não há perigo maior do que subestimar o inimigo.”

Nota
Este texto foi revisado e teve sugestões da inteligência artificial da OpenAI.

JORNAL OPÇÃO – Edição: Montedo.com

Respostas de 20

  1. Parei de ler em: Fiz amizade com Oficiais! E com o CMT do BTL. Oficial não é amigo de praça. O texto é meramente ilustrativo pois que vive dentro da caserna sabe como as coisas são e como a banda toca.

    1. Concordo Parcialmente. Creio q, tb, seja necessário extinguir e/ou transferir as OM dos Centros Urbanos para as Fronteiras Secas do país, Diminuir o efetivo de militares de carreira, aumentar o efetivo de militares temporários, abrir ➕️ vagas na administração militar para os PTTC e, assim, os militares saírem da atividade meio e irem para Atividade Fim, entre outras mudanças, extremamente, necessárias. Contudo, creio q seja vital os investimentos em drones e operadores de drones. E, por fim, nosso país poderá se tragado para um conflito, caso a Venezuela resolva invadir a Guiana.

        1. Acredito q seja uma falha de comunicação. Há ➕️ 1°/2° Sgt na atividade meio (burocracia) q na Atividade-fim. E os PTTC Para suprir essas seriam ST e 2°/3° Sgt QE. Simples assim, como é a vida de soldado.

      1. Cara, você está alcoolizado! De 1985 até aqui se passaram longos 40 anos e você diz que tem gente aguardando sair QAO?
        Só músico que não gosta de estudar fica como sub sem CHAQAO, o resto vaza fora e vai trabalhar na área de formação ganhando outro salário na iniciativa privada; acabou os burros vibrantes, hoje o pessoal quer conforto, dinheiro e trabalho digno onde se é valorizado financeiramente!!

  2. “Ainda assim, é preciso estar atento: ignorar críticas, sobretudo as que tocam a soberania nacional, pode ser um erro grave.”

    Que o diga Antonio Gramsci.

  3. “São Forças que não se abaixam nem devem nada para ninguém, nem a quem, indevidamente, insiste em vê-las como instrumentos de intervenção política e de imposição ideológica.”

    Pois é… Roma, após mil anos, também caiu, seja pelos seus inimigos externos e ou pelos inimigos internos e, o Direito Romano, não foi capaz de prever a derrocada.

  4. O Executivo, o Legislativo e o Judiciário são os três poderes da Republica. O ministério da Defesa é um dos ministérios do atual Executivo e sob o comando do mesmo. Seria conclusivo afirmar que, as FFAA, estão subjugadas à Constituição Federal e suas centenas de PECs após a sua promulgação? Seria afirmativo o apoio ao Foro de São Paulo e às ideologias legalistas em vigor ditadas pelo Direito Criativo do atual regime?

  5. Defesa nacional nunca foi nem vai ser preocupação, até porque estamos longe do conceito de nação. Típico de republiqueta latina que disfarça a própria mediocridade corrupta com patriotismo barato de ocasião.

    1. Que inimigo?
      Que guerra?

      Que guerra homem!
      Precisamos de escolas e hospitais, não de aposentados aos 48 anos que deixam suas filhas mamando

      1. Papo furado esse de que precisamos de escolas e hospitais e não sei o que e todo blábláblá da esquerda pra aumentar o estado. Tem escolas e hospitais demais em estruturas físicas, o que se precisa é melhorar o que já está construído e mais ainda melhorar o pessoal do serviço público. Nosso serviço público é lixo – na melhor das avaliações- e aumentar a estrutura do estado não vai mudar nossa situação medíocre como país.

        1. Verdade.
          Precisamos é de mais coronéis e generais para presidirem formaturas e reuniões. Mais de 30 mil reais para cada um.
          Isso é muito importante. O cmt aqui chega e olha as lixeiras da guarda, fica triste quabdo o brado é xoxo, realmente é isso que precisamos, coronéis e filhas sadias pensionistas

          1. Mas quando der enchente na tua casa ou desmoronar o barranco vc vai ligar para o EB, se estiver vivo.

        2. Respondendo o anônimo abaixo, de 12:59.

          Então descobri, eu achava que era pra presidir formatura e verificar o lixo.
          Mas é pra quando der enchente.

          Mas isso não é função de agente de defesa civil de município? Aqueles carinhas que ganham 3 mil por mês?

          Sabia que o orçamento da defesa é 133 bilhões? Dava pra represar todos os rios desse país com 1 ano de orçamento.

          Por fim eu nunca participei de um negócio desses de enchente, minha vida toda foi guarda e formatura, formatura e guarda, aliás o meu quartel inteiro, então você vê a quantidade de efetivos utilizados em enchentes, multiplica pelos dias que estiveram na enchente, e depois considera que isso custou 130 bilhões nesse ano

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