Número de interessadas em seguir carreira militar a partir do ano que vem supera em 23 vezes as 1.465 vagas disponíveis
Luis Felipe Azevedo
Rio de Janeiro – O Ministério da Defesa considerou como “expressivo e satisfatório” o número de 33.721 mulheres inscritas neste primeiro ano de alistamento feminino nas Forças Armadas. Subchefe de Mobilização da pasta, Contra-Almirante André Gustavo afirmou que, desde agosto de 2024, as organizações militares têm realizado um trabalho de adequação em suas instalações, capacitação de seus quadros e todas as demais preparações necessárias à plena consecução do Serviço Militar Inicial Feminino.
— A partir de agora, entramos na fase de Seleção Geral das alistadas. As Forças Singulares- Marinha, Exército e Aeronáutica – conhecerão suas conscritas a partir da fase seguinte à Seleção Geral, que é a designação — explica.
Anunciado na terça-feira, o número de mulheres interessadas em seguir carreira militar a partir do ano que vem supera em 23 vezes as 1.465 vagas disponíveis. As oportunidades estão divididas por Brasília e outros 28 municípios, espalhados em 13 estados. São 1.1010 vagas para o Exército, 300 na Aeronáutica e 155 para a Marinha.
De acordo com o ministério, cerca de um quarto das inscritas (8.102) são do Rio de Janeiro. Na sequência do ranking de candidaturas, vêm São Paulo (3.152), Distrito Federal (2.368), Amazonas (2.334) e Pará (2.164).
Após a inscrição, o recrutamento contará com mais quatro etapas: seleção geral, seleção complementar, designação/distribuição e incorporação. Quem permanecer será incorporada no primeiro ou segundo semestre de 2026 (de 2 a 6 de março ou de 3 a 7 de agosto), ocupando a graduação de soldado ou marinheiro-recruta, no caso da Marinha. Essa é a data limite na qual as militares ainda podem manifestar o desejo pela desistência.
O público masculino, por sua vez, totalizou pouco mais de 1 milhão de alistados. A maior fatia veio de São Paulo, com 271.589 inscritos.
Aporte de R$ 2 milhões
Antes impedidas de fazer o alistamento ao completar maioridade, as jovens podem, a partir deste ano, de maneira voluntária, demonstrar formalmente o desejo de prestar o serviço militar, obrigatório aos homens ao fazer 18 anos. Até então, as brasileiras só podiam ingressar nas Forças Armadas via concurso para suboficiais e oficiais. São apenas 37 mil mulheres na carreira, ou 10% do efetivo total.
Em janeiro, o Ministério da Defesa informou que as mulheres seguirão para quartéis que já tenham capacidade de recebê-las, com quartos, banheiros e mais políticas adaptadas. Com investimento de R$ 2 milhões no próximo ano, a ideia é inserir ainda equipamentos de identificação facial e mais câmeras de segurança nos alojamentos, a fim de coibir casos de abuso e assédio.
Cidades com vagas em 2025
- Águas Lindas de Goiás (GO)
- Belém (PA)
- Belo Horizonte (MG)
- Brasília (DF)
- Campo Grande (MS)
- Canoas (RS)
- Cidade Ocidental (GO)
- Corumbá (MS)
- Curitiba (PR)
- Florianópolis (SC)
- Formosa (GO)
- Fortaleza (CE)
- Guaratinguetá (SP)
- Juiz de Fora (MG)
- Ladário (MS)
- Lagoa Santa (MG)
- Luziânia (GO)
- Manaus (AM)
- Novo Gama (GO)
- Pirassununga (SP)
- Planaltina (GO)
- Porto Alegre (RS)
- Recife (PE)
- Rio de Janeiro (RJ)
- Salvador (BA)
- Santa Maria (RS)
- Santo Antônio do Descoberto (GO)
- São Paulo (SP)
- Valparaíso de Goiás (GO)
Respostas de 7
Ilusão…. Dá pena!!
Os QGs andam cheios de militares do sexo feminino se batendo sem ter o que fazer…mas e o homem? Esse tem, Facebook e Instagram.
Obs: inventar algo pra fazer ou os outros fazerem, não quer dizer ao contrário do exposto acima.
Elas estão sabendo que o trabalho é análogo a escravidão e que o salário é abaixo do salário mínimo e que no dia seguinte precisa cumprir expediente? Acho que não né? 😂 Pois bem, vai dar merda e muito processo
Pena dessas meninas…compraram a ilusão de estabilidade profissional, vantagens e benefícios que a Mídia fala que temos….em 3 meses a grande maioria vai estar arrependida. Fatia delas vai estar encostada por problemas de saúde ao final do ano, e outra fatia vai ter ingressado com ações contra a Força (assédio, maus tratos etc e tal…) Aguardem e verão. Hoje em dia só opta por ingresso em Forças Armadas no Brasil quem se encontra em sério risco social, sem moradia e sem perspectiva de futuro, e desses que ingressam a maioria sai para outras carreiras mais Atrativas.
É só empolgação inicial, depois vem as frustrações e arrependimentos.
A masculinidade frágil ronda esse espaço… basta ver os comentários desmerecendo o serviço das mulheres, ainda que sutis.
John 3 de julho de 2025 às 08:29
Ninguém está falando de masculinidade ou qualquer Característica de gênero ou desmerecendo trabalho da mulher nas FA. A verdade é que essa Ideia de incorporação feminina cumpre agenda progressista do atual governo e sabemos que carece da devida interpretação pelo público feminino que se dispôs a essa “aventura”. virão ações judiciais , ações de reforma, frustrações, assédio, gravidez etc e tal…..esperem e verão ….