Ação da AGU levou a exclusão de soldado preso no Piauí
Teresina – A Advocacia-Geral da União (AGU) obteve a expulsão de um militar do Exército preso por envolvimento com facção criminosa no Piauí. O militar – que cumpriu serviço obrigatório de um ano, foi desligado e havia sido reintegrado por força de liminar judicial – foi detido em 27 de maio em operação policial realizada na zona norte da capital do estado.
A ação conjunta da Polícia Civil e Polícia Militar do Piauí cumpriu 52 mandados judiciais – 24 de prisão e 28 de busca e apreensão – contra acusados de integrar o Primeiro Comando da Capital (PCC). O soldado B.L.A. foi preso juntamente com o irmão gêmeo e levado a um batalhão, onde permaneceu sob custódia.
O militar cumpriu o serviço obrigatório de março de 2019 a março de 2020, quando foi licenciado. Em janeiro de 2021, ele ingressou com ação judicial pedindo a anulação do seu desligamento sob alegação de ter sofrido um acidente que o deixou incapacitado para o trabalho no tempo em que estava servindo.
Em março de 2021, uma decisão liminar determinou a reintegração do militar como adido, recebendo tratamento médico e o soldo. Dois anos depois, ele foi considerado apto ao trabalho em laudo de médico perito das Forças Armadas. A AGU, por meio da Coordenação Regional de Militares da Procuradoria Regional da União da 1ª Região (Corem/PRU1), juntou o laudo ao processo e pediu o desligamento definitivo do militar, mas a Justiça determinou a realização de nova perícia, que ainda não havia sido efetivada.
Ao ser informada pelo Exército da prisão do militar, a AGU deu ciência do fato à Justiça e reiterou o pedido de revogação da liminar anterior, o que foi atendido na última quarta-feira (11/06).
“A AGU não tolera a infiltração do crime organizado nas instituições militares porque isso comprometeria sua integridade, a segurança nacional e permitiria o uso ilícito de conhecimento tático e de informações sensíveis do Estado por facções criminosas.” Coordenador da Corem/PRU1, Fabrício dos Santos Dias.
“Em vista da sensibilidade do caso, a exigir pronta atuação da AGU, a articulação entre a PU/PI e Corem/PRU1 mostrou-se fundamental para sua solução célere e assertiva. A revogação da liminar, fruto da interlocução profícua com o Poder Judiciário Federal, Seção Judiciária do Piauí, preserva o interesse público e mantém a segurança das instalações militares federais no estado.” Anderson de Oliveira Meneses, Procurador-chefe da PU/PI
Com ASCOM/AGU
Respostas de 4
Parece que aprendeu com o painho!
Kkkkkkkkk
Recruta envolvido no crime. Aqui nos temos áudios de coronel da PM no comando do PCC.
Logicamente que um Cel no exército estaria empenhado nas formaturas…
” contém ironia”, mas abaixo vai um comentário e especialista em segurança!
Um coronel do Exército não teria tempo para se envolver com o tráfico, isso acontece depois com a maioria dos que vão para a reserva e acabam tendo contato com o mundo civil e daí seguem os passo do 9 dedos …
Veja esse exemplo Abaixo!
https://www.sociedademilitar.com.br/2020/06/condenado-por-trafico-de-drogas-coronel-alem-de-expulso-do-exercito-deve-perder-posto.html
Por outro lado seja recruta, seja Cel …isso é errado, independente de quem seja, estará denigrindo as instituições, logicamente que recrutas envolvidos com o tráfico tem aos montes, apenas não caem… assim como nos Cel e os que cometem fraudes em licitações, o que vai acabar um pouco é os assalto de armas em quartéis, pois os a maioria se deram mal…que até o CMT foi punido em SP no tiro de Guerra.
A diferença é que o cel da PM lida com o crime organizado e acaba recebendo ofertas vantajosas, enquanto na Caserna o crime não impera porque no máximo pode ocorrer de maior valor é o roubo da corneta ou a batuta do mestre da banda, pois as armas devem ser rigidamente conferidas para não ocorrerem furtos.