Falta de dinheiro é a maior preocupação de Múcio e das Forças Armadas; PEC da Defesa é única alternativa para fechar as contas

CORTES DEFESA

 

Falta de orçamento militar domina reuniões na Defesa e preocupa Forças Armadas
Em meio a alertas de falta de combustível para aviões, grupo avalia que PEC que garante investimento em defesa é única alternativa no momento para fechar as contas

Eduardo Barretto
O orçamento tem sido o assunto dominante no gabinete do ministro da Defesa, José Múcio. Ou “falta de dinheiro”, nas palavras do ministro a interlocutores militares e civis nos últimos dias. O quadro se agravou na semana passada, quando o governo congelou R$ 2,6 bilhões da pasta. O grupo aponta o risco de faltar verba para combustível de aviões militares nas próximas semanas.

Para a cúpula das Forças Armadas, a única alternativa no momento para fechar as contas neste ano é a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que fixa um investimento anual em defesa de 2% da receita corrente líquida (RCL). A RCL abrange a receita da União, deduzidos os repasses a estados e municípios.

Inicialmente, discutiu-se sugerir uma faixa para investimento militar de 2% do produto interno bruto (PIB), como recomendado pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). A ideia, contudo, foi logo derrubada porque o valor seria alto demais para os padrões brasileiros e superaria repasses a áreas como educação e saúde.

Múcio articula no Senado contra calendário desfavorável
O ministro da Defesa foi ao Senado recentemente para tratar da proposta com o relator do texto e líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP). O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), também participou das conversas.

O calendário legislativo está apertado para a PEC avançar antes do recesso, em julho. Nesta semana, o Congresso está integralmente focado no Fórum Parlamentar dos Brics. Na próxima, boa parte dos deputados e senadores troca o plenário pelas festas juninas nas bases eleitorais.

Exército fez reclamações públicas sobre orçamento
Durante uma cerimônia com o presidente Lula em abril, o comandante do Exército, general Tomás Paiva, pediu atenção redobrada diante da alta de gastos em Defesa no mundo.

“Uma realidade que sugere ao nosso País atenção redobrada em relação à proteção dos brasileiros e dos ativos consagrados pela Constituição”, disse o chefe da Força.

Na mesma época, o número dois na hierarquia do Exército, general Richard Nunes, afirmou ao Estadão, sobre o orçamento da caserna: “É um dos grandes problemas que a gente enfrenta. Não é só o ponto de o orçamento ser baixo, mas sim de ele ser imprevisível”.
Coluna do ESTADÃO – Edição: Montedo.com

Respostas de 18

  1. Mantenham as aeronaves no aeroporte, já é uma grande economia de combustível. Já foi feita uma grande economia sobre os salários dos militares, com o reajuste ter sido concedido a partir de Abril 2025 e não a partir de janeiro de 2025, como os concedidos ao funcionalismo civil.

    1. Sempre que se fala em corrigir a defasagem salarial das forças armadas acontece isso “não tem dinheiro” para os civis tem dinheiro e normalmente se deram aumento para os civis e ai tem que dar para os militares, já surge outro aumento para os civis para dizerem que não tem dinheiro para os militares. Isso não passa de uma guerra contra os militares declarada abertamente. ninguém esta cego para não entender esse tipo de trambique. alguém tem que fazer alguma coisa.

      1. Salário de Gari no Rio R$ 4.400,00 . …daqui apouco ultrapassa os Sargentos…mais a preocupação dos deuses é com verbas…entenderam?

  2. BAIXA ANTECIPADA NO BE DE HOJE:

    Na teoria:

    1ª baixa em novembro
    2ª baixa em dezembro

    PORTARIA – C Ex Nº 2.477, DE 28 DE MAIO DE 2025Autoriza a redução e a dilação do tempo de ServiçoMilitar Inicial dos conscritos incorporados no ano de2025.O COMANDANTE DO EXÉRCITO, no uso das atribuições que lhe conferem o art. 6º, § 1º,da Lei nº 4.375, de 17 de agosto de 1964, os art. 4º e 19 da Lei Complementar nº 97, de 9 de junho de1999, o art. 21, § 1º, do Decreto nº 57.654, de 20 de janeiro de 1966, o art. 20, inciso IX, do Anexo I, doDecreto nº 5.751, de 12 de abril de 2006, e considerando o que consta nos autos 64535.002517/2025-44, resolve:Boletim do Exército nº23, de 6 de junho de 2025 -12Art. 1º Ficam autorizadas:I – a redução do tempo de Serviço Militar Inicial das 1ª e 2ª Turmas de Licenciamento dosconscritos incorporados no ano de 2025 em até dois meses; eII – a dilação do tempo de Serviço Militar Inicial da 3ª Turma de Licenciamento dosconscritos incorporados no ano de 2025 em até dois meses.Art. 2º Caberá ao Estado-Maior do Exército baixar os atos complementares necessáriosao cumprimento desta Portaria.Art. 3º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

  3. Em uma guerra como foi a 2ª guerra mundial, quem deixou suas vidas lutando, foram as PM ou os dignos militares brasileiros? Em caso de uma Convocação do Brasil para um conflito mundial, quem Será chamado a dar suas vidas, Será a PM? Será que vai ser O MST? Será que vai ser o PT ou os Políticos? Será que vai ser vc?
    Os militares Não ganham pelo que fazem e sim pelo que representam para uma Nação. Isso e Consenso mundial.

    Uma nação que não valoriza suas forças armadas e seus dignos militares está condenada a viver na escravidão!

  4. Edital concurso Gari 4400.
    Edital concurso soldado FN 2300.
    Ficou claro a quem a lei 13954 beneficiou.
    Todo meu respeito e consideracao aos garis que fique claro.
    Os militares estao sem reajuste digno.

  5. É só mandar os sangue sugas dos Generais e os coronéis embora e no máximo chegaram a major ou tenente coronel que sobra dinheiro. Alguém sabe quando os generais da reserva custam juntando os marechais que temos alguns ainda. Senhor vão ficar pasmos. Pois podem ter certeza que custam mais o que o reajuste concedida as forças armadas. Sim custam bilhões. Depois ainda criam um monte de penduricalhos para eles próprios.

  6. Salário família de R$ 0,16 vergonha isso; coitado desses praças das Forças Armadas. Cada dia mais difícil para manter a família. Sem falar da moradia em comunidade carente!

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