Conheça a fazenda onde são forjados os cavalos de guerra do Exército Brasileiro

Foto: Jorge Cardoso

 

Local abriga cerca de 1.000 cavalos das raças Brasileiro de Hipismo, Crioulo, PSI, Bretão e Polo Argentino

São Borja (RS) – No coração do Pampa Gaúcho, a Coudelaria de Rincão forma os cavalos de guerra do Exército Brasileiro com genética, tecnologia e treinamento de elite; anualmente, são entregues ao Exército aproximadamente 150 a 170 animais prontos.

No extremo oeste do Rio Grande do Sul, em São Borja, está localizada a maior e mais estratégica criação de cavalos militares do Brasil: a Coudelaria de Rincão. Com 15 mil hectares de campos nativos, a unidade do Exército Brasileiro é responsável por abastecer todas as tropas montadas do país, mantendo viva a tradição secular da cavalaria com excelência genética, manejo técnico e planejamento militar.

Fundada em 1922, a Coudelaria de Rincão é a última remanescente de uma rede de nove fazendas militares que, no passado, criavam cavalos para as Forças Armadas. Após décadas de mecanização e redução da tropa montada, ela permanece como a única coudelaria militar em operação no Brasil, exercendo papel fundamental na manutenção da capacidade operativa e cerimonial do Exército.

Reativada oficialmente em 1988, a unidade hoje é uma verdadeira maternidade de cavalos militares. Comanda um dos mais completos e modernos programas de criação e seleção equina da América Latina, aliando tradição e biotecnologia.

O termo “coudelaria” designa um estabelecimento rural destinado à criação sistemática de cavalos, especialmente voltado para fins específicos como esportes, serviços ou uso militar. No contexto das Forças Armadas, uma coudelaria atua como centro de excelência zootécnica e estratégica, responsável por selecionar, reproduzir, recriar e treinar animais com padrão elevado de desempenho.

No caso da Coudelaria de Rincão, trata-se de uma unidade militar especializada, subordinada ao Exército Brasileiro, com a missão de fornecer cavalos para diversos usos operacionais, cerimoniais e de instrução.

Produção e estrutura de ponta na Coudelaria de Rincão
A fazenda abriga cerca de 1.000 cavalos das raças Brasileiro de Hipismo, Crioulo, PSI, Bretão e Polo Argentino. Anualmente, são entregues ao Exército aproximadamente 150 a 170 animais prontos para o serviço, resultado de um ciclo produtivo que leva até cinco anos — desde o planejamento genético até o treinamento final. Toda a criação é feita a campo, com potros sendo desmamados, recriados e domados por equipes militares especializadas.

As éguas Bretãs, conhecidas pela docilidade e alta produção de leite, são utilizadas como barrigas de aluguel no programa de transferência de embriões, acelerando o melhoramento genético.

Para onde vão os cavalos de Rincão?
Os animais são destinados a diversas finalidades:

    • Cerimônias de Estado e desfiles oficiais, como no 7 de Setembro;
    • Patrulhamento de áreas militares e apoio logístico em regiões de difícil acesso;
    • Escolas de equitação do Exército e competições de hipismo e pentatlo militar;
    • Polícias Militares estaduais que mantêm tropas montadas; e
    • Cooperação internacional com forças armadas de países vizinhos.

Apesar da era digital, o cavalo continua sendo relevante para o Exército. Em ambientes onde viaturas não chegam, ele é silencioso, eficiente e resiliente. Mais que um símbolo, o cavalo militar representa a versatilidade das Forças Armadas e a conexão com o passado histórico da defesa nacional.

Preservação ambiental e excelência genética
Além do papel estratégico, a Coudelaria de Rincão também atua como guardiã ambiental e genética. Preserva campos nativos do bioma Pampa e mantém o maior plantel de cavalos Brasileiro de Hipismo do país; participa de concursos e feiras técnicas, validando a qualidade de sua produção frente aos maiores criadores civis do Brasil.

Em pleno 2025, a Coudelaria de Rincão é mais do que uma unidade militar. É símbolo de excelência, tradição e inovação no uso de equinos pelas forças de segurança. De lá saem os cavalos que desfilam em Brasília, patrulham fronteiras e vencem provas equestres — todos forjados no silêncio dos campos gaúchos e treinados com precisão militar. Se hoje o Brasil ainda mantém uma tropa montada de elite, é porque existe Rincão para produzir os cavalos de guerra do Exército Brasileiro.

CompreRural – Edição: Montedo.com

Respostas de 17

    1. Pela terceira vez: “é caro manter tradições”.

      Enquanto isso, no EB “normal” o soldado dá 15 tiros e está pronto para defender o país.

  1. Cavalos de guerra… Façam-me o favor… Enquanto grandes players mundiais estão usando drones e ditando o combate, nós Estamos com a cabeça em 1900.
    Já vimos aqui no blog como esses cavalos são usados.

    1. Como dizia um QAO jornalista, bem ele sabe o que é guerra, então seguer vai saber a definição de cavalo de guerra, cães de guerra, homens de guerra, mortes em decorrência de guerra , estáticas de criminalidade com mortes que se assemelham aos números em época de guerra , também não sabe que morte é morte, independente do tipo …os que estão expostos no dia a dia atuando contra a criminalidade, correm mais riscos dos que a andam com cavalos de ” guerra”.

    2. 🐎 de “guerra?!?! fornecer 🏇 para usos “operacionais”?!?! “Patrulhamento” de áreas militares e “apoio logístico” em regiões de difícil acesso?!?!
      A Última vez q 🐎 foram usados em combate foi na invasão da Polônia (equinos) pela Alemanha (Blindados) no início da 2ª Guerra Mundial. Nos chefes NÃO estão aprendendo NADA com o uso de drones na Guerra da Ucrânia.

  2. Cavalos de guerra, ficamos no período napoleônico agahahaha.

    Esses cavalos não tem uso em sua atividade-fim, nem para tropa de choque servem, já que o exército não tem atribuição para conter turbas, como a PM.

    Alou TCU, alou MPF, perguntem o destino desses cavalos, quanto custaram e quanto custa manter, vejam quantos estão nas mãos de militares NA RESERVA inclusive e conclua por si sós se são “cavalos de guerra”.

    É o clubinho mais caro da república!

  3. Essa brincadeira custa caro aos cofres publicos.
    Nunca serão usados em guerras.
    Até quando vão insistir em criar cavalos para os nobres?
    O brasil não aguenta mais isso, que fique claro que não é nada contra os cavalos.
    Exercito de país pobre não pode se da a esse luxo.

  4. A Rússia E Ucrânia usando drones na guerra e o EB ainda com seus cavalos feudais para satisfação dos nobres senhores.

  5. Olha oq altos estudos ….cavalos de guerra, Enquanto isso, os inocentes do RJ estão andando de guarda chuva para se proteger da polícia ….

  6. Drones guiados, artilharia de ponta, mísseis direcionados de alta precisão e tudo mais que pode ser aplicado num combate sendo usado na Guerra da Ucrânia…aqui “cavalos de guerra”. Passar bem. kkkkk

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *