Para o órgão, não há indício de crime militar na conduta do Exército durante os atos antidemocráticos
O Ministério Público Militar (MPM) arquivou a apuração sobre a responsabilidade do Comando Militar da Amazônia (CMA) durante a instalação e remoção do acampamento golpista montado em frente ao quartel da instituição em Manaus.
Para o MPM, “ao menos em tese”, não foi encontrado qualquer indício de crime militar.
O acampamento começou em meados de novembro de 2022 e ficou até janeiro de 2023 sem que nenhuma ação tenha sido feita para a remoção.
Isso só ocorreu após duas ordens judiciais: uma do Supremo Tribunal Federal (STF) e outra da Justiça Federal do Amazonas.
Os ocupantes montaram no local uma infraestrutura para reagir contra o resultado das urnas que elegeu o presidente Lula da Silva e pediam intervenção militar.
O site ICL Notícias apurou que o arquivamento foi feito mesmo com documentos oficiais da Polícia Militar do Amazonas (PMAM) demonstrando que a operação de desmonte do local não contou com a colaboração do Exército.
“Um ofício da PM datado de 10 de janeiro de 2023 afirma que a operação de desmobilização realizada no dia anterior, 9 de janeiro, ocorreu ‘sem qualquer apoio operacional do Exército Brasileiro’, mesmo com o acampamento instalado há meses no entorno da unidade militar’, diz o site.
Relatório
O ICL também cita um relatório da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas, de 11 de janeiro, afirmando que o Comando Militar da Amazônia conduziu “tratativas individuais” com manifestantes, “diferentes das acordadas em reuniões do Gabinete de Crise”, realizadas entre os dias 7 e 8 de janeiro.
No relatório, consta que o Exército “disponibilizou espaço interno para armazenamento de materiais dos manifestantes e permitiu que estes tivessem acesso ao interior da unidade para negociar”.
BNC Amazonas – Edição: Montedo.com
Respostas de 6
Isso quer dizer que, se eu, quiser montar um acampamento no mesmo local hoje, usar o banheiro do quartel, poderia sem problemas? O Exército aceitaria e até me ajudaria num café? É Isso?
Bom saber.
Queria ver se fosse o pessoal do MST não aceitando uma derrota do Lula. No praça do golpe em Brasília teve até Sd do EB de sentinela cuidando dos carros dos golpistas.
Então Vai lá ver.
Não vou porque a covardia se faz maior quando não há nada a oferecer ao algoz.
Infelizmente a determinação de Desmobilizado dos acampamentos em frente aos quartéis foi dada aos Policiais Militares Brasileiros, os quais cumpriram a missão, mas acredito que na situação atual, certamente muitos PMs cumpriram a missão por que são militares e não tinham outras opções, pois a grande maioria dos militares Estaduais linha de frente, não tinham o mínimo interesse de ver Ex- presidiário no poder e muito menos apoiador de ” tomadores de cervejinha” que furtam, roubam e matam por causa de um celular, sendo defendido pela ” autoridade máxima do país”.
Ação de Polícia Militar Brasileira cumprindo sua missão Constitucional. Mesmo sabendo que que os manifestantes tinham reinvindicações de altíssima relevância social.
“Um ofício da PM datado de 10 de janeiro de 2023 afirma que a operação de desmobilização realizada no dia anterior, 9 de janeiro, ocorreu ‘sem qualquer apoio operacional do Exército Brasileiro’, mesmo com o acampamento instalado há meses no entorno da unidade militar’, diz o site.”
É aquela história, o rigor da Lei é só para os outros. Os meus arruaceiros são “do bem”.