Ministro do tribunal foi testemunha ocular do que aponta como resistência dos militares na prisão de acampados em frente ao QG
Laryssa Borges
A versão que Flávio Dino contou ao STF sobre general testemunha de Cid A versão que Flávio Dino contou ao STF sobre general testemunha de Cid A versão que Flávio Dino contou ao STF sobre general testemunha de Cid
Na esteira do quebra-quebra promovido por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro no dia 8 de janeiro de 2023, o ministro Flávio Dino fez chegar a integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) bastidores de como militares e, em especial, o então comandante do Exército Júlio César de Arruda atuou para, na versão dele, impedir a entrada da polícia no acampamento que por meses abrigou manifestantes favoráveis a uma intervenção militar e antidemocrática no país.
Àquela altura Flávio Dino era ministro da Justiça e havia dado ordens à equipe do interventor, seu então braço direito Ricardo Cappelli, para “prender todo mundo” que horas antes havia depredado as sedes do Congresso, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal (STF) em Brasília.Tempos depois do que o Ministério Público classifica como o capítulo final de uma tentativa de golpe de Estado no país, Dino procurou integrantes do STF e relatou que Arruda estava “completamente alterado” com a chegada de forças policiais no QG do Exército e, com o dedo em riste, enfrentava tanto ele quanto outros integrantes do governo que estavam no local para efetuar a prisão dos baderneiros.
Arruda foi arrolado como uma das principais testemunhas de defesa do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro e delator premiado nos processos que investigam a tentativa de golpe de Estado no país. Na quinta-feira, 22, interrogado na Primeira Turma do STF, disse que a decisão de prender os golpistas havia sido dele e resumiu: “estava um clima de nervosismo. Eu disse que isso [prisões] tinha que ser feito de forma coordenada. Minha função era acalmar. E graças a Deus não houve morte”. Flávio Dino é hoje um dos integrantes da Primeira Turma do STF, colegiado responsável por julgar o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais 30 réus por crimes como abolição violenta do Estado Democrático e golpe.
Dino voltou a comentar detalhes do embate entre Executivo e militares na noite do dia 8 de janeiro em depoimento a VEJA por ocasião dos seis meses do dia 8 de janeiro de 2023. Disse ele: “Depois da destruição, deu-se um embate com os militares. Fui ao Quartel do Exército e disse que a gente ia prender todo mundo que estava no acampamento. Foi quando vi tanques saindo de uma ruazinha. Se alguém ainda tinha alguma dúvida de que um golpe estava em andamento, ela se dissipou naquele momento. A maioria do Alto-Comando torcia — e friso este verbo, torcia — para que o levante tivesse dado certo. Repeti sem parar para o comandante do Exército: ‘General, nós vamos pegar todos, sem exceção. É a minha ordem’. Ele tentou crescer para cima de mim. Teve dedos em riste de lado a lado. A adrenalina estava a mil. Eu repetia: ‘Estão todos presos, estão todos presos’. Ele dizia: ‘Não, não, não’”.
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Respostas de 12
onde estão as filmagens.
Meu camarada vc tá com peninha desses generais semi deuses? Só lembrado que esses sangue azul não tem respeito por pracinhas e nem pensionistas, tão colhendo o que plantou
“Foi quando vi tanques saindo de uma ruazinha. Se alguém ainda tinha alguma dúvida de que um golpe estava em andamento, ela se dissipou naquele momento. A maioria do Alto-Comando torcia — e friso este verbo, torcia — para que o levante tivesse dado certo.”
Os nossos valorosos “legalistas”.
Esse gordola é mala, era ministro, viu tudo de perto e quer se passar como apenas um coajuvante; um espectador. Ele torceu pela baderna promovida,sabia do capital político que aqueles vândalos poderiam dá para criar narrativas! TÁ aí agora gritando – foi GOPI – levado a frente por velhos com pedaços de pau e batom. É Brazilzão que não muda.
Interessante é que o imparcial Flavio Dino faz parte da primeira turma, precisa dizer mais nada.
Cadê o PAIVÃO? Cuidando das Emas.
…seu então braço direito Ricardo Cappelli, admirador de Fidel Castro.
“A maioria do Alto-Comando torcia — e friso este verbo, torcia — para que o levante tivesse dado certo.” E daí. porque não mandou a PF prende-los?
A única dúvida que eu tenho é o porquê de o Arruda não estar nesse inquérito como réu.
Deu guarida e protegeu os acampados golpistas em frente ao seu quartel e ainda foi cara de pau de se colocar como testemunha do braço direito do maior golpista de todos, não dá para aturar.
O dia mais importante da história recente do Brasil e as imagens convenientemente somem???
rapaz, o Brasil é um país de Faz-de-conta mesmo. aqui se dá golpe de Estado de táxi, Os integrantes da Suprema corte são todos amigos do rei, o juiz aqui é vítima, acusação e julgador…olha, nem a marvel tem imaginação para criar um país como esse, mas ainda assim ecoa a pergunta: Cadê a Minuta?
A Minuta tá assando.