Em meio ao impasse na negociação de cortes de gastos, generais se sentem desconfortáveis por atuarem como sindicalistas

Forças-Armadas

 

Vídeo da Marinha causou estrago político
Representantes da cúpula do Exército e da Aeronáutica estão tentando reverter o estrago político causado por um vídeo lançado pela Marinha na semana passada e que vem atrapalhando as negociações com o governo sobre corte de gastos nas Forças Armadas, segundo os jornalistas Wesley Oliveira, Luis Kawaguti, da Gazeta do Povo Os militares foram incluídos no pacote fiscal anunciado no fim de novembro pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Eles tentam agora convencer o governo que um vídeo divulgado pela Marinha criticando os cortes foi uma ação isolada.

 

“Sacrifício”
O orçamento das Forças Armadas não foi cortado, mas os militares terão que aumentar os anos trabalhados antes de entrar na inatividade. Os integrantes das Forças Armadas não recebem aposentadoria, ganham seu soldo integral ao passarem para a reserva (período em que podem ser convocados em tempos de guerra) e depois ao ir para a reforma (quando não estão mais aptos para lutar).

Essas mudanças nas regras sobre as carreiras dos militares foram propostas por Lula e discutidas com o ministro da Defesa, José Múcio. Antes do anúncio do pacote, o chefe da pasta afirmou que as Forças Armadas iriam fazer um “sacrifício” para ajudar a solucionar as contas do País.

“Sindicalistas”
Uma fonte da alta cúpula das Forças Armadas declarou à Gazeta do Povo que a situação é particularmente desconfortável porque oficiais generais acabam tendo que atuar como se fossem “sindicalistas” (pois os militares não podem se associar a órgãos sindicais). De um lado precisam lidar com os anseios de seus comandados e ao mesmo tempo fazer cortes de gastos e adequações necessárias.

Leia a reportagem completa na GAZETA DO POVO

 

 

Respostas de 25

  1. Tudo isso porque vão ter de aumentar os interstícios dos oficiais para que possam ir a reserva quando sao preteridos no generalato. Quando a reforma alterou para 35 anos de serviço foi fácil aumentar o interstícios das praças, bastou uma canetada em um regulamento. Isso nao passa de uma piada de mau gosto!

    Tinha era de colocar o teto do inss, afinaal de contas um sten com chaqao já ganha quase igual ao teto, o reto acompanha a inflação enquanto o soldo é aumentado só em desgovernos, logo o teto passa o liquido de um sten. E parem de querer comparar a “carreira” militar com clt, saiam da caverna, se quer comparar, que compare com a 8.112, pois esta lei é que rege os servidores, que também não possuem fgts, adicional periculosidade etc.

      1. Prezado, decretos têm prazo de validade. Legislação é aprovada no Congresso Nacional e se for inconstitucional é revogada pelo STF. Viu quem manda?

    1. #kidspretoslivres

      Cadê os adjunto de comando? /Ironia

      Você tocou na ferida: aumentar o a permanência nos postos. Já ouvi Capitão e Major reclamando do tempo no mesmo posto e as praças?

      É o melhor momento para mudanças. O sistema americano parece ser o melhor a ser seguido.

    2. Sugiro a criação de duas novas graduações: Sgt-Mor e Alferes.

      Al CFGS: dois anos (já está em vigor);
      3º Sgt: sete anos;
      2º Sgt: sete anos;
      1º Sgt: seis anos;
      Sgt-Mor: cinco anos;
      ST: quatro anos e;
      Alferes: quatro anos.

      Pronto. assim serão resolvidos ou 35 anos de serviço e 55 anos de idade.

  2. Pois é.

    É esse “sentimento” que vai aos poucos retirando as únicas vantagens em ser militar.

    Vejam os juízes e desembragadores em defesa dos seus “penduricalhos”. Eles não se “sentem” em nada incomodados. Pelo contrário, se sentem orgulhosos de proteger as suas carreiras/profissões.

    Os militares estão incluindo aos poucos o “masoquismo” na natureza da sua profissão.

    “Com amigos assim, quem precisa de inimigos!?”.

  3. A negociação que tem que ser feita é aplicar para as pensionistas dos militares as mesmas regras aplicadas às pensionistas civis.

    Quem tem atividade profissional diferenciada é o MILITAR, a este deve-se o tratamento! Pensionista não é categoria profissional.

    Mantenham o tempo de serviço sem idade mínima e cortem a gordura nas pensões: aplicar um redutor de 15% a 20% no valor da pensão e só pagar de maneira vitalícia para quem tiver mais de 44 anos de idade.

  4. “Sindicalistas”
    Uma fonte da alta cúpula das Forças Armadas declarou à Gazeta do Povo que a situação é particularmente desconfortável porque oficiais generais acabam tendo que atuar como se fossem “sindicalistas” (pois os militares não podem se associar a órgãos sindicais).
    Veja bem sindicalistas lutam e defendem suas categorias, mas neste caso não chegam nem ser a mosca que lambeu a ferida do cavalo de sindicalista.
    Chegam assim ” sim chefe, sim sehor presidente concordo, isso pode ser feito”, para não perder a boquinha.
    Desconfortáveis? ou o medo de serem substituídos.

    1. Essa narrativa de golpe de estado, desde 2018, só serve para camuflar o golpe Gramsciano que está sendo implantado com a liberação de criminosos, prisão de inocentes, ilegalidades monocráticas tendo o judiciário como protagonista e, como está sendo feito, envolver as FFAAs nessa narrativa com forma de defesa antecipada de uma possível retaliação como houve, singelamente, com o video da Marinha do Brasil. É quase certo que o comandante Olsen vai “dançar”.

  5. A maioria dos profissionais com 60 anos de idade estão em plena capacidade produtiva além da experiencia adquirida e passiva de ser transmitida aos novatos. Deveriam propor idade mínima de 55 anos e máxima de 60 com acréscimo de 3% ao soldo a cada ano a mais.

    Entendam que os Fundos de Pensão de algumas estatais só se tornaram deficitários por investimentos cabulosos feitos em títulos e ações de empresas podres. Se esses fundos fossem atrelados aos títulos da divida publica estariam mais saudáveis. Fundos de pensão têm que ser corrigidos pela SELIC pois é aí que os bancos nadam de braçadas. O INSS, por exemplo, deveria ter contas desvinculadas para eliminar a visão de “deficit”, uma para os aposentados, como semelhante ao FGTS(com emissão mensal de extrato) e Fundos de Pensão das estatais e outras contas separadas para outras despesas, incluindo o SUS, com outras fontes de arrecadação.

  6. Morar em mansão, pagando menos que uma mixaria, carro à disposição, Motorista, taifeiros para os serviços domésticos,ganhar 10% só por ser General, nunca ter que comer carne de porco crua no quartel..vamos lá!!! Nada disso é desconfortável

  7. O custo da subserviência chegou. Todos sabiam que se a esquerda ganhasse as eleições haveria retaliações. O MD e seus altos-comandos não querem saber da tropa a muito tempo. Seria mais honroso pedir para deixar o cargo de Cmt e manter sua opinião, mas as benesses, cargo na POUPEX e missões no exterior falam mais alto. A missão da esquerda é ir eliminando devagar as FA até virar uma “guarda civil bolivariana” aos moldes da Venezuela. Triste assistir a derrocada das FA…melancólico…

  8. Esses ” Generais de hoje ” (um ST véi me dizia q os últimos Generais do EB haviam morrido na década de 80)irão deixar uma carreira militar tão sucateada e sem atração,que atrairá somente a ” rataiada” para suas despretigiadas fileiras.

  9. Os Generais são os representantes da categiria, já que militares são proibidos de se manifestarem. Então, tudo certo, senhores Generais!

  10. Não tem que sentir desconforto algum, oras, a tropa só tem a esses generais pra tentar evitar essas medidas contra a tropa , principalmente os praças, TENHAM CORAGEM

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