Militares levantam suspeita após comandante de batalhão do Exército, com 30 anos de experiência, morrer em salto de paraquedas
Paulo Cappelli, Augusto Tenório
Militares do Exército estão intrigados com as circunstâncias da morte do comandante Daniel Moura, que chefiava o prestigiado Batalhão de Apoio às Operações Especiais, em Goiânia. O coronel de 47 anos estava há 30 nas Forças Armadas e era considerado um especialista no manuseio de paraquedas. Ele morreu na terça-feira (8/10) após um salto.
A suspeita de pessoas próximas a Daniel Moura é que o problema envolvendo tanto o paraquedas principal quanto o reserva tenha sido causado por falha humana. E que o erro não foi do comandante.
Esses militares levantam a hipótese de que teria havido negligência por parte do integrante da equipe que cuida da preparação do material. Esse preparo é feito pelo próprio Exército, que conta com o Pelotão de Dobragem de Paraquedas Especiais, cujo lema é: “Errar nunca!”. Ao todo, o processo de dobragem é feito em seis etapas.
À coluna, o Comando Militar do Planalto (CMP) informou que o modelo do paraquedas usado foi o Legend M. “Este tipo possui o mesmo funcionamento dos demais paraquedas desportivos e táticos”, afirmou o Exército. Segundo o CMP, “as condições meteorológicas eram favoráveis à realização do adestramento” e “nenhum militar, além do coronel Moura, enfrentou problemas durante a atividade”.

O comandante estava a bordo de uma aeronave modelo C-105 Amazonas, da Força Aérea Brasileira (FAB), quando saltou na região metropolitana de Goiânia. O avião é utilizado para realizar missões de transporte tático e logístico, lançamento de paraquedistas, cargas e evacuação médica.

O Comando Militar do Planalto não respondeu se houve perícia no local imediatamente após o acidente e qual era o tipo de operação em andamento. “Essas informações estão sob investigação”, pontuou.
Um militar relatou à coluna como teria ocorrido o acidente fatal envolvendo o comandante Daniel Moura: “Deu alguma pane no paraquedas principal. Então, ele acionou o reserva. No entanto, o paraquedas principal, que não estava completamente aberto, não foi ejetado por ele ou devido a uma falha no material. Os dois paraquedas acabaram se enroscando, e o comandante desceu direto, sem sustentação”. Leia mais.
Respostas de 5
Bem, se o erro foi do militar responsável pela dobragem, isso vai levar décadas nos tribubais. Vão passar tempos e tempos discutindo o “sexo do anjos”.
Mas, caso tenha sido mesmo falha de outro militar e não do coronel, espero que o responsável entenda de uma vez por todas que a vida no mundo concreto, real, não admite brincadeiras, pseudo-filosofias e “faz-de-conta”.
Ou sabe ou não sabe.
Simples assim.
se fosse um praça não teria suspeita alguma, teria sido uma fatalidade, mas como foi com um oficial querem achar um culpado, normal!
Difícil querer acabar com um praça, mas para um cel, muitos Gerais N motivos, desde uma punição assinada por ele, ou alguma síndicancia séria ou suspeito de envolvimento com narcotraficantes nas alturas…pau que bate no pobre Chico, bate também doutor Francisco.
PORTARIA Nr 33 DECEx, DE 7 DE MARÇO DE 2016.
Aprova o Manual Técnico de Salto Livre
(EB60-MT-34.405), 2ª Edição, 2016, e dá
outras providências.
5.1 CONSIDERAÇÕES GERAIS
5.1.1 A equipagem, a inspeção sumária e o
recolhimento do paraquedas são atividades
de responsabilidade do saltador e de
fundamental importância para a sua
segurança e para a preservação do material.
Querem criar agora o mito de que o comandante nunca erra. Quando acontece algum acidente o responsável sempre é o outro. Ainda bem que alguém sacou uma portaria que define a responsabilidade do saltador. A nossa profissão é de risco.