Secretário de Segurança durante a intervenção no RJ, em 2018, Richard Nunes disse no STF que a escolha de Rivaldo Barbosa foi sua e não por indicação do partido de Domingos Brazão. Relatório de Inteligência da secretaria contraindicava a nomeação, mas militar não viu crime e sim uma possível questão moral.
Marco Antônio Martins, g1 Rio
Em depoimento no STF, o ex-secretário de Segurança do Rio de Janeiro durante a intervenção federal, em 2018, o general do Exército, Richard Nunes disse que não sofreu interferência na escolha do então Chefe de Polícia Civil, o delegado Rivaldo Barbosa.
O delegado Rivaldo Barbosa é um dos réus no processo que está no Supremo Tribunal Federal (STF) que trata sobre os possíveis mandantes no assassinato da vereadora Marielle Franco e que resultou ainda na morte do motorista Anderson Gomes.
Ainda são réus neste processo:
- Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE)
- Chiquinho Brazão, deputado federal
- Ronald Alves Pereira, major da Polícia Militar
- Robson Calixto Fonseca, o Peixe.
O general Richard prestou depoimento no processo do caso Marielle e afirmou: “Não houve nenhuma ingerência na escolha (do delegado). A decisão foi tomada por mim”.
Contraindicação da própria secretaria
Na ocasião em que foi nomeado à Chefia de Polícia (a instituição não era secretaria ainda, o que passaria a ser em 2019), o nome de Rivaldo Barbosa foi contraindicado para o cargo pela Subsecretaria de Inteligência da própria secretaria. O general Richard não viu os documentos como problema.
“Não vi naqueles informes algo de concreto, mas era algo que tinha que observar. Caso houvesse algo, eu mudaria. Isso não ocorreu”, disse.
Em seu depoimento, de pouco mais de 2h, o general ainda contou que as informações do documento apontavam que o delegado Rivaldo usaria o cargo para a obtenção de vantagens:
“Isso não ensejaria alguma medida imediata”, conta o general que “enxergou algo no campo da moralidade e não no campo criminal”.
Respostas de 4
Ah, entendi.
Quer dizer que agora neste país a falta de “moralidade” de um agente público não é empecilho para ocupar e permanecer no cargo. Somente se houver problemas no “campo da criminal”.
Alguém deveria explicar que os dois são relacionados.
Quem não observa a moral, quem tem deficiências no “campo da moralidade”, acaba cometendo crimes, pois o freio que inibe o indivíduo de cometer crimes é a moral.
A relativização da moral está no centro das causas da criminalidade.
É a moral que condiciona o indivíduo a não cometer crimes. Sem ela, o crime sempre é “justificado” pelo criminoso.
Pois é, por um simples atraso na formatura diária do quartel um soldado é punido, as vezes até com prisão. Mas isso é relativo! Segundo nosso líder maior é aqueles que o seguem.
Perfeito!
Infelizmente, é assim mesmo.
E outro que não consegue andar nas ruas com tranquilidade, servi com esta figura em Florianópolis, nunca se importou com seus subordinados!