A tinta de assinatura do compromisso foi o sangue dos patriotas brancos, negros e índios, que juntos lutaram para expulsar os invasores batavos de nossas terrasOTÁVIO SANTANA RÊGO BARROS*
“Alguém sozinho é derrotado, dois conseguem resistir, e a corda tripla não rompe facilmente”. Eclesiastes 4, 12
Instituições seculares são seculares por resistirem aos modismos, por resolverem questões internas com base em valores, por se mostrarem coesas diante dos antagonismos externos. As Forças Armadas são o arquétipo dessas instituições. Entre os atributos mais importantes para a construção da armadura que as protege e as torna secular destaca-se o pacto geracional. Com os militares brasileiros, ele foi contratado nas batalhas da insurreição pernambucana, origem das células que viriam a ser reconhecidas como Exército nacional.
A tinta de assinatura do compromisso foi o sangue dos patriotas brancos, negros e índios, que juntos lutaram para expulsar os invasores batavos de nossas terras. Conscientemente, deve ser renovado geração a geração. “Gerações que se sucedem, se aperfeiçoam e se fortalecem” como defende ainda hoje um respeitado general da reserva.
A fé nesse compromisso é o mandamento a ser professado e seguido por homens e mulheres em armas de ontem, de hoje e de sempre, e deve ser encarado como cláusula pétrea para a manutenção da coesão. Mandamento que, no dia a dia, se traduz com singeleza pelo reconhecimento das novas gerações aos velhos soldados, que a seu tempo conduziram os destinos da organização, e pelo respeito das velhas gerações aos novos soldados, agora responsáveis pela indicação do caminho a ser trilhado.
Adentrando o campo das conjecturas, a eventual quebra desse contrato deve ser firmemente rechaçada, sob pena de que as gerações futuras se dispam do dever de respeitar os chefes e de acatar as normas, rompendo os compromissos que trouxeram as Forças Armadas brasileiras a salvo de complexos desafios até hoje.
Ainda que distante essa possibilidade, é preciso meditar sobre ela e identificar quais poderiam ser as suas origens, os interessados, bem como as consequências e reflexos para a estabilidade e até para a sobrevivência das Forças Armadas do futuro.
Como no passado, a discordância leal, seguida da disciplina intelectual, fundamental nos processos decisórios de militares, não significa abandonar as posturas pessoais que importam aos cidadãos-soldados. Significa deixar de lado desacordos de momento e apoiar as lideranças que comandam, no agora, a organização, com o firme propósito de reforçar as bases históricas sob as quais ativa e reserva conquistaram e mantêm a confiança da sociedade.
Usando uma metáfora militar, cabe às novas gerações, vanguarda do aproveitamento do êxito, a responsabilidade de manter a impulsão para se conquistar os objetivos fixados na manobra informacional e às velhas gerações, entendendo as circunstâncias da nova missão, assumirem o papel de força de acompanhamento e apoio.
No estudo da situação, será necessário transparecer o papel dos militares nos desafios modernos. Iluminar seu enquadramento institucional como órgão de Estado, sua ação na política, o impacto de suas decisões para a defesa e segurança do país e ratificar a servidão a quem os comanda, ao fim e ao cabo, o povo brasileiro.
Quando da definição da missão ficará claro que o mundo mudou. O domínio da opinião pública ganhou tamanha relevância que se qualificou como um dos principais fatores de sucesso da instituição. A velocidade de difusão e o alcance de projeção das notícias exigirão profunda readaptação na gestão da corporação. O tempo para a escolha da linha de ação que enfrente um determinado problema estará cada vez mais exíguo e a eficiência no campo de batalha multidimensional será proporcional à rapidez com a qual o chefe informa a seus subordinados a sua intenção e a ponha em prática.
Nessa configuração moderna, as experiências vivenciadas no passado serão balizas, mas não antolhos, na solução dos problemas postos na mesa para decisão dos chefes de plantão.Como conclusão, trago dois aspectos que entendo relevantes e que tangenciam a questão do pacto geracional, ora em discussão.
O primeiro, soldados são estudiosos da história militar. Sabem da importância da máxima do pequeno corso: dividir para conquistar. Logo, constantemente devem se perguntar: a quem interessa dividi-los? O segundo, o peso de conduzir as Forças está sobre os ombros do comandante e do alto-comando de hoje. Já o foi do comandante e do alto-comando de ontem. E será do comandante e do alto-comando de amanhã.
* General de Divisão R1
Respostas de 9
Esse oficial general se julga o sábio. Mas, não tem o sentimento principal de um chefe militar, que é o respeito aos seus subordinados. Quando estava “por cima da carne seca” humilhou, de forma verbal e
contundente, os militares de baixa patente.
O peso do alto comando e do comandante, comendo coffee break, jantares, festas, pnr felpudos, maiores salários, empregados para suas esposas ? Assim fica fácil passar 40 anos no Exército. Me dê papai !
Nem li quando vi que Era o arrego Barros kkkk papo De Teórico de ECEME, carreirista e medroso … 😂
Perdeu a boquinha e escorraçado do cargo, volta e meia, aparece com essa “esborragia verbal” inútil e insuportável.
Braço forte pra cima dos Praças e mão amiga fazendo carinho na cabeça dos generais!!
Continuamos Pressionados pela inflação sendo nossos soldos Congelados desde 2016!!
O governo do pT aliou-se aos generais para massacrar os Praças!!
Sabe Deus onde isso irá acabar….
Pessoal vamos pensar um pouco? Olha só o General Barros escreve muito bem, isso não tem como negar. Ele não escreve para a Quarta camada. Nós precisamos ter ciência de que no Alto Cmdo eles sabem de coisas de que nós jamais iremos saber ou até mesmo precisar saber. Aqui em baixo as leis são diferentes. o único fato que deixou perplexo o pessoal dos instamentos é que a lei 13964 foi Desigual em seus aspectos reais. Mas vamos separar bem as coisas. Eles lá em cima são o sistema, eles pensam o sistema, eles criam o sistema. Se os praças fossem o sistema e aprovassem uma lei daquele tipo ia ser um desastre pior do que foi, é ou não é?
“A tinta de assinatura do compromisso foi o sangue dos patriotas brancos, negros e índios, que juntos lutaram para expulsar os invasores batavos de nossas terras.”
– teria sido melhor ter deixado aos Holandeses. Essa terra teria, a priori, prosperado. Basta Ver o que foi feito em Recife no pouco que ficaram.
“dividir para conquistar”
Oficial x praça
QAO x praça
ST Chqao x “os outros”
ST/1º Sgt x lobinho
Praça M x Praça F
etc etc etc
Até que veio o bozonaro e acabou com tudo…
Com Todo respeito excelentíssimo senhor General, mas esses brancos do qual o senhor fala q lutaram ao lado dos indígenas e negros (em sua grande maioria escravizados pelos brancos ao qual foram obrigados a lutar!) Também são invasores pela lógica q o senhor usou em relação aos holandeses. Há sim uma minoria de homens brancos q lutaram por esta terra, pois foram trazidos para Esta terra como degredados Pela coroa portuguesa e como não tinham mais uma pátria para chamar de sua, decidiram lutar Pela posse desta terra ao qual foram jogados e deixados para morrerem (se virarem nos trinta). Aos esquerdistas q sempre estão Peruando (isso é gíria militar, vão procurar saber o q significa antes de falar q estou sendo preconceituoso!) Por aqui, tá na hora de vcs contestaram essa narrativa do mito da criação do exército brasileiro!