Mulheres participam pela primeira vez da prova Combatente Silva Paes, da 14ª Brigada de Infantaria Motorizada, competição de resistência física que reune equipes de todas as Organizações Militares do Estado de SC. (Imagem: EB)

A seleção deve dar-se em bases individuais, não por categorias demográficas. É preciso estabelecer qual é o nível de força necessário e criar um teste físico para aferi-lo.

Editorial

Para o Exército brasileiro, a fisiologia feminina compromete o desempenho de mulheres, razão pela qual certos postos de combate devem permanecer fechados a elas.

Esse arrazoado faz parte da documentação que o Exército apresentou à Advocacia Geral da União para embasar a posição do governo em ações diretas de inconstitucionalidade, em tramitação no Superior Tribunal federal, que contestam o veto a mulheres em algumas posições nas Forças Armadas.

A AGU acolheu a orientação e se manifestou contra a ampla concorrência feminina para a carreira militar —sem mencionar a fisiologia.

Contudo a experiência de nações da Otan e de outras como Austrália e Israel mostra que, de um modo geral, mulheres estão aptas a servir em funções de combate. Ressalte-se que são países cujas tropas participaram de guerras, algo que os militares brasileiros felizmente não fazem há mais de um século.

Ainda que se argumente que a força física é atributo essencial para determinadas posições, como tropas de assalto, vetar mulheres não constitui boa medida.

A seleção deve dar-se em bases individuais, não por categorias demográficas. É preciso estabelecer qual é o nível de força necessário e criar um teste físico para aferi-lo.

Nos EUA, esses exames seguem protocolos de modo que não apresentem viés contra as candidatas. Em 2020, o país ocupava a segunda posição na taxa de mulheres em efetivo militar entre os membros da Otan, com 18% —perdia somente para a Hungria (20%). No Brasil, o índice atual é de 10%.

Outros argumentos contrários incluem a coesão da tropa, que seria menor em grupos mistos, e até os custos, como a criação de banheiros e dormitórios femininos em submarinos, por exemplo.

A psicologia de grupo pode constar do treinamento dos soldados, assim como as áreas física e tática. Já os gastos em situações específicas podem de fato ser altos, mas cabe a cada país decidir se vale a pena arcar com eles. A maioria dos membros da Otan que operam com submarinos decidiu que vale.

A presença feminina também exige combate firme à violência sexual, que costuma ser maior entre militares do que entre civis.

Que fardados recorram à fisiologia das mulheres para negar-lhes acesso a certos postos é lamentável. Que a Advocacia Geral da União de um governo que se diz progressista e inclusivo respalde o veto é algo que demanda explicação.

editoriais@grupofolha.com.br

FOLHA

Respostas de 22

    1. A capacidade física, Emocional e Intelectual deve estar de acordo com o desempenho funcional exigido. Portanto, independe de gênero, cor, etc etc

  1. Não seria problema o ingresso de mulheres nas FFAA se a igualdade fosse plena, em particular no EB. O problema que elas, sejam de carreira ou sejam temporárias, tem ingressado e não tem contribuído totalmente, ou seja, estão ingressando mas estão pegando apenas algumas funções.
    Enquanto o lobinho do sexo masculino chega nas oM concorrendo a todas as escalas seja de Sv ou de missão, com as lobinhas do sexo feminino isso não acontece, seja pq algum antigão não permite que sejam escaladas ou por elas mesmas relutarem a executar certas tarefas, principalmente Sv de escala…
    Nós da ativa precisamos que os mais modernos que estão chegando contribuam em todas as atividades, seja missão, seja formação do Sd, seja o Sv de escala, ou qualquer outra atividade militar….Permitir o ingresso delas mas não permitir que elas contribuam na plenitude das atividades militares não é igualdade. É mero ato político “pra inglês ver”.

  2. A foto é muito esclarecedora. por que essas duas mulheres estão sem fuzil?
    Querem os direitos iguais mas, todavia, não os deveres iguais.

  3. Sou a favor da igualdade, ao mesmo tempo elas teriam que prestar o serviço militar obrigatório, hoje só os homens estão sujeito ao serviço militar obrigatório.

  4. Exatamente isso, servi ao EB por 30 anos e o que mais vi foram militares do segmento feminino sendo protegidas pelos chefes, não escaladas para determinadas missões. outras simplesmente se esquivando, usando da sua condição feminina para se livrar dos encargos. Também tive um comandante que não autorizava escalar mulheres para CMT da guarda e Sgt de dia. A justificativa era que a mulher não poderia fiscalizar o banheiro da guarda ou subunidade pelo risco de se deparar com soldados nus.

  5. Nos concursos a prova fisica para mulheres é mais fácil que a dos homens. As exigências das provas físicas precisa ser Igual, mesmos km em corridas, mesmo numero de barras, abdominais e flexões… Aí a igualdade seria Plena, e demonstraria que mulheres podem fazer as mesmas tarefas que homens. Inclusive em lutas e disputas fisicas, uma vez que não deve haver distinção, pois ficaria Provado que fisiologicamente mulheres tem a mesma capacidade de Combate.

  6. Alguém da edição pode me informar quando foi a segunda guerra mundial, onde o Brasil participou com nossos valorosos Pracinhas? Pois está escrito que o Brasil não participa de guerras a mais de um século!!! Já na questão do sexo, jamais todas as mulheres serão iguais aos homens na força, mas tem Muitas que são até mais fortes e mais competentes! É apenas uma questão de colocar a prova e as que conseguirem, que sigam em frente, as que não conseguirem, continuem tentando… Mas tbm devem correr com o fuzil cruzado!!!

    1. Quem entende é o EB que foi pra Guerra na Última vez na Segunda guerra mundial, não Israel que tem serviço militar obrigatório pra mulher e ganhou todas as guerras que lutou (e foram muitas).
      Ou Ucrânia e Rússia que tão em guerra agora mesmo e ambos usam mulheres combatentes.

      mas se for pra pintar meio fio e fazer fiscalização de mosquito da dengue é melhor não aceitar mesmo não

  7. Deixar comentário para que? Se não vai adiantar de nada. Os três poderes da República (aliás os três podres da República) que mandam nas Forças Armadas.
    Houve interesse internacional de colocar nos três podres (poderes da República) só corruptos, além de roubarem dinheiro público, recebem fortuna dos barões do Tráfico. O noticiário mostrou muito que os oficiais gastaram, e gastam, uma fortuna do dinheiro público, para ser suficiente os oficiais generais ficarem mais tempo bêbados do que sóbrios. Com isso os generais,atuais, permitiram o ingresso ao oficialato de um enorme número de homossexuais (viados mesmo), depois grande número de oficiais transsexuais. Pelo noticiário, quem apanhou, o número de oficiais viciados em cocaína é enorme. Onde ainda há honra e dignidade é entre os graduados. Interesse internacional de envolver a tropa em uma guerra que não é do Brasil (problema da Venezuela com a Guiana). Quem governa mesmo o Brasil é o Barroso (do falido moralmente STF). A intenção de enviar as forças armadas assim, para um confronto militar, é para ver as forças Armadas em frangalhos (quando chegar o final). E transformar Brasília e Distrito federal em uma Sodoma Gomorra. Aí será fácil, fácil, o Brasil ser totalmente dividido entre outros países. Todos sabem que haverá vários países dentro do Brasil
    Quanto mais esculhambar, bagunçar um país é mais fácil de dominar. E não há nenhum movimento de resistência (antes de 1988 haveria). Se o General Silvio Frota desse o golpe, a história seria outra. Agora é tarde, até a Bolívia está mais preparada para um confronto militar do que o Brasil (simplesmente porque o Exército boliviano é formado de homens, sem alcoólatras, viadagem e viciados
    Lembrem que os EUA perderam a guerra para o Vietnã.

  8. O EB não está preparado para mulheres, mentalidade ainda tem que mudar muito para chegar no profissionalismo, atualmente o número de escravocetas é enorme, quando sabem que vai chegar uma mulher no quartel já entram em euforia, adicionam em redes sociais antes mesmo dela chegar, depois é só escravocetisse, os oficiais entram muito cedo na AMAN, e isso já é ruim em diversos aspectos para a tropa, que muitas vezes tem que lidar com retardados mentais sem tato e compreensão de como é o mundo de fato, já que conheceram apenas a lavagem cerebral da acadimia… acostumados a lidar apenas com sacudos, a presença feminina no ambiente de trabalho causa alvoroço generalizado entre oficiais e praças…. e como sempre estoura no pracinha fudido… que tem o desgosto de ver mais modernas, que recebem o mesmo que ele, fazer infinitamente nada, as da foto, sem fuzil, ainda estão fazendo muito, mas deve ser aquela primeira instrução e única delas da vida, que ainda acontece em alguns poucos quartéis.

  9. A desigualdade começa na distribuição do nunero de vagas, totalmente desproporcional: se é ampla concorrência, queingressem os melhores, independente de contas femininas. Essa questão de governo progressista, de governo da igualdade é só teoria.
    Defendo com veemência que as vagas, independente da área, assim como em todos os concursos, devem ser realmemte de ampla concorrência, sem distinção de sexo, cor, raça idade e religião, Assim Como prever o art. 5° da constituição.
    E por falar nisso, deveria também a questão da idade ser Relativiszada, Assim Como em todo concurso público, mesmo que as Vagas destinadas para as pessoas de mais idade sejam em cargos administrativo. Assim é que interpreto o entendimento do STF em relação ao julgamento do tema referente a idade para ingresso nas FA.

  10. STF é supremo tribunal federal não superior
    O exército brasileiro participou da da segunda guerra mundial, 1944 a 1945, não tem um século ainda…

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