Forças Armadas têm ‘todo interesse em estar do lado do zelo à democracia’ nas eleições deste ano, diz Múcio

Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE

No TSE, ministro disse que Forças Armadas “estão à disposição para, desde cedo, fazer um jogo combinado e voltar a ter um clima de pacificação”

Após uma eleição geral em que os militares entraram em embate com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o atual ministro da Defesa, José Múcio, disse nesta terça-feira que as Forças Armadas “têm todo interesse em estar do lado do zelo à democracia” no pleito municipal de 2024.

Ao discursar na abertura das audiências públicas para aperfeiçoamento dos processos eleitorais, Múcio afirmou que as Forças Armadas “estão à disposição” do TSE para “desde cedo, fazer um jogo combinado” e “voltar a ter um clima de pacificação” nas eleições.

“Existem alguns que têm interesse em manter esse clima de desavença e desasossego, mas nossa qualidade é a forma fraterna que o brasileiro tem de respeitar as diferenças. Todos nós trabalhamos para que a democracia seja fortalecida e que nossas vontades sejam materializadas por meio do nosso voto”, disse.

O ministro declarou que a democracia saiu “machucada” das últimas eleições – devido aos inúmeros questionamentos ao processo eleitoral que culminaram nos atos golpistas de 8 de janeiro – e que os cidadãos precisam estar atentos para suas escolhas na hora de votar.

“O voto é a mais importante das sementes. Precisamos pensar em candidatos honestos para fazer o que faríamos se estivéssemos no lugar deles. A pior ressaca é o voto mal dado. A gente dá um voto ruim e passa quatro anos arrependido. A escolha é livre, mas somos reféns das consequências de nossas escolhas”, disse.

A presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, destacou as quase mil propostas recebidas pela Corte para aperfeiçoar as minutas que dão as diretrizes para as eleições municipais de outubro. Ela agradeceu aos participantes e disse que esse é um momento “inédito” na história do Tribunal.

“O processo eleitoral é nuclear no processo democrático do Brasil”, afirmou a ministra. De acordo com ela, as sugestões a serem debatidas na audiência pública vieram “para benefício e pacificação das nossas eleições” e “para o aprimoramento das relações humanas, cívicas e democráticas”.

Cármen também falou da importância da equidade de gênero nas eleições e disse ser necessária a “igualdade substancial de mulheres e homens no espaço político”. A ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, afirmou que “os avanços democráticos conquistados até hoje não estão garantidos de forma permanente”.

Valor

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