Exército Brasileiro vai aposentar helicópteros Black Hawk e Cougar

Helicóptero Black Hawk (Agência Força Aérea / Johnson Barros/Reprodução)

Portaria autorizou a desativação

Gabriel Centeno
A Chefia do Estado Maior do Exército Brasileiro publicou nesta sexta-feira (22) o boletim autorizando o início da desativação dos helicópteros HM-2 Black Hawk (UH-60) e HM-3 Cougar (AS 532 UE). As aeronaves são operadas pelos 2º, 3º e 4º Batalhões de Aviação do Exército (BAvEx) e serão futuramente substituídas por helicópteros Black Hawk mais novos.

Conforme o Boletim do Exército Nº 51/2023, está autorizada “a desativação e o desfazimento das frotas” dos helicópteros. O trabalho deverá respeitar aspectos instruídos pelo Estado Maior do Exército. São eles:

“§ 1º A desativação e o desfazimento dessas frotas serão coordenados pelo Comando Logístico observando os princípios da economicidade, da eficiência, da eficácia, além da máxima utilização do potencial de cada aeronave em favor da prontidão operacional da Força Terrestre.”

“§ 2º Está autorizada a utilização de suprimentos reparáveis dos helicópteros das frotas consideradas, desde que estejam desativados e em proveito da manutenção da sustentabilidade logística das aeronaves que permanecerem em operação.”

O Exército também orienta que o seu Comando Logístico “elabore os respectivos planos de desfazimento e os apresentem a este Órgão de Direção Geral (ODG) num prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias a contar da publicação desta Portaria.”

Ao mesmo tempo que começa a dar baixa nos HM-2 e HM-3, o EB também negocia com o Exército dos Estados Unidos a compra de até 16 helicópteros UH-60M Black Hawk.

No início deste mês, uma comitiva do EB visitou o Comando de Assistência à Segurança do Exército dos EUA, onde generais brasileiros conheceram de perto a versão mais nova do Black Hawk e discutiram a possível compra, a ser realizada por meio de Vendas Militares Estrangeiras (FMS). O FMS é uma forma de negócio que facilita a negociação de produtos bélicos dos mais variados tipos, onde o governo dos EUA atua como mediador. Dessa forma, as duas partes já podem negociar os detalhes da encomenda, incluindo quantidade de aeronaves, peças sobressalentes, armamentos e demais detalhes.

Tanto o HM-2 Black Hawk quanto o HM-3 Cougar já tem mais de 20 anos de operação e não foram modernizados, ao contrário dos HA-1 Esquilo/Fennec e HM-1 Pantera.

A AvEx comprou quatro HM-2 na década de 1990 para serem empregados na Missão de Observadores Militares Equador-Peru, implantada pela Organização das Nações Unidas após o conflito entre os dois países. Atualmente são operadas pelo 4º BAvEx, com sede em Manaus (AM).

Já os oito AS 532 Cougar foram adquiridos no início dos anos 2000 para complementar a frota. O modelo fabricado pela Eurocopter (atual Airbus Helicopters) é empregado pelo 2º BAvEx, em Taubaté (SP) e 3º BAvEx, em Campo Grande (MS).

AEROFLAP

Respostas de 10

  1. Ainda há tempo hábil para o desfazimento de um “negócio” que parece absolutamente desvantajoso para as FAs, a indústria bélica nacional e o Brasil como um todo. O lógico seria a aquisição das aeronaves Caracal, superior em TODOS os quesitos, além de fabricadas aqui e geradoras de empr egos qualificados e divisas para o país. Sem falar que os yankees, além de ficarem com a prerrogativa de fornecer ou não peças de reposição/manutenção conforme a sua visão de mundo, só iniciarão a entrega do modelo (já defasado) em 2028, sendo que a necessidade desse equipamento é algo urgente, tendo em vista o vasto território a ser coberto na Amazônia verde e azul. Quem ganhará com essa negociata?

    1. Verdade, tudo Em Prol da política e desfavorável a eficiência e eficácia. Uma verdadeira desvantagem a aquisição de produtos americanos e como você salienta material defasado…

  2. Enquanto vocês comprarem armas Americanas, vocês estarão financiando uma guerra no futuro. Ontem foi o Iraque e Afeganistão, hoje a Palestina, amanhã quem sabe pode ser o Brasil. Lembre-se, os Estados Unidos não são amigos de ninguém.

    1. Parabéns pela visão, o Brasil deve continuar a lógica de fazer acordos na área militar e outros também com transferência de tecnologia. Longe dos americanos.

  3. A Força Aérea Brasileira (FAB) concluiu, no dia 02/06, o processo de recebimento de mais uma unidade da aeronave H-36 Caracal, na versão operacional, o FAB-8522. A aquisição é fruto do projeto H-XBR, que envolve a Marinha do Brasil, o Exército Brasileiro e a Força Aérea Brasileira, e permitiu a compra de 47 helicópteros.

    O contrato prevê a montagem de unidades no Brasil, por meio do Consórcio AIRBUS/Helibras, cuja fábrica está localizada em Itajubá (MG). Com essa remessa, a FAB totaliza o recebimento de 13 aeronaves, com previsão de recebimento de mais dois vetores, em 2024 e 2025.

    O FAB-8522, que já está sendo operado pelo Primeiro Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (1°/8° GAV) – Esquadrão Falcão, sediado em Natal (RN), traz uma potencialidade inédita para a Aviação de Asas Rotativas. O H-36 possui sistema de reabastecimento em voo, que vai permitir uma maior capacidade de atuação da aeronave, pois aumentará a autonomia em missões de longa distância.

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