g1 apurou que oferta para criminosos foi feita após o feriado de 7 de setembro, semanas antes do vazamento do furto. Policiais enviaram vídeo ao Exército, que anexou ao inquérito que apura desvio.
Leslie Leitão, Marco Antonio Martins, g1 Rio
As 21 metralhadoras de grosso calibre furtadas do quartel de Barueri, na Grande São Paulo, foram oferecidas à maior facção criminosa do Rio de Janeiro.
O g1 apurou que a Polícia Civil do RJ teve acesso a um vídeo que também foi encaminhado para o Exército com a imagem de quatro metralhadoras. A força já incluiu as imagens no Inquérito Policial Militar que apura o desvio do armamento.
De acordo com as investigações, a oferta das armas aconteceu há pouco mais de um mês, após o feriado de 7 de setembro. O grupo que furtou as metralhadoras pediu, por cada ponto 50, R$ 180 mil.
Ao menos desde 10 de outubro, quando o furto foi tornado público, o Exército tenta localizar e recuperar as 13 metralhadoras calibre ponto 50 e as 8 metralhadoras calibre 7,62 que foram levadas do local. Somadas, as armas pesam 500 quilos, e há a suspeita de que foram sendo furtadas pouco a pouco.
Até esta quarta-feira (19), 50 militares tinham prestado depoimento aos militares. Há na unidade, 160 militares que estão mantidos “aquartelados” e impedidos de deixarem o quartel.
Oferta ao tráfico
A oferta da ponto 50 foi feita ao traficante William de Souza Guedes, o Corolla, criminoso que, atualmente, comanda o Complexo de Manguinhos, na Zona Norte do Rio e é um dos homens de confiança dos chefes da facção Comando Vermelho.
Corolla, antes chamado de Chacota, tem nove mandados de prisão contra ele – um deles pela morte do policial militar Daniel Henrique Mariotti, no início de 2019./i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/r/h/2G11RNRTSvOWgp65L2cw/corollacv.png)
Ao receber a ligação, Corolla entrou em contato com Wilton Carlos Rabelho Quintanilha, o Abelha, apontado pela polícia como maior chefe do Comando Vermelho em liberdade.
A polícia apura se o negócio foi fechado ou se não passou apenas de uma oferta à facção.
Capacidade para derrubar aeronaves
Os disparos de metralhadoras ponto 50 são capazes de derrubar aeronaves. Helicópteros da polícia são frequentemente alvo de traficantes no Rio – dois deles foram atingidos este mês.
O peso médio de cada uma delas é, em média, de 4,5 quilos.

Respostas de 9
Chamem a policia, deixem isso para os profissionais
O Ministro Múcio tinha que pedir cooperação com a PF já que possivelmente o trajeto dessas armas já se tornou um crime interestadual, mantendo a competência na JMU.
Um delegado de policia federal estuda 5 anos de direito para fazer um concurso que abre de 5 em 5 anos e a concorrência passa de mil por vaga.
A PF só faz isso. Não faz formatura recepcão guarda de honra pintar meio fio faxinas etc (lá é terceirizado a faxina e a vigilância patrimonial).
Aí colocam um militar formado na amam, que estudou na uni qualquwe coisa, pra fazer um IPM. Vai fazer o ipm pq é antigo, não pq sabe de algo.
É claro que não sai nada.
Chama a Federal que resolve. Eles dao jeito, isso é coisa pouca para aquele povo de Deus
O problema nem É fazer o IPM mas sim, fazer direito. Se fizer errado vai ser prato cheio para advogado de defesa.
Anulam tudo no stf
Desejo que o Exército se férre, por que eles só são bons pra prender velhinhas e crianças, não me representam, se tiver uma guerra estamos todos mortos.
Já vivenciei várias IPM e o que mais achava engraçado eram as perguntas. A primeira pergunta para a testemunha ou vítima do crime era justamente tentando incriminar a vítima. Mas é claro, eu só observava, não tinha toda essa competência, só fiz a 5° Série e quem fazia as perguntas era um ser com altos estudos.
Como diria um sargento (que me formou!), devemos louvar os oficiais, pois eles estudaram e nós não.
Ele saiu QAO.
Foi no meio dos anos 90
Não sei como funciona no EB, mas na Marinha, quem conduz IPM é um oficial. O sargento é apenas o escrivão, e dependendo da graduação ou posto, muda-se.”