PF ouve oito pessoas ao mesmo tempo sobre suposto esquema de venda de presentes: quatro são militares

Cid filho, Cid Pai, Coronel Marcelo e Tenente Crivelatti

Estratégia é que cada um deponha separadamente, numa forma de tentar evitar combinações de versões

Em depoimentos simultâneos, o ex-presidente Jair Bolsonaro, a ex-primeira-dama Michelle e outras seis pessoas ligadas a eles, entre elas quatro militares, vão ser ouvidos nesta quinta-feira pela Polícia Federal sobre um suposto esquema de venda de presentes oficiais, como relógios e joias, no exterior. Cada um deponha separadamente, a partir das 11h, numa forma de tentar evitar combinações de versões.
Além de Bolsonaro e Michelle, serão interrogados o ex-chefe da Ajudância de Ordens de Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid, o pai dele, general Mauro Cesar Lourena Cid, o coronel Marcelo Costa Câmara, o tenente Osmar Crivelatti, o advogado Frederick Wassef e o ex-secretário de Comunicação Fabio Wajngarten.

Os depoimentos de hoje serão realizados em um contexto diferente das outras vezes: desde a semana passada, Mauro Cid passou a responder os questionamentos da PF e colaborar com a investigação. Na sexta e na segunda-feira passadas, o ex-ajudante de ordens esteve na sede da corporação por cerca de 16 horas. A mudança na estratégia de defesa de Cid ocorreu após o advogado Cezar Bitencourt assumir o caso.

Na avaliação dos investigadores, a apuração sobre a venda de presentes oficiais dados a Bolsonaro por autoridades estrangeiras é a que está em estágio mais avançado e a que reúne o maior número de indícios da prática de crimes, como trocas de mensagem, fotos e até recibos de venda e de recompra dos itens valiosos.

Os elementos foram obtidos pela PF por meio de quebras de sigilo telefônico e telemático e buscas e apreensões autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Os delegados que tomarão os oito depoimentos hoje agora querem ouvir a versão a respeito do que foi encontrado.

Com informações de O Globo

Respostas de 15

    1. São esses os profissionais que o EB diz ser alto nível, e escolhe para ser oficial.
      Assim prefiro morrer praça, mas mantenho a honta e a dignidade.

  1. Servi numa OM, complexa, muitos recursos financeiros, muitas licitações. Avisei ao Comando, eu vou até o limite da lei, mas não ultrapasso a lei. Ou seja, não faço nada ilegal. Mas mesmo assim alguns ainda queriam fazer algumas facilidades, chamavam o temporário.

  2. Sim, passam, mas o Elvis Presley e Anônimo das 08h23 não querem nada com a hora do Brasil.
    Amam criticar superiores, parirar nem pensar.

  3. Primeiro mantra do militar: amar a verdade. Agora fico me perguntando se a escola, a qual esses citados acima estudaram, ensina somente mentiras ou estratagemas.

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