O ex-comandante do batalhão encarregado de proteger o Planalto justificou que discussão entre ele e PMs no 8 de janeiro, dentro do Planalto, ocorreu porque os policiais entraram no prédio “sem coordenação prévia” e portando granadas e gás lacrimogêneo
Pablo Giovanni
O oficial do Exército, responsável pelo comando do Batalhão da Guarda Presidencial nos atos de 8 de janeiro, o tenente-coronel Paulo Jorge Fernandes da Hora, justificou — por meio de um ofício enviado à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga os atos golpistas de 8 de janeiro — que a discussão que teve com policiais militares dentro do Palácio do Planalto, se deu porque os PMs estavam utilizando granadas de efeito moral e gás lacrimogêneo.
O vídeo circulou nas redes sociais logo após os atos golpistas de 8 de janeiro. Nele, é possível ver uma discussão entre PMs e Paulo Jorge, que tentava impedir a prisão dos extremistas. “Tá doido? Tá doido? Você tá louco? Tá todo mundo preso. Tá todo mundo preso. Coronel, eles estão presos, coronel”, disse o policial militar.
Além da utilização de granas e gás lacrimogêneo, o coronel também justificou que a equipe da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) entrou no Planalto sem coordenação prévia com a equipe dele, o que teria deflagrado a discussão do vídeo. Para responder o ofício da CPMI, do 8 de janeiro, às Forças Armadas convocou Paulo Jorge para esclarecer, mais uma vez, o que teria ocorrido.
“Após a situação ter sido controlada no interior do Palácio, uma fração da Polícia Militar do Distrito Federal adentrou às instalações sem coordenação prévia com o BGP, utilizando granadas de efeito moral e de gás lacrimogênio. Tal fato deflagrou uma discussão entre o Comandante do BGP e os policiais militares. Posteriormente, a situação foi contornada após um integrante do GSI ter informado que, por ordem do Ministro do GSI, a partir daquele momento, a PMDF passaria a realizar as prisões dos manifestantes que se encontravam no interior do Palácio”, declara trecho do ofício enviado à CPMI.
Após a repercussão negativa do caso, o tenente-coronel deixou o cargo por determinação do general Tomás Paiva. O Batalhão da Guarda Presidencial, em que o militar era chefe, é um dos responsáveis pela segurança da sede do governo federal.
Quando o caso explodiu, o Exército minimizou a ação do militar, esclarecendo que o vídeo havia sido tirado de contexto. À época, o Exército disse que a situação já estava controlada pela própria tropa, e com os manifestantes sob a custódia dos mesmos.
Sem relatórios
O Exército também informou à CPMI do 8 de janeiro que não elaborou nenhum relatório de inteligência sobre o acampamento montado em frente ao Quartel-General do Exército, do Setor Militar Urbano (SMU) — de outubro do ano passado a janeiro deste ano — por manifestantes que protestaram contra o resultado das eleições presidenciais. Uma das justificativas, segundo os militares desta Força Armada, foi o fato de o Centro de Inteligência do Exército (CIE) não ter identificado nenhum aspecto que pudesse comprometer a segurança pública do local.
O documento com essa confirmação, foi entregue pelo chefe do gabinete do comandante do Exército, Francisco Humberto Montenegro Júnior, na quarta-feira (26/7), em resposta a um ofício do senador Marcos Rogério (PL-RO). “Nesse contexto, a fim de colaborar com os trabalhos, incumbiu-me o Comandante do Exército de informar que não foram produzidos, pelo CIE, relatórios de inteligência referentes ao aludido acampamento, uma vez que não foram identificados aspectos que pudessem comprometer a segurança orgânica dos aquartelamentos localizados no Setor Militar Urbano”, explica, no texto, o militar.
O senador argumentou, no pedido, considerar “evidente” que a inteligência do Exército tivesse acompanhado todas as movimentações na área, o que, conforme as informações oficiais divulgadas agora, não ocorria de fato.
Respostas de 7
Geraçãozinha RUIM.
As desculpas nas paradas diárias entraram em um nível nunca antes alcançado. Se houvesse uma espécie de justiça, ninguém mais seria punido por falta,atraso, má apresentação, arma suja, documentação, cabelo, barba, bebida álcoolica…
Obrigado Senhores!
Rá rá rá rá, sem comentários 😁.
Acessem a página desse belicoso Guerreiro no Almanaque:
– milhares de estágios/cursos rolhas tipo polícia.
– Milhares De Estágios/Cursos Rolhas de banquinho refrigerado.
Esse é o padrão da dita nova geração:
– FROUXA, fraca e RUIM.
Ta cheio de caveira passando vergonha e envergonhando outros militares. Não tem haver com curso. Imagine alguém Super preparado que leva uma cola para CPI lembrando-o para não aloprar…o que será que faria em uma guerra? Seria inútil.
so powpow e faz de conta.
mil cursos nunca trocou tiro na vida
so formatura aprestamento marcha
nenhuma acao real
nenhuma
badulaques pra enfeitar a farda igual uma arvore de natal
igual os generais da coreia do norte e suas medalhas insignias e manicacas
na hora da acao real a pm deu banho, recruta da pm fazendo e acontecendo, e os senhores dos cursos do pow pow ai
Prende ele por prevaricacao, XANDAO!