Exército prevê custo de jogo de tiro em R$ 3,8 milhões e libera patrocínios

game EB

Serão R$ 3,4 milhões em investimento de 2021 a 2023 e R$ 442 mil de suporte técnico de 2023 a 2026

Naomi Matsui
O Exército estima em R$ 3,8 milhões o custo com o jogo de tiro que criará para atrair a atenção de jovens para a instituição. A Força ainda prevê a possibilidade de patrocínios de empresas privadas.
Serão R$ 3,4 milhões em investimento de 2021 a 2023 e R$ 442 mil de suporte técnico de 2023 a 2026. Os valores constam na diretriz de aprovação do game, publicada em Boletim do Exército do começo deste mês.
Pelas regras, o projeto, intitulado Missão Verde-Oliva, será executado por uma empresa privada, que será contratada ainda em 2021 por meio de licitação. A empresa terá de ser necessariamente brasileira.
Os realizadores do projeto ainda poderão fazer visitas técnicas a organizações militares para obter “registros, mapeamento e digitalização de armamentos, equipamentos, uniformes, viaturas e outras ações necessárias para o desenvolvimento do game”.
O prazo final estimado para conclusão do projeto é 2026 e, durante esse período, terá de fazer o planejamento, a pré-produção, a produção, o lançamento e a pós-produção do jogo, com atualizações do software nesses anos. O plano não deixa claro, no entanto, o ano exato do lançamento do game.
A diretriz ainda determina que se “deverá buscar possíveis parcerias com as Empresas Estratégicas de Defesa para a viabilização de patrocínio”.
Essas empresas recebem esse selo após passar por uma avaliação do Exército. Hoje, estariam dentro dos critérios marcas como Taurus, Condor e a Companhia Brasileira de Cartuchos.
Pela diretriz, o objetivo do game é “desenvolver atitudes favoráveis ao EB (Exército Brasileiro)” e “estimular percepções positivas sobre o EB, principalmente, na faixa etária jovem”.
Para isso, o plano determina que o Departamento de Educação e Cultura do Exército fará testes de aceitação de protótipo do game junto a público jovem de interesse, como alunos de colégios militares.
Guilherme Amado (METRÓPOLES)/montedo.com

Respostas de 6

  1. É interessante essa forma de propaganda.

    Sejamos realistas: o jogo deve ser do tipo “missões de combate”, aí o jovem será atraído para ingressar no EB (seja por concurso para as escolas militares, seja pelo alistamento para o Serviço Militar) achando que vivenciará o que verá nos jogos, não sabendo que na grande maioria das OM vai mesmo enfrentar papel e burocracia enfadonha, capina e faxina durante todo o expediente (dependendo do posto ou graduação).

    1. Após esta fase do cri-cri terá que ir para a fase do ensaio de formatura no sol. Logo após o combatente ganhar moedas e ter capinado um lote inteiro vai pra próxima fase que é a formatura para o general. Vai ter algumas perdas de sangue por causa da Restruturação da carreira e das portarias do mal, alcançando as graduações de cb, 3°Sgt, 2°Sgt e 1° Sgt e chegará a graduação de ST que vai ser responsável pelos vários materiais da Cia na subtenencia. Após isso… Não tem… A vida do praça acaba aí.

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