Bolsonaro nega que manifestação com Pazuello tenha sido ato político

PAZUELLO CONTINÊNCIA

Ex-ministro da Saúde responde a processo administrativo no Exército por infringir norma que proíbe que integrantes da Força participem de manifestações políticas

Augusto Fernandes
O presidente Jair Bolsonaro saiu em defesa do ex-minsitro da Saúde Eduardo Pazuello por conta da participação do general no ato do último domingo (23/5) pró-governo organizado por apoiadores do chefe do Executivo. Segundo Bolsonaro, o evento “não teve nenhum viés político”.
Por conta da presença na manifestação, Pazuello responde a um processo administrativo dentro do Exército. Isso porque o Estatuto Militar e o Código Disciplinar do Exército proíbe que integrantes da Força participem de manifestações políticas.
Em live na noite desta quinta-feira (27), Bolsonaro tentou eximir Pazuello de qualquer culpa. “Foi um encontro que não teve nenhum viés politico, até porque eu não estou filiado a partido político nenhum ainda. Foi um movimento pela liberdade, pela democracia, e apoio ao presidente”, disse o presidente.
O chefe do Executivo tem agido para evitar qualquer tipo de punição mais severa a Pazuello. Mais cedo, nesta quinta, ele se reuniu com o ministro da Defesa, Walter Braga Netto, e o comandante do Exército, general Paulo Sérgio de Oliveira, para negociar qual deve ser a reação conta o ex-ministro da Saúde.
Apesar da participação pessoal de Bolsonaro na busca por uma solução, o general Paulo Sérgio já avisou que a decisão do Exército não será influenciada por pressões externas.

Pazuello se defende
Também nesta quinta, a defesa de Pazuello enviou ao Comando do Exército a sua versão sobre a participação do ex-ministro na manifestação, garantindo que o general não incorreu em qualquer tipo de transgressão disciplinar.
Segundo Pazuello, ele agiu de acordo com a “honra pessoal”, citando o artigo 6 do Regimento Disciplinar do Exército.
Esse trecho do documento prevê que a aplicação do regimento da corporação deve ser aplicado levando em consideração o “sentimento de dignidade própria, como o apreço e o respeito de que é objeto ou se torna merecedor o militar, perante seus superiores, pares e subordinados”.
CORREIO BRAZILIENSE/montedo.com

Respostas de 23

  1. Acho que militar da ativa é militar da ativa… O resto é resto como diz a brincadeira com palavras , sem no caso, critério ofensivo..Na reserva tem o direito, até o dever de se expressar pois somos nós militares, um grupo social que não deve ir no canto da sereia daqueles que dizem amar o povo, mas enriquecem do dinheiro público…a fé anda junto a ação…para se colher o fruto tem que se limpar o terreno, podar a árvore e colher no tempo certo.

  2. Se aquilo não fosse um ato político, não teria palanque, militantes, bzndeiras, faixas, discursos e declarações.

    O general tem que ter hombridade e admitir que transgrediu.
    Não ficar dando desculpinhas de recruta e se escorando em políticos.

  3. Não foi ato político? Então o que foi? Subir num palanque e falar sobre promessas e que fez isto ou aquilo e com vários oportunistas sugadores da nação ao lado não é ato político…
    É muita cara de pau mesmo!

  4. O militar não pode valer-se de subterfúgios para driblar a rigidez de um regulamento! O que vale pro recruta tem que valer para o general em termos de quebra de regras militares claras e sem dupla interpretação. Os pilares das forças armadas são a hierarquia e a disciplina! Acredito que a Instituição sempre tem que estar acima de quem quer que seja, sob pena de cair em total descrédito perante à sociedade e até entre aqueles que a ela pertencem! Um triste exemplo é o STF! Vejam o descrédito perante o povo brasileiro no qual se encontra tão importante instituição,a dita ” guardiã da Constituição” devido às intromissões e ações desastrosas ,muitas delas ferindo a própria Constituição Federal! “Abrolhos,comandante! Abrolhos”!!!

  5. Roubo e corrupção na pandemia por prefeitos e governadores é periférico, teleférico para o bem do povo sob o beneplácito da CPI e STF. Esvaziar açude no RN a mando do Banco Mundial é prosperidade. Pazuello em passeio de moto é o fim do Brasil. Povo estranho!

    1. Ou você não é militar ou nunca ouviu falar na “Venezuela”, um país onde os militares se envolvem em política na maior naturalidade.

      Pelo que parece, votamos num sujeito que prometia nos livrar da venezuelização e acabamos elegendo justamente quem admira aquele regime.

      Quanto a essa coisa de “esquerda” e “direita”, já me convenci de que isso não existe no Brasil.
      Basta ver que o Líder do Governo Bolsonaro no Senado hoje foi Ministro da Infraestrutura da Dilma e o Ministro da Infraestrutura do Bolsonaro hoje foi o todo-poderoso Diretor do DNIT da Dilma por quase três anos.

      Os dois lidavam de perto, por sua função no Governo, com aquilo que mais produziu corrupção na dinastia PT: OS EMPREITEIROS. Só ingênuo acredita neles.

      1. Pessoas competentes devem ser aproveitadas em qualquer governo. Os que trabalharam no DNIT, provavelmente, não produziram mais devido às condições oferecidas. Hoje mostram outro trabalho, tentando dar andamento a obras paralisadas há d[ecadas. Se isso é ser como na Venezuela então temos que avançar. Pelo que entendi, na tua cabeça, o narco terrorismo de Estado na Venezuela é “natural”. Basta ver as centenas de milhares de cestas básicas de alimentos distribuídas por lá.

        1. Narcoterrorismo igual no RJ àquele imposto pelas milícias, as quais nada mais são que uma roupagem diferente para o tráfico de drogas.

    2. Cara, mas o Bolsonaro falou que a corrupção tinha acabado, por isso acabou com a Operação Lava Jato, então não tem mais nada, pára de viajar.

  6. É uma situação muito difícil, sob o ponto de vista de aplicação do RDE.
    A questão é saber se ele estava autorizado ou não a participar do ato, que é claramente político e não há dúvidas disso.

    Mas analisando sob o ponto de vista disciplinar, quando se fizer a análise sobre se ele estava autorizado ou não é que a autoridade vai ficar numa saia justíssima.

    Estando ele junto com o PR, que o autorizou tacitamente a participar, pode ser enquadrado neste item do Anexo I?

    A quem estaria subordinado diretamente o Gen Pazuello, já que não é mais Ministro de Estado?

    Talvez o enquadramento do RDE é que precise ser verificado. Será que ele comunicou ao seu superior que ele iria participar do ato, já que não era mais Ministro de Estado e está novamente vinculado ao EB?

    Bem, acredito que que esteja analisando isto tem bem mais capacidade que eu para resolver.

    1. A situação é clara.

      Caso estivesse “autorizado” a participar do ato, estaria cumprindo uma “ORDEM ABSURDA”.

      Ordem absurda não se cumpre.

  7. SE “Foi um encontro que não teve nenhum viés politico, até porque eu não estou filiado a partido político nenhum ainda.” , logo como ele ainda pode ser presidente se não é político, não está filiado a partido político??? Cada vez mais bolsonaro se enrola nas palavras… que é coisa fácil para ele.

  8. Mas a que ponto chegamos:
    General dizendo que aquilo não foi ato político.
    General faltando com a verdade!
    Isso existe no EB?

    Como pode isso ficar impune?

    Ahh se fosse um “Alferes”, estaria literalmente com “a corda no pescoço”,
    como o Alferes Tiradentes (Patrono dos Alferes do Exército Brasileiro).

  9. Se aquilo não foi político, o que torna normal os eventos que ali se sucederam, foi pior ainda: estamos diante de uma seita religiosa de idolatria a um homem.

  10. Imaginem: Um General da Ativa, posto de alta responsabilidade, exemplo a ser seguido, espelho da tropa, personificação do Exército, participa de ato político de Nível Nacional, altíssima repercussão, recebe apenas uma “Advertência Verbal”.

    Imagina o Sargento ou o Capitão quando subir no palanque, a punição deverá ser menor ainda, pelo grau de repercussão e também de responsabilidade.

    O posto de Oficial General tem muito mais responsabilidade e peso do que de um praça.
    Então, a espadada deve ser a altura. Porém, será que vai ter espadada?

    Nesse tempo de rastejo baixo no EB, só vi Espadada no Lombo do Praça.

  11. Pazuello e o Presidente sabiam e sabem o que estavam fazendo e tramaram tudo. Está estrategicamente planejado.

    Não atentaram para que o general Pazuello disse a CPI da Covid 19: “A MISSÃO FOI CUMPRIDA “ Cabe perguntar , não perguntaram , qual era a missão dada ; quem deu ou autorizou a missão : O Presidente ou o Comandante do Exército ´´.

    Toda essa audácia e peito do general Pazuello de afrontar a rigidez da hierarquia a ordem e disciplina, sustentáculo de honra e moral do Exército Brasileiro ; se não tivesse e tem apoio de fogo do Presidente e partes dos generais e outros militares.

    Será que todos os militares são tão ingênuos ou se recusam a vê a verdade.

    O plano é simples ; mas tem um objetivo imperativo: Agachar o Exército de Caxias e fazer o meu exército de Bolsonaro. Não será surpresa o Pazuello ser o novo Ministro da Defesa e ser promovido a general 4 estrelas . É SIMPLES ASSIM.

  12. Já dizia um amigo de longa data ” se todo mundo remar contra o barco também vai” doido para ver esse general preso por mentir na CPI . Já que o EB não faz nada que pelo menos alguem tome a frente e faça o que é certo. Já passou da hora.

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