Ao Exercito, Pazuello nega transgressão e diz que estava acompanhado de Bolsonaro

Bolsonaro e o ex-ministro da Saúde Pazuello em ato organizado por motoqueiros no Rio — Foto: Jorge Hely/Framephoto/Estadão Conteúdo

Comandante da Força, general Paulo Sérgio terá oito dias para decidir se aplica ou não punição ao subordinado

Renato Souza
Em documento enviado ao Comando do Exército nesta quinta-feira (27/5), o general Eduardo Pazuello, ex-ministro da eSaúde, negou ter cometido transgressão disciplinar ao participar de ato político no Rio de Janeiro, no último domingo (23). Ele afirma que agiu de acordo com a “honra pessoal”, e cita o artigo 06 do Regimento Disciplinar do Exército.
Neste trecho, o código deontológico prevê que a aplicação do regimento da corporação deve ser aplicado levando em consideração a “honra pessoal: sentimento de dignidade própria, como o apreço e o respeito de que é objeto ou se torna merecedor o militar, perante seus superiores, pares e subordinados”.
Pazuello alega que estava no evento com o presidente Jair Bolsonaro, chefe supremo das Forças Armadas. O regimento proíbe que militares das Forças Armadas participem de ato político. No evento em que Pazuello frequentou, estavam reunidos motociclistas e militantes que apoiam o presidente.
O general chegou a subir no trio elétrico e discursar brevemente para a multidão. A decisão final sobre punição ou não é do comandante da Força, general Paulo Sérgio. A penitência pode ir de uma advertência, repreensão, até prisão.
Paulo Sérgio está na Amazônia e, de acordo com fontes militares, tem até oito dias para decidir sobre o caso de Pazuello. Ele se encontrou com Bolsonaro em São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas. A tendência é de que a punição seja branda — para evitar atritos com o presidente — que promete suspender qualquer penalidade, o que pode gerar uma crise sem precedentes entre a caserna e o governo federal.
CORREIO BRAZILIENSE/montedo.com

Respostas de 17

  1. Bolsonaro se lixa para qualquer órgão federal ou liturgia do cargo, ele nomeia quem ele quer, seja na PGR, no STF, na PF, PRF, Advocacia Geral, quaisquer cargo ou Direção Federal, não segue ‘lista tríplice’ alguma… a bel prazer.

    Muitos dirão, é direito e autonomia da presidência da República, correto, até aí sem dúvida está no seu direito.
    Outros dirão, a corja ‘petralha’ aparelhou toda administração federal com indivíduos desqualificados e suspeitos; sim, perfeito!

    A diferença é a seguinte: do mesmo jeito que nomeia, os ‘retira’ e ‘descarta’ a bel prazer.

    E aí, qual é a questão.

    Simples, descartou Santos Cruz, Fernando Azevedo, Pazuello e os três Comandantes das Forças, a bel prazer (arRego Barros não conta, não deveria nem ter sido nomeado).

    Porque não admite ser contrariado em nada, não comanda “Com”, só ele dirige e decide a bel prazer (conjuntamente com os ‘Zeros’).

    Não sabe articular politicamente, acha que ser Presidente é mandar em tudo, fazer o que quiser, só isso. Extremamente limitado intelectualmente e emocionalmente, causa prejuízos à Nação (vacina é o exemplo mais claro).

    Características pessoais e de ‘Direção/Comando’, que só “funciona” na China, Coreia do Norte, Rússia, Cuba e Venezuela.

    Digo tudo, porque acredito que todas as contextualizações acima passam pela cabeça do general Paulo Sérgio, Cmt do Exército.

    Assim, fica a dúvida, a pergunta de 1 milhão de dólares:
    – qual será a atitude, decisão, posição ‘político/militar’ do Cmt do Exército na intransigência e inflexível decisão de Bolsonaro em não admitir qualquer punição ao seu general ‘gordinho do bem’.

    Continua…

  2. Concluindo…

    Pune, rigorosamente, Pazuello, como é praxe na Força nesses casos, e “pede o boné”.

    Não o pune e permanece como Ajudantes-de-Ordens de luxo do ‘mito’, como são, Braga Neto, Heleno e Ramos, o banana de pijamas (quase R$ 70.000,00).

    general Paulo Sérgio, Cmt do Exército, e a sua “escolha de Sofia”‘.
    p.s.:
    Como diz o especialista,
    -“A escolha de Sofia” é uma expressão que invoca a imposição de se tomar uma decisão difícil sob pressão e enorme sacrifício pessoal.
    – está o Cmt em dúvida em cumprir seu dever de Soldado em defender a VERDADE, o correto.
    – ou, como bom Ajudantes-de-Ordens fica agarrado como parasitas em seu expoente cargo, e não pune Pazuzu.
    – lembro que cargo na administração federal como general na Reserva, hoje, rende a bagatela de quase R$ 70.000,00
    – ou, me queimo com o ‘mito’, e perco, em caso de reeleição, essa ‘boquinha rica futura’, e puno o general ‘gordinho do bem’.
    – Furnas, Petrobras, Autarquias … quase R$ 70.000,00

    É HORA DE “PEGAR O BONÉ”, OU NÃO!

    E sua moral e autoridade com a Tropa?
    “Ah, não entendi…”, moral e autoridade com a Tropa, o que é isso!

    1. “E sua moral e autoridade com a Tropa?
      “Ah, não entendi…”, moral e autoridade com a Tropa, o que é isso!”
      Desse jeito, por um salário de 70 mil faço qualquer coisa.
      Moral e autoridade não pagam minhas contas.
      Brasil, mostra a sua cara!

    2. Na Reserva, hoje, rende a bagatela de quase R$ 70.000,00
      Pois pela metade do “preço”, eu o daria um elogio e dispensa dos serviços por 30 dias.
      Por 35 mil faço qualquer negócio.

  3. Ah! que “por….” é essa.
    Ah! Artigo 6 do Regimento Disciplinar do Exército!?!
    Que diabos é isso.
    Esse moço é mais ‘kara-de-pau’ que imaginava.

    Agora, tu imagina Zuzu explicando isso na CPI ao ser questionado por Renan:
    – “honra pessoal: sentimento de dignidade própria, como o apreço e o respeito de que é objeto ou se torna merecedor o militar, perante seus superiores, pares e subordinados”.

    PQP! mil vezes.

    Alegou, “se torna merecedor o militar, perante seus superiores, pares e subordinados”.
    Vergonha.
    Que escárnio!
    Só mesmo uma ‘Open Bar de Rivotril’ pra aguentar tanta mediocridade. Tantas pazuellices.
    PQP! mil vezes.

  4. General Mourão,
    “as regras que vedam participação de militares da ativa em atos políticos devem ser respeitadas “para evitar que a anarquia se instaure dentro” das Forças Armadas.”

    Mourão, PARA!
    Combinou com Jair, não…, perdeu!
    Bolsonaro ainda não deu um ‘bico’ nesse general porque foi eleito com ele.
    Total desmoralização.

  5. O gesto obriga o comandante a puni-lo, sob pena de prevaricação.

    Se ficar só numa advertência ficará comprovado que Bolsonaro cooptou o Cmt do Exército.

    O que seria uma total desmoralização.

    Ou o Cmt do Exército não está nem aí para moralidade e autoridade.

    MPM terá que agir.

  6. Hoje em São Gabriel da Cachoeira-AM:
    – Bolsonaro/Braga Neto/Ramos e Cmt do Exército.

    Para, acreditem, inaugurar uma ponte de madeira de 18 metros (o oficial).

    Ou, para acertarem um ‘acordão’, Defesa/Exército/Planalto, e não punirem Pazuello.

    Pesado!
    E você vá pra cama cedo, se chegar atrasado amanhã a Parada Diária, pode ser preso.

  7. Cap Montedo,
    Acredito pelas postagens anteriores, que não o interessa “lives” do YouTube.
    Porém, pelos acontecimentos, esta de hoje do “mito”, penso que irá chamar a atenção de seus internautas.
    Observe suas esdruxulas palavras quando trata da ‘questão’ Pazuello, ridículo.
    Quanta mediocridade!
    Boa noite.

  8. Se o comandante do EB não punir exemplarmente Pazuello… abrirão vários precedentes perigosos… na área disciplinar… no campo político… e até mesmo nas áreas interpessoais entre os três poderes além das FFAA… pois vai escancarar o total vínculo político do exército com o governo atual… estampando o perigo de intervenção militar em caso de qq insucesso de Bolsonaro perante a CPI… STF… ou mesmo nas próximas eleições… É muito sério e preocupante o vínculo de subserviência das FFAA ao atual governo…

    1. Exatamente Subtenente.
      Imaginem: Um General da Ativa, posto de alta responsabilidade, exemplo a ser seguido, espelho da tropa, personificação do Exército, participa de ato político de Nível Nacional, altíssima repercussão, recebe apenas uma “Advertência Verbal”.

      Imagina o Sargento ou o Capitão quando subir no palanque, a punição deverá ser menor ainda, pelo grau de repercussão e também de responsabilidade.

      O posto de Oficial General tem muito mais responsabilidade e peso do que de um praça.
      Então, a espadada deve ser a altura. Porém, será que vai ter espadada?

      Nesse tempo de rastejo baixo no EB, só vi Espadada no Lombo do Praça…

  9. Vai abrir uma brecha pra quando um subordinado for em algum ato politico, de qualquer partida, se as forças armadas não vai poder punir e se punir, vai dar direito a entrar na justiça pedindo indenização por abrir a porteira, pra entrar na justiça e ganhar uma merreca, por danos morais, abra o olho.

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