Interlocutores do comando da caserna defendem ‘punição exemplar’ para presença do general em manifestação bolsonarista
Robson Bonin
Está no Anexo 1 do Regulamento Disciplinar do Exército: é transgressão “manifestar-se, publicamente, o militar da ativa, sem que esteja autorizado, a respeito de assuntos de natureza político-partidária”.
Eduardo Pazuello, general e atual adido na Secretaria-Geral da Exército, sabe naturalmente disso. Na caserna, interlocutores do Comando do Exército dizem que Pazuello foi ao ato político de Jair Bolsonaro no Rio ciente de que estava “cruzando uma linha sem volta”.
De todos os prejuízos institucionais causados por Pazuello ao Exército até hoje, esse foi o mais contundente, na visão de militares ouvidos pelo Radar. Pilotar uma gestão desastrosa que permitiu a morte de milhares de brasileiros na pandemia é um capítulo do lado “civil” da biografia do general que ainda será repassado pela história.
No caso do regramento militar, Pazuello sabia, segundo seus colegas de farda, que não poderia estar onde esteve. O fez em completo desapreço pela hierarquia e em desprezo ao comandante Paulo Sérgio, avaliam esses militares.
Quando Fernando Azevedo ainda era ministro da Defesa, quadros da caserna foram destacados para socorrer Pazuello. Pretendia-se naqueles idos, defender o “general” de uma desmoralização então já evidente com a abertura de investigação pelo STF para apurar negligência no Ministério da Saúde.
Pazuello já era rejeitado por setores da caserna, mas entendia-se que era necessário lutar por ele porque, afinal, era um general. E generais não podem ser deixados à própria sorte. Bolsonaro, como se sabe, demitiu Azevedo da Defesa e instalou Walter Braga Netto em seu lugar por não aceitar o lugar onde o então ministro da Defesa “encostou” Pazuello.
O ministro e general da reserva avisou outro dia que a cobra pode voltar a fumar no país se for preciso. Para a cúpula do Exército, a cobra fumou neste domingo, quando um subordinado direto da cúpula da instituição discursou num palanque de motoqueiros no Rio. Até este domingo, os militares limitavam-se sempre a dizer que o pessoal da ativa não se envolvia em política. Pazuello deu esse passo.
“Se era isso que Pazuello queria, ele conseguiu. Sua obra de desmoralização do Exército está completa. Só que o Exército não se desmoraliza. Pazuello é que terá punição exemplar”, diz um interlocutor da caserna ouvido pelo Radar. “A reserva é o caminho provável para o general Pazuello”, complementa.
RADAR(Veja)/montedo.com
Respostas de 9
Kkkk… “sem estar devidamente autorizado” diz o RDE, na FATD ele colocará “eu estava autorizado pelo comandante em chefe da forças armadas”… The end!!!
Escorreu baba aqui: “o comandante em chefe das Forças Armadas”. Kkk.
“Devidamente autorizado” é pela cadeia funcional. Se vier um general reformado ou mesmo o presidente da republica pedir pra vc abrir a armaria, vc abre? Existe uka diferenca entre cargo e função
Observem o que vem a reboque deste mais novo ato de indisciplina de Pazuello:
Despesa de pessoal com militares cresce 17% após reestruturação na carreira.
Dados do Ministério da Economia apontam aumento de gastos de R$ 5,5 bilhões em 2020.
Defesa diz que reforma da Previdência da categoria compensa alta.
Ou seja, esse desqualificado além de expor-se, desmoralizar o Cmt fa Força, trás a baia questões salariais.
Um total desqualificado.
Pensar que este indivíduo será apenas advertido e convocado a ingressar na reserva, nos causa asco e náusea.
Um peso e duas medidas, dois distintos Exércitos.
Blá, blá,blá….conversa fiada da asquerdalha. O General nem deve estar dormindo de preocupação.
Newton,
Blá, blá,blá….
Digo, ‘por este ato de apoio político, talvez não’.
Agora, com certeza lhe tiram o sono:
– o relatório da CPI;
– MPF ao receber denuncia e indiciamento da CPI; e
– seu inquérito em andamento na primeira instância.
Hoje, Omar Aziz afirmou que se Pazuello mentir de novo na CPI, sairá algemado.
Irei desenhar pra você, bolsominion:
A L G E M A D O!
Entendeu agora.
Se fosse praça já estava preso
Esse Mourão é um sem noção, o que ele tem que fazer comentários sobre a situação do Pazuelo.
Ocorre o seguinte:
Centra-se a atenção no general, não que ele não deva ser considerado, no mínimo, um irresponsável. Entretanto, quem desferiu e desfere ataques cotidianos contra a instituição
Exército Brasileiro é o chefe.
São tantas as situações em que ele expõe a Força, quer seja nas humilhações impostas aos generais, não que eles sejam inocentes, aliás, não são nenhum pouco inocentes, afinal, foram eles que levaram o, então, deputado para fazer política dentro dos quartéis.
O fura teto foi mais uma exposição das Forças Armadas, uns poucos colocam dinheiro no bolso, enquanto todos os militares passam a ser considerados “mercenários”, é essa a palavra mesmo, o discurso inicial era de integrar o governo por conta de alegada formação técnica e “patriotismo”, agora ficou claro, muito claro que patriotismo era um código para disfarçar DINHEIRO. Sim, no fim era tudo por dinheiro.
(É o que demonstra a criação de um “instituto”, por um general que a ele empresta o nome, esse “instituto” já foi apontado como receptor de verba pública, basta uma visita ao site para ver seus “parceiros”, FHE POUPEX, SESI, SENAI… Qual é o tipo de parceria?
Outro grande oficial, outrora envergonhado de mostrar o contracheque, não deve mais padecer desse mal. O percentual de altos estudos e o fura teto devem enchê-lo de “orgulho”.
Pode-se afirmar que não existe mais “essa vergonha” entre a “família militar”, pois seus “líderes maiores” recebem, com a reestruturação, lembremos, não foi reajuste, foi uma “reestruturação na carreira”, um contracheque robusto.
Depois dessas considerações, impossível deixar de lembrar que o fim da vergonha foi pago pelas praças ou alguém tem a mínima dúvida de quem são os ombros que suportarão mais cinco anos? Nem falarei de uma geração inteira que não possui os “altos estudos” e foi deixado para trás tanto por seus superiores quanto pelos pares, Deus nos livre de uma guerra!!)
Além disso, a maneira como descartou generais fez-me sentir vergonha, e a desonra nem foi minha, nem foi este comentarista que sofreu a humilhação de ser descartado como um nada.
Somem-se as reuniões de seus seguidores, por ele incentivados, nas portas dos quarteis, vociferando por uma ‘intervenção militar”, mas que preservasse o sublevador como chefe do executivo, chefe da nação, ditador é a palavra correta.
Tudo isso dá-me uma única certeza, ele nutre profundo desprezo pelas Forças Armadas, e se elas servirem ao seu projeto de poder familiar talvez subsistam, doutra forma, ele já arma uma milícia própria e que, da esquina, espreita a frágil democracia brasileira, pronta pra dar-lhe o bote. E das Forças Armadas que conhecemos hoje, nada restará.
A solução? Processo e prisão de toda a família, papagaio de pirata, apoiadores… Claro, depois de apuradas as responsabilidades.