Mourão diz que, se tiver ‘grandeza moral’, Gilmar Mendes corrigirá fala sobre Exército e genocídio

Bolsonaro e Mourão (Reprodução)

Ministro do STF criticou participação de militares no Ministério da Saúde. Mais cedo, ele esclareceu que criticou emprego de militares em formulação de políticas de saúde.

Guilherme Mazui, G1 — Brasília
O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta terça-feira (14) que, se “tiver grandeza moral” o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), “corrige” a declaração de que o Exército se associou a um “genocídio” na gestão da pandemia do novo coronavírus.
Mourão deu a declaração ao ser questionado se Gilmar Mendes deveria se desculpar pela fala, feita durante uma transmissão pela internet no sábado (11). O ministro criticou a presença de militares da ativa no Ministério da Saúde, como o general Eduardo Pazuello, que responde de forma interina pela pasta desde maio e levou nomes do Exército para o órgão.
A declaração do ministro do STF recebeu críticas do ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, e dos comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica. Em nota, a Defesa repudiou as afirmações e informou que enviaria uma representação à Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ministro do STF.
Nesta terça, Gilmar Mendes divulgou uma nota para explicar a declaração. Ele esclareceu que respeita as Forças Armadas, mas que não cabe a elas formular políticas públicas de saúde, ainda mais em um momento de pandemia.
Questionado sobre a nota, Mourão afirmou que Mendes deveria admitir que usou um “termo forte” ao usar a palavra genocídio. Indagado se o ministro deveria se ele desculpar, o vice-presidente disse que a correção mostraria “grandeza moral” do ministro.
“É do foro íntimo dele [se desculpar]. Se ele tiver grandeza moral, ele fará isso, corrige o que falou”, disse.
“A nota não tem nada a ver. É muito simples, ele chega e diz assim: olha, eu usei um termo forte para me referir ao papel que o ministro Pazuello está realizando aí no Ministério da Saúde, pronto, acabou, encerra o assunto”, acrescentou.
G1/montedo.com

Uma resposta

  1. Não general…não só não pedirá desculpas como participará da intensa campanha que estão fazendo para colocar a culpa, das milhares de mortes, nas forças armadas! O SUS vem sendo sucateado à décadas! A corrupção no sistema de saúde é endêmica! Milhares de leitos foram fechados nas últimas décadas e muito político ficou rico com as verbas da saúde! Alguém ainda se lembra da máfia das sanguessugas ou da máfia das ambulâncias? É conveniente para os políticos arranjar um bode expiatório…e este será as forças armadas e os militares! Indefesos diante deste imenso esquema de podridão política em que vivemos! Com políticos e a grande mídia associados! Sem chance deste país um dia se desenvolver de fato! É um grande pântano insalubre…

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