Aspirante a oficial do Exército morre durante treinamento em Brasília

Detalhe da sede do Quartel General do Exército, no Setor Militar Urbano, em Brasília — Foto: Jamila Tavares /G1

Comando Militar do Planalto diz que instaurou inquérito para apurar os fatos. Caso ocorreu na quarta-feira em uma atividade de campo.

Letícia Carvalho, G1 DF
Um aspirante a oficial do Exército Brasileiro morreu durante uma atividade de campo, no Setor Militar Urbano, em Brasília, na quarta-feira (27).
Ao G1, o Comando Militar do Planalto informou que Altair Randal Ponciano, 43 anos, sentiu-se mal ao longo de um treinamento – conduzido pelo 32º Grupo de Artilharia de Campanha – por volta das 15h de quarta.
Segundo a instituição, Altair reclamou de dores nas pernas para a equipe médica, que acompanhava o treinamento.
Ele teria sido “prontamente atendido e evacuado pela equipe médica de plantão no local, habilitada em atendimento médico pré-hospitalar”, apontou o Comando. O aspirante a oficial, no entanto, não resistiu e morreu ainda na ambulância do Exército.
De acordo com o órgão, foi instaurado um inquérito policial militar para esclarecer os fatos. “Neste momento de consternação e pesar, o Comando Militar do Planalto está prestando todo o apoio psicológico e espiritual aos seus familiares.”
Altair foi aprovado no processo seletivo para oficial técnico temporário para a área de engenharia civil. Em nota enviada à reportagem, o Comando diz que o aspirante a oficial participava de uma instrução – etapa do estágio de serviço técnico.
Informações disponíveis no site do Exército Brasileiro mostram que esse estágio é feito por integrantes de categorias profissionais de nível superior de áreas de interesse do Exército.
A formação é composta por duas fases. A primeira, chamada de instrução técnico-militar, tem o objetivo de adaptar o convocado às normas e aos procedimentos da vida militar. Altair participava desse estágio, que dura 45 dias.
A segunda etapa é voltada para a aplicação de conhecimentos técnico-profissionais.
G1/montedo.com

Respostas de 8

  1. Lamentável essa fatalidade! Pêsames à família enlutada!

    Mas vale um destaque nesse momento de reestruturação da carreira. Não faz sentido a convocação para o quadro de temporários, as FFAA deveriam sim contratar, mas com respaldo civil (CLT), porque fardar o cidadão, é notório que o que se busca são suas habilidades acadêmicas, poderia muito bem ter advogados, engenheiros, médicos, dentistas, enfermeiros, motoristas, etc… todos em trajes civis, sem prerrogativas militares, mantendo sem prejuízo algum o salário equivalente aos cargos ocupados pelos militares de carreira. Evitaria-se dessa forma muitos problemas jurídico-administrativo.

    A finalidade do serviço temporário, com exceção do Serviço Militar Obrigatório para os Soldados, deve ser atender às demandas da atividade meio, não fim, desta maneira, fardar o cidadão é desnecessário, essa é uma humilde opinião de quem ao longo da vida em caserna testemunhou diversos casos problemáticos, e temos hoje em nossos OPIP inúmeros casos de temporários reformados, até estabilizados por decisão judicial, dada a fragilidade do nosso arcabouço jurídico, sem falar também na inutilidade de se cobrar formaturas, serviços de escala e outras coisas, são profissionais liberais que devem ser empregados em suas áreas de formação para contribuir na atividade meio, só isso. Acredito até que possa haver economia considerável se o processo fosse revisto, mas isso não se estuda, vamos só reestruturar para f… o PRAÇA!!!

    1. Meu amigo. Boas observações. Mas o que se busca é um substituto para os militares de carreira em todos os sentidos. Eles vão trabalhar nas suas áreas e tirar o serviço também.
      Sem adicional noturno, periculosifade, insalubridade, hora extra, e o mais importante, sem o governo depositar FGTS na conta deles. Achei ingênua a sua observação. Ou você não é militar, ou é muito novinho na Força. Sucesso na vida.

  2. Com certeza, este será o preço que muitos cidadãos que levam a vida sedentária, pagarão ao entrar nas fileiras das forças armadas. Possivelmente, caso não tivesse algum problema genetico (Ponte cardíaca, etc), foi o “excesso de esforço” ou o estresse com a vida de caserna que o levou a óbito. Aguardemos o laudo. Que Deus conforte seus familiares.

    1. Para isso existe o exame médico. Se foi peixada, lamento muito. A profissão das armas, diferente das outras por aí, tem uma afinidade muito grande com a morte. É preciso muito cuidado e observação das normas de segurança, em manobras, serviços e no dia a dia em operações. Meus sentimentos à família.

  3. Não entendo é isso, “Pêsames – Reflexão no 29 de março de 2019 a partir do 09:15”, a incoerência de querer o cara como militar e com trajes civis e ganhando o mesmo que o militar, aí seria muito bom para ele. Não entendi nada! Seria o mesmo que o civil que já existe e, por sinal, causam muitas discórdia dentro dos quartéis, quem é militar sabe disso. O erro está nestas mudanças que estão fazendo, querer colocar um cara de mais de 40 anos para fazer aquilo que um jovem faz. Vai acontecer muito mais casos desses, a maioria vai ser com praças, e vão esconder das mídias. Serviço militar não é igual ao do civil, de forma alguma. Vários “Sub” e 1° Sgt terão semelhantes problemas de risco de morte. No sistema atual, eu já vi vários colegas terem princípio de infarto, na prática de Ed. Física. Imagina agora o cara muito mais velho com o novo tempo de serviço. E não é causa só de sedentarismo não, pois se assim fosse jogador de futebol também não infartava.

    1. Me lembro quando solicitaram militares, de diversas OMs no Rio de Janeiro, para irem à Escola de Educação Física do Exército realizarem diversos testes físicos como corrida…barra…etc…dizem que a partir daí reformularam o TAF. Deveria ser uma amostragem do universo de militares mas as OMs mandaram gente muito boa. Na minha OM tinha um QCO de quase cinquenta anos que corria um absurdo…foi um dos escolhidos para ir…

    2. Mas para isso existe o exame médico. Esforço físico, só para quem passar no exame médico. E o instrutor deve ter uma idade próxima para acompanhar a tropa.

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