
Segundo a pasta, ao ingressar na inatividade, o militar passa a constituir uma reserva que pode ser empregada em caso de necessidade.
Estadão Conteúdo
Como justificativa para não fornecer dados sobre as aposentadorias dos militares das Forças Armadas, o Ministério da Defesa diz que essa categoria não faz parte de nenhum dos regimes previdenciários existentes. Segundo o ministério, ao ingressar na inatividade, o militar passa a constituir uma reserva que pode ser empregada em caso de necessidade.
Segundo a Defesa, a idade em que os militares ficam à disposição depende do posto ou graduação, mas pode chegar aos 66 anos. O ministério disse ainda que encaminha anualmente ao Congresso até o dia 15 de abril um “estudo completo sobre a situação de nossos pensionistas” para elaboração do Orçamento. “Esse documento é motivo de elogio por parte de todos os órgãos envolvidos com o tema inclusive o TCU.”
Para a Defesa, todas as demandas do TCU são atendidas e a utilização de termos como “cálculos atuariais de previdência militar” se mostra inadequada uma vez que o militar não tem Previdência.
Para o Tribunal de Contas da União (TCU), no entanto, é incontestável a natureza previdenciária das despesas do sistema de proteção social dos militares. A corte de contas avalia que o sistema dos militares tem os mesmos benefícios oferecidos pelo INSS e no regime de previdência dos servidores públicos da União.
Ontem, ao ser perguntado sobre os militares, o secretário especial da Previdência, Rogério Marinho, destacou que há especificidades na categoria em relação a civis. “Se (os militares) vão entrar nesse esforço (da reforma) ou não, eu não posso garantir a vocês. Eu não tenho essa informação ainda”, afirmou a jornalistas.
Déficit
Pelos dados atuais, sabe-se que a realidade entre aposentados e pensionistas do INSS, do setor público e das Forças Armadas é bastante distinta. O déficit na previdência dos militares até novembro do ano passado subiu 12,85% em relação ao mesmo período de 2017, de R$ 35,9 bilhões para R$ 40,5 bilhões. Nesse período, as receitas somaram R$ 2,115 bilhões, enquanto as despesas, R$ 42,614 bilhões.
Enquanto isso, o déficit dos servidores civis da União somou R$ 43 bilhões até novembro de 2018, alta de 5,22% em relação a igual período de 2017. Já o rombo no INSS subiu 7,4% em igual base de comparação ( valores são todos nominais).
No caso dos inativos das Forças Armadas, a despesa por pessoa ficou em média em R$ 13,7 mil ao mês. O gasto médio com os pensionistas militares médio foi de R$ 12,1 mil. Aposentados e pensionistas civis da União custaram R$ 9 mil mensais em 2018, enquanto no INSS, o benefício médio é de R$ 1,8 mil mensais.
No Brasil, as regras atuais permitem que militares, homens e mulheres, se aposentem com salário integral após 30 anos de serviços prestados. As pensões para dependentes são integrais, mas deixam de ser pagas aos 21 anos. Na reforma mais recente, feita em 2001, ficou extinta a pensão vitalícia para filhas a partir daquela data. Todos os militares que ingressaram antes de 2001, no entanto, puderam manter o benefício vitalício para as filhas com contribuição adicional equivalente a 1,5% da sua remuneração. Em países como EUA e Reino Unido, os benefícios só são integrais em caso de morte em serviço ou de aposentadoria por invalidez.
Veja/montedo.com
Respostas de 7
Continuam querendo que os militares paguem mais essa conta, de terceiros, por falta de uma administração responsável.Façam as correções devidas na previdência dos civis, como continuar os descontos na aposentadoria. O pente fino deve ser rigoroso. Nas Forças Armadas já fizeram isso e foi cancelado muitas dependências indevidas. Se colocarem todos no mesmo “balaio”, que os civis também tenham os mesmos “benefícios” dos militares como, não ganhar hora extra,não ganhar horário noturno,não ter direito a greve, ficar disponível 24hs, sem FGTS, etc, etc.Na hora do sufoco sempre querem jogar a culpa nos militares.
Prezados, não devemos escrever coisas que não sabemos:
1. FGTS é para quem não tem estabilidade no emprego; servidores civis efetivos regidos pela lei 8.112/90 não tem fgts;
Devemos focar nos nosso direitos: a) Hora extra; b) Adicional noturno c)etc
Sabendo que apenas quem tira serviço levaria; logo se of na maioria não tiram serviço, jamais brigariam por tal coisa. Já pensou que se vingasse esse pleito, ia haver a escala de general de dia?
Excelente Francisco S. Também penso assim. Militares são exemplo, não os culpados.
Porque não cobram as dívidas bilionárias das grandes empresas com a previdência? Ou não acabam com a DRU que come 30% dos recursos da previdência? Ah…ninguém fala disto…é melhor tirar dos milicos que aceitam tudo calados…mas na próxima década, oito de cada dez empregos vão desaparecer devido à revolução tecnológica em curso, a violência vai explodir e precisarão, mais do que nunca, dos militares para se ter o mínimo de governabilidade…não é melhor deixarem eles quietos? Ou é melhor deixá-los miseráveis e insatisfeitos?
vamos para 35 anos
7.5% para 11%
etc etc etc
em 20 dias de governos , ja são 40 of gen nomeados
salarios 25,,30,,35,,39 mil
tropa nada nada
Deram a resposta errada. O certo: Ministro da defesa reconhece a disparidade de direitos e obrigações entre civis e militares e fará as compensações necessárias para que haja a igualdade e compensações nas situações onde a igualdade não for possível. Com certeza os civis ficariam satisfeitos.
Previdência é capacidade de prever o futuro. Prever que vai chover, por exemplo.