
Eduardo Militão
Do UOL, em Brasília
O mercado de drogas movimenta R$ 17 bilhões por ano no Brasil, afirma o general da reserva do Exército Alberto Mendes Cardoso. Ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) da Presidência da República, ele defende a legalização gradual das drogas, a começar pelo consumo de maconha, mas só a partir do ano de 2034, depois de uma “forte campanha educativa”. A medida desestimularia o negócio ilegal e os crimes associados, a exemplo de assassinatos e assaltos, defende o militar.
Para o general Cardoso, a resistência à legalização das drogas parte do conjunto de pessoas beneficiadas por esse
bilionário mercado clandestino.
“Uma grande quantidade de pessoas envolvida nisso aí não quer nem pensar em legalização porque a lucratividade do seu crime depende muitíssimo da situação de ilegalidade da atividade”, afirmou ele na noite de terça-feira (18), depois de palestrar no 14° Enecob (Encontro Nacional de Editores, Colunistas, Repórteres e Blogueiros), em Brasília. O general citou como exemplo a prisão de 54 policiais militares, na terça-feira (18), por vínculos com o narcotráfico e o PCC (Primeiro Comando da Capital).
Aos 78 anos, Cardoso é doutor em Ciências Militares pela Eceme (Escola de Comando e Estado-Maior do Exército). À frente do GSI, durante o governo FHC (1995 a 2002), ele criou a Abin (Agência Brasileira de Inteligência), a Senad (Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas) e o Programa de Integração e Acompanhamento de Políticas Sociais para Enfrentamento dos Indutores de Violência.
Permitir o comércio de drogas é necessário, mas é preciso cautela, diz o militar. O primeiro passo é ir com cuidado, porque a medida é irreversível, acrescenta.
Criador do primeiro Plano Nacional de Segurança Pública, o general da reserva se disse “preocupado” com o fato de a Senad ficar sob a guarda do Ministério da Justiça, e não mais da Presidência da República, como era em sua época de ministro. Para Cardoso, é sinal de que a prevenção ao uso de narcóticos não terá a prioridade e o orçamento necessários. O general defende que a maconha seja a primeira droga a ser legalizada pela popularidade e pela menor taxa de malefícios à saúde. Mas reforça que, antes, é preciso fazer uma campanha educativa forte contra as drogas durante pelo menos 16 anos. Seria o tempo necessário, de acordo com seu ponto de vista, para fornecer informação aos cidadãos para optarem por usarem ou não substâncias que causem mal à saúde.
Um dos exemplos citados por Cardoso são as campanhas contra o cigarro, que reduziram o consumo de tabaco no país nos últimos 20 anos. Segundo ele, elas quebraram a ideia de “sofisticação” que o fumo trazia à mente dos jovens. No Brasil, 10,1% da população ainda era fumante em 2017, contra 29,8% em 2000, segundo o Ministério da Saúde e a OMS (Organização Mundial de Saúde). No mundo, a taxa caiu de 27% para 20% entre 2000 e 2016.
Segundo o general, desde 2000, quando foi lançado o Plano Nacional de Segurança Pública, ainda no governo de FHC, campanhas educativas antidrogas já deveriam ter sido iniciadas. Se isso tivesse sido feito, a venda de drogas já poderia ter sido permitida, afirma.
Para Cardoso, a legalização da venda de maconha deveria autorizar o comércio do produto para jovens a partir de 16,
que ele considera “a idade do discernimento”. O militar reclama que, hoje, o que existe é propaganda de incentivo e “glamourização” do consumo de drogas por meio de novelas para adolescentes. Essas campanhas educativas contra o consumo deveriam ser avaliadas periodicamente até a liberação da venda de maconha.
“Tem que ter uma métrica, de ir avaliando os efeitos. Pode ser que chegue em 2034, e se diga: Não, não, nossa garotada ainda não está pronta”, explicou.
Cardoso entende que a sociedade não vai deixar de consumir drogas por simples proibição, embora defenda que a repressão deva ser “implacável” enquanto a venda e o consumo forem proibidos. Segundo o militar, “há muito defensor de manter a ilegalidade da droga por ideologia”.
O militar listou consequências negativas da liberação de drogas observadas outros países, como o aumento do consumo. No entanto, destaca que elas não ocorreram em Portugal, o que seria um “exemplo” para o Brasil.
UOL/montedo.com
Respostas de 17
Quer dizer q, ao invés de apertar e sufocar os traficantes, corruptos e macomunados, o negócio e liberar geral?
Tá certo, pois e mais fácil soltar e assistir o cais q advirá, do q suprimir e proibir.
Estou sendo irónico e sarcástico, p favor…
Deus seja louvado q este galctico não tem poder nenhum de decisão.
Não desejo q ele tenha um familiar nas sarjetas do crack ou aniquilado p um drogado, p q ele entenda o absurdo q falou.
Q Deus tenha misericórdia da alma dele e de tempo p q ele reflita no q está defendendo e arrependa-se.
Cada uma viu?
Concordo plenamente com a posição do general. Gasta-se milhões para uma guerra contra os traficantes para proteger meia dúzia de viciados, que querem estragar as suas vidas. Os únicos que ganham nessa guerra estupida os traficantes e os policiais que se corrompem.
A liberação do uso de drogas desestimularia o negócio ilegal e os crimes tanto quanto o uso e o comércio legal dos cigarros comuns desestimulam a comercialização, o contrabando, a falsificação desse produto.
Ao contrário dos que querem essa liberação, penso que deveriam voltar a considerar delito o uso de drogas, pois a qualificação do usuário como “doente” foi para aliviar a barra das “pessoas importantes” que financiam a produção e comercialização delas.
Liberação das drogas, só se fosse acompanhada da proibição de atendimento pelo SUS de doenças vinculadas a elas, mas duvido que os defensores dos adictos aceitem.
Faltou disser isto. E além do que já foi falado, quem vai indenizar as famílias e as vítimas dos usuários transtornados pelas drogas.
Quem vai recuperar? A impagável quebra da confiança e restabelecer as relações terminadas.
Esse general é mais um do time que acredita em soluções tipo “estatuto do desarmamento” pra diminuir a violência. Tá loco!
Então vamos liberar a prostituição, consumo de drogas sintéticas,venda de armas, venda de munições, de carros roubados, de estupros, pedofilia… . Liberar por falta de competência no combate, acho uma medida extremamente nociva e inócua. Liberando, só vai aumentar a violência e a dependência de crianças e jovens. Como a maconha tem substâncias que combatem algumas doenças, sua produção tem que ser restrita à isso. Nos transformaríamos em uma nação de zumbis, todos dominados por drogas e a produção de outras sintéticas iriam disparar. Será que eles acham que os grandes traficantes vão ter CNPJ para dar dinheiro ao governo? Tem que investir em educação de qualidade. Ladrão, traficante, corrupto, abusadores e meliantes jamais deixarão de existir, até que chegue o final dos tempos.
Será que, quem é à favor da liberação das drogas, gostaria de ter em casa um filho, ou neto, ou cônjuge ou outro parente qualquer lhe dando prejuízo e problemas, inclusive correndo risco de ser agredido? Certamente, drogados, teriam mais vontade de “trabalhar”, “estudar”. Poderiam, até, ser filósofos de algum partido da esquerda.Os filhos dos ricos seriam enviados para outros países e o dos “normais” ficariam no inferno.
A Prostituição também é um negócio muito lucrativo,existe algum plano para a família brasileira nesse sentido também?
A prostituição não é proibida cara-pálida
Me deu dúvida, então pesquisei:”No Brasil, a prostituição, por si só, não é crime. Trata-se de atividade lícita, permitida pela princípio da legalidade. No entanto, não é uma atividade regulamentada.
Muitas pessoas pensam que a prostituição é crime. Isso ocorre em função de sua comum associação a outras práticas que, estas sim, são criminosas. Ao passo que prostituição não é crime, a exploração sexual e sua facilitação por dinheiro, por exemplo, são.”
Portanto, quem quiser praticá-la,não será uma criminosa(so). O crime está na exploração de terceiros, menores de idade. Seria interessante saber como será essa regulamentação: Horas de trabalho? quantidade de atendimentos?…
Será que ele acredita que o viciado vai deixar de usar drogas vendidas pelos narcoguerrilheiros (Sem impostos) para comprar a droga legalizada (que será cheia de tributos ou alguém dúvida) será que ele acredita que liberando a venda de drogas como crack, cocaína, heroína e demais drogas pesadas irá resolver o problema da violência urbana (deve ser mais um que acredita que criminosos não são organizados) ? Será que ele sabe que cigarros são legais, mas o comércio ilegal de cigarros é que bate recordes no comércio de produtos contrabandeados ? Sinceramente acha que generais fossem pessoas inteligentes e preparadas, se bem que em um país onde doutores gritam “Lula Livre” não podemos esperar nada de sua classe “intelectual”, não é a toa que o Brasil perde feio no ranking da educação.
Façam o que o general quer e veremos o país piorar ainda mais.
General faça um favor aos povo de bem deste país e vá morar no Uruguai, lá o senhor será livre para usar sua maconha e estaremos livres de suas asneiras.
Essa idéia de liberar o consumo de drogas, agrada principalmente aos marinheiros ricos e aos pedidos intelectuais brasileiros, como FHC e agora esse Gen Melancia.
É como um carro importado, um tênis importado ou um celular de ultima geração, a aquisição é liberada mas o que acontece? Só compra quem tem muito dinheiro, ou seja, muito jovem sem condições de comprar opta por roubar para satisfazer sua ânsia consumista e para estar na moda.
A mesma coisa aconteceria com as drogas, seriam disponibilizadas em boutiques e pontos de consumo caríssimos, assim como acontece em países da Europa onde a droga é liberada.
Aí eu pergunto, o jovem pobre da periferia vai dinheiro pra frequentar esses lugares? Não!!!!
Qual a solução?? Roubar! Matar! Como acontece hoje.
Além de ser comprovado que o consumo de drogas faz mal á saúde.
Traduzindo essa conversa de que liberar o uso de drogas diminuiria a violência e balela e só interessa aos endinheirados pois não mais precisariam ir até aquela boca de fumo distante para comprar o baseado de cada dia, poderiam compra-lo no barzinho da esquina.
Difícil acreditar nessa reportagem.
So pode ser mais uma Fake.
Pimenta no c dos outros é refresco.
Sobre a legalização das drogas, vejam essa análise com as diversas possibilidades de cenários no contexto brasileiro, levando em consideração o perfil do tráfico no Brasil: https://youtu.be/HHa9N0m9WBc
Quem tem vício do tabagismo ou do álcool, tem muitas dificuldades para deixar a dependência e as empresas produtoras enriquecem mais a cada dia, apesar dos impostos altos. O contrabando do Paraguai dá uma amostra de como seria o futuro.Imagine você com uma pessoa dependente de drogas em casa, onde ele se arrisca para comprar o produto com frequência e, de repente, está liberado o consumo, mesmo com restrição? Essa pessoa vai querer ficar chapada o dia inteiro, tendo dinheiro ou não. Quem irá faturar com isso, o governo? Se fosse tão fácil assim, não teríamos contrabandos, o jogo do bicho estaria controlado. Nenhum país tem capacidade para controlar consumo de drogas.