
Associação sugere uso das Forças Armadas e subsídios como ações emergenciais do Mais Médicos
Em nota, a Associação Médica Brasileira (AMB) diz que existem profissionais suficientes no país para substituir os intercambistas cubanos
Adriana Mendes
BRASÍLIA – A Associação Médica Brasileira ( AMB ) propõe que, com o fim da participação de médicos cubanos no programa Mais Médicos , o governo adote ações emergenciais como o aumento do valor de repasse da União aos municípios para contratação de profissionais e o uso das Forças Armadas em áreas indígenas. Outra sugestão é criação de incentivos a subsídios para jovens médicos com dívidas no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), uma alternativa que está sendo analisada pelo Ministério da Saúde .
Desde a criação do programa no governo da presidente Dilma Rousseff, em 2013, a associação foi contra a contratação de médicos cubanos. Em nota divulgada neste sábado, a entidade voltou a criticar o governo brasileiro por transferir parte da responsabilidade pelo atendimento na atenção básica de saúde. “Isso deixou o Brasil submisso aos humores do governo de outro país. Os impactos negativos previstos são os que estamos comprovando agora”, diz a nota.
Dos 3.228 municípios atendidos apenas pelo Programa Mais Médicos , 611 correm risco de ficar sem nenhum profissional na rede pública a partir do Natal. Segundo a AMB, existem 458.624 médicos no Brasil, “um número suficiente para atender às demandas da população”. A entidade classificou a retirada dos intercambistas como uma “retaliação do governo cubano ao povo brasileiro”.
Nas propostas apresentadas, justifica que é preciso reformular e reforçar o Piso de Atenção Básica (PAB), que é pago pela União aos municípios em repasses do SUS de atendimentos como consultas médicas, assistência pré-natal, vacinação e atividades de saúde. E também alterar a forma de cálculo do piso para garantir mais recursos para cidades pequenas.
No caso do uso das Forças Armadas em áreas indígenas e de difícil acesso, a AMB sugere que seja aproveitada a experiência dos militares “levando não somente médicos para esses locais, mas toda a infraestrutura necessária para a saúde: transporte de medicamentos, deslocamento de profissionais, hospitais de campanha, helicópteros e barcos para remoção em locais de difícil acesso”. Além do uso do efetivo dos militares, segundo a associação, o efetivo pode ser incrementado “ por concurso e selecionaria também novos Médicos Oficiais Voluntários para atuarem de forma temporária”.
Para incentivar a adesão de jovens médicos ao Mais Médicos, propõe que sejam suspensas as dívidas do Fies durante o período em que atuarem no programa. Além disso, haveria o benefício de descontos no montante geral da dívida, de acordo com o tempo de permanência e o município ou região escolhido – quanto menor o município ou de mais difícil provimento, maiores os descontos. A associação alerta que é preciso garantir as mesmas condições ofertadas aos cubanos até então: moradia, alimentação e transporte.
A entidade se colocou à disposição para ajudar o governo e garantir que a população não fique desassistida. “Faremos nossa parte”, garantiu. Também voltou a criticar a falta de políticas públicas no país que atraia os médicos especialmente aos municípios menores e distantes dos grandes centros.
O Globo/montedo.com
Respostas de 10
Deveriam sugerir aumentar o salário dos militares.
Por que os membros dessa associação não se voluntariam?
Tão de sacanagem
Todo mundo sabe que tem médicos com 4 ou 5 contratos, sejam eles municipais, federais, estaduais. É por isso que muitos chegam atrasados e atendem correndo os pacientes.
Já está mais que na hora do governo cortar isso, pois assim eles buscarão trabalhar também nos interiores Brasil a fora.
Outra medida seria segurar o diploma até que os mesmos ao se formarem pudessem contribuir atendendo populações afastadas por dois anos. Pra tudo tem um jeito e só querer.
Agora o FUSEx fica bom…
Se os médicos de um plano de saúde, no horário em que deveriam atender os pagantes do plano de saúde, fossem atender outros pacientes, ficaria caracterizado o roubo perante os pagantes do plano. Os militares médicos tem uma função a desempenhar no horário do expediente, e todos pagam os militates uma contribuição mensal no contra-cheque para ter esse atendimento. Logo, os militares, que pagam para ter atendimento, ficarão desassistidos. Tenho uma boa sugestão também. Temos praças, com curso superior, na reserva, ainda querendo trabalhar, mas com idade acima da idade que o mercado de trabalho aceita…Que tal abrir cotas para eles em Concurso público? Permitindo que eles conservem a sua aposentadoria militar? Vocês não querem militar para resolver tudo? Olha a dica…Topam?
Para tudo que parece não ter solução chamem os milicos. Agora na hora de valorizar…”milicos não produzem nada, só dão prejuízo”…então parem de chamar os milicos para tudo “taoquei”
Porque o governo não pega esses “filhinhos de papai” que se formaram nos últimos 5 anos nas universidades federais ou que se beneficiaram do FIES e demais planos e que até hoje não pagaram o governo para cobrie essas faltas?
Sugiro que todos os Estudantes de Medicina nas Fundações dos Universidades Federais do Brasil afora, que estudam de forma GRÁTIS, após a Colação de Grau como Bacharel em Medicina, trabalhem um período de cinco anos ou mais com uma certa remuneração no atendimento da população em geral, em substituição aos médicos Cubanos. Isso seria uma forma de retribuição desses estudantes a Sociedade Brasileira, que custeou as despesas desses estudantes na sua formação em medicina.
Essa é nossa simples sugestão.
Vão nos hospitais militares, cheio de afilhados: esposa dele, filho (a) dele, sobrinho (a) dele e por ai vai… tudo sem concurso, uma maravilha.
Mais o interstício para promoção de oficiais de saude, dentistas,etc…..aumentou em relação aos oficiais de AMAN……agora querem que nos sacrifiquemos?