General cobra melhores salários para as Forças Armadas

Publicação original: 2/9 (10:00)

Gen Ex Azevedo – Ao passar a chefia do EME cobra melhoria de salário nas Forças Armadas

Passagem da chefia do Estado-Maior do exército, do Gen Ex Azevedo (E) para Gen Ex Paulo Humberto, em solenidade comandada pelo Gen Ex Villas Boas.

Tânia Monteiro
BRASÍLIA

O general Fernando Azevedo e Silva, em discurso feito ontem na despedida do cargo de chefe do Estado-Maior do Exército, queixou-se da queda dos recursos destinado às Forças Armadas nos últimos anos e dos salários pagos aos militares.

As afirmações foram feitas no mesmo dia em que o presidente Michel Temer fechou com a equipe econômica o projeto de Lei Orçamentária Anual de 2019, que será encaminhado ao Congresso, com cortes em projetos das Forças. “As Forças Armadas vêm sendo submetidas a desafios alheios à nossa destinação principal, sem receber merecido reconhecimento”.

O oficial, que transmitiu o cargo general Paulo Humberto César de Oliveira, também reclamou da falta de reconhecimento pelo trabalho que dos militares no País. “Não entendemos certos descasos dos governantes em relação aos nossos principais anseios e necessidades.”

Sem citar o processo eleitoral, defendeu a “conciliação tão necessária neste momento”, rechaçando atitudes “revanchistas baseadas no ódio”.

De acordo com o general, para atender a tantas convocações de exercer missões com “necessidades tão heterogêneas e urgentes” em vários pontos do país, “exigem preparo esmerado, recursos condizentes e remuneração compatível”.

Em seguida, o ex-chefe do EME citou palavras do comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, presente ao evento, que em seguidos discursos, tem defendido “princípios da legalidade, normalidade e moralidade”, além da “prática democrática e o fortalecimento das instituições”.

O general recordou que nos últimos dois anos chefiou um Estado Maior durante “um período turbulento, com crise econômica, social, política e moral”, e disse que, neste período, “a imagem do Exército se fortaleceu ainda mais”.

Na cerimônia, o general Villas Bôas disse que “a credibilidade” da Força, se reflete essa nova convocação do Exército, há dois dias, para executar missão de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), em Roraima, além dos trabalhos que já estavam sendo desempenhando no Estado.

DefesaNet/montedo.com

Respostas de 13

  1. Cobrar melhorias salariais para os militares,sim concordo. Porque o general não cobra também o cumprimento, pagamento da diferença dos 28,86 com integralização aos soldos, bem como pagamento dos atrasados ? Será que é pelo fato dos generais terem recebido os 28,86% integralmente e assim terem participado do golpe aos oficiais intermediários e demais militares de postos e graduações inferiores? GENERAL ESTAMOS MUITO ATENTOS E DE OLHOS BEM ABERTOS PARA OS SENHORES.

  2. Nada contra o Comandante da Força, aliás o acho muito inteligente e moderado como deve ser.
    Entretanto não posso deixar de fazer uma crítica, pois servi muito tempo nas Juntas de Inspeção de Saúde de diversas guarnições.

    As normas sobre perícia médica não se aplicam aos comandantes?
    Como pode um Comandante fisicamente debilitado, com uma doença incapacitante ficar no mais alto cargo do Exército?

    Já vi o contrário acontecer, generais da reserva se imporem e conseguirem juntos a seus médicos subordinados aqueles pareceres que dão direitos como Isenção de Imposto de Renda etc… Mas nesse caso, será que ele está apto para o serviço do Exército?

    Como sai a mais de 5 anos, as normas podem ter mudado.

    1. O Militar que ocupará o Cargo de Comandante do EB é escolhido dentre os generais 4 estrelas mais antigos da ativa, porém o militar vai para a reserva quando ocupa o cargo, resumindo, o villas boas é militar da reserva então na cabe se falar em apto/ não apto.

  3. O fenômeno Bolsonaro fez até os generais criarem coragem para falar e reclamar. Um pouco tardio para que alguma coisa seja feita para 2018. O competente e possível ministro da área econômica de Bolsonaro, se ganhar, já demonstrou o tamanho do “monstro” que é o baú de despesas do estado. E, aí, amigos, lá vamos nós e o povo de novo para mais quatro anos ou mais anos de tentativa de concertar a cratera deixada pelo PT e associados. Vamos apoiar Bolsonaro e eleger o máximo à favor dele, para que tenha força naquele circo de Brasília e acabe com a palhaçada.

  4. Esse Anônimo de 2 de setembro de 2018 18:18, parece que não viu o pessoal do Poder Judiciário,”que ganha bem menos”, que os militares das Forças Armadas, também reclamar e ser contemplado com índices maiores.Temos que reclamar mesmo, já fomos massacrados pelo FHC, Lula e seus “cumpanhêro”.

  5. Os culpados de nossos salários estarem defasados são os chefes da FFAA (os generais) e seus EM, pois foram eles que confeccionaram a MP do Mal para FHC aprovar, são eles que aceitam micharia uma vez por ano, enquanto outros tem ajustes maiores, como PF, Justiça, PRF, ETC. Então senhores generais não venha pagar de preocupados com a Tropa……ganhamos pior que quaisquer força auxiliar em qualquer estado.

    1. Claro que tem que ganhar pior que qualquer força auxiliar. Até nos EUA um policial recebe mais que a maioria dos militares. Imagina aqui com esse exército de reclamões que vivem de formatura e rancho

    2. Não basta os generais reclamarem que nossos vencimentos e proventos estão baixos, tem que SOCAR A MESA e PEITAR COM CORAGEM os políticos que nos boicotam, sem medo de perder o cargo e mordomias, agindo assim, estarão falado em nome de seus subordinados. Nunca conseguirão melhorar nossos vencimentos se ficarem muito cordeiros e pacíficos.

  6. Quero saber quando as FFAA saírem das ruas, esta é a minha preocupação. “O poste mija no cachorro”, agora. O coronel manda no general, por isso ele deve ganhar mais. “Tá explicado”.

  7. O comentário 3 de setembro de 2018 a partir do 12:14, é o símbolo do “conhecimento” do sábio brasileiro, um acúmulo de asneiras. Mas a culpa não é dele, e sim da falta de divulgação do que os militares das FFAA, os profissionais especializados, fazem dentro dos quartéis. Não se divulga! Eu mesmo, com vários cursos correlatos, trabalhava com reparo e calibração de equipamentos eletrônicos de mais de US$ 20 mil ganhando uma “merreca” como sargento na FAB. Aí vem um “boçal”, sem profissão, querer dar “pitacos” do que desconhece aqui no Blog.

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