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| Jonathan Ernst/Reuters |
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, autorizou oficialmente nesta sexta-feira (23) que o Pentágono proíba pessoas transgênero de se alistarem nas Forças Armadas, abrindo exceção somente em alguns casos. Em memorando publicado pela Casa Branca e entregue ao secretário de Defesa, Jim Mattis, Trump destaca que pessoas trans que “possam ter a necessidade de tratamentos médicos importantes, especialmente com medicamentos ou cirurgias”, estão desqualificadas para servir nas Forças Armadas, exceto em circunstâncias excepcionais”. A proibição havia sido anunciada por Trump em julho do ano passado, em seu perfil no Twitter. Na ocasião, ele disse que o governo federal não aceitaria nem permitiria que transgêneros nas Forças Armadas dos EUA, indo contra a política inicialmente aprovada pelo Departamento de Defesa durante a gestão do democrata Barack Obama, que ainda teria uma última revisão. “Nossas Forças Armadas devem se concentrar em uma vitória decisiva e avassaladora e não podem ser sobrecarregadas com os tremendos custos médicos e as interrupções que o transgênero nos militares implicaria”, disse o presidente na postagem de 2017. No final de agosto, o presidente assinou um documento ordenando ao Pentágono não aceitar mais o recrutamento de transgêneros, e entregou ao departamento de Defesa a decisão de como cobrir as despesas médicas de militares transgêneros já em serviço, recomendando a suspensão dos gastos com cirurgias para mudança de sexo.
After consultation with my Generals and military experts, please be advised that the United States Government will not accept or allow……
….Transgender individuals to serve in any capacity in the U.S. Military. Our military must be focused on decisive and overwhelming…..
….victory and cannot be burdened with the tremendous medical costs and disruption that transgender in the military would entail. Thank you
Nesta sexta-feira, porém, o memorando de agosto, que previa proibição total da presença de trans nas Forças Armadas, foi revogado com a publicação do novo documento, que abre algumas exceções. Ainda nesta sexta, o Pentágono publicou relatório de Mattis que faz distinção entre pessoas transgênero que querem mudar de sexo ou já o fizeram, de pessoas que se identificam com o sexo diferente mas não precisam de procedimentos médicos. Segundo o relatório, as primeiras não serão autorizadas a entrar nas Forças Armadas, enquanto as demais, sim. Calcula-se que entre 2.500 e 7.000 pessoas transgênero sirvam em diversos setores das Forças Armadas dos Estados Unidos. Cerca de 250 militares estão em processo de transição para seu gênero escolhido ou tiveram aprovada formalmente a mudança de gênero com a equipe do Pentágono, de acordo com autoridades do Departamento de Defesa. Indivíduos transgêneros podem servir abertamente no serviço militar desde 2016, quando o antigo secretário de Defesa Ash Carter encerrou uma proibição existente. (Com agências de notícias)
