Forças Armadas pagam até R$ 3 mil mensais e superam valor médio do Bolsa Atleta
Alexandre Sinato
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| Jardel Gregório (atletismo) |
Cerca de 300 atletas da elite brasileira viraram militares. São aproximadamente 200 sargentos e cem marinheiros. Eles seguem regras de disciplina, de apresentação pessoal e têm horários a seguir. Aprendem até as instruções básicas de tiro. E recebem de R$ 1 mil a R$ 3 mil por mês das Forças Armadas para treinar, competir e dar aulas. O valor supera até o oferecido pelo Bolsa Atleta, em média.
O programa do Ministério do Esporte desembolsa R$ 3,7 milhões mensais e beneficia 3.165 atletas (neste ano), média de R$ 1,1 mil por competidor. Já o Ministério da Defesa gasta cerca de R$ 600 mil mensais distribuídos por 300 nomes, média de R$ 2 mil por atleta.
Os novos sargentos e marinheiros das Forças Armadas do Brasil se candidataram ao programa desenvolvido pela Comissão Desportiva Militar e pelas confederações esportivas em busca de apoio mais duradouro. Com base em rankings das federações e no desempenho recente, os atletas foram recrutados pelas Forças Armadas e ganharam as patentes pelo período de um ano, renovável por mais sete anos.
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| Anderson (vôlei) |
Um dos principais atrativos (e interesse) do projeto está nos Jogos Mundiais Militares que acontecem neste mês, no Rio de Janeiro. A competição reúne cerca de seis mil atletas de 88 países inscritos. O Ministério da Defesa destinou R$ 60 milhões apenas para a fase de preparação dos times (equipamentos, viagens, logística…).
Cada modalidade é coordenada por um braço das Forças Armadas, mas os atletas que se tornaram militares o fizeram apenas por meio do Exército e da Marinha. No primeiro caso, o atleta ganha a patente de terceiro-sargento técnico temporário e recebe de R$ 2,8 mil a R$ 3 mil mensais. Na outra situação, ele torna-se marinheiro e ganha de R$ 1 mil a R$ 1,5 mil.
Além de competir pelas Forças Armadas, os novos militares também têm outras obrigações. Eles assumem a função de monitores e dão aulas em cursos de formação de educação física. Antes, é claro, passam por um processo de militarização que dura 45 dias e inclui até prática de tiro.
Caso se atrasem ou não cumpram o combinado, os atletas são submetidos aos regulamentos disciplinares. No entanto, a ausência nas competições, por exemplo, costumam ser totalmente negociáveis caso o atleta esteja servindo à confederação de sua modalidade.
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| Tiago Camilo (judô) |
Nezinho e Arthur, da seleção masculina de basquete, são dois exemplos. Estão convocados para os Jogos Militares, mas dependem de liberação do técnico da seleção principal, Rubén Magnano. O time militar já aceita recebe-los durante só três dias para as disputas de quartas, semi e final.
UOL
Respostas de 2
acho que as Forças Armamdas deveriam se preocupar com coisas mais importantes , tais como: reaparelhamento e salários.
60 milhões apenas para a fase de preparação, francamente O Ministério da Defesa e principalmente os Generais deveriam criar vergonha na cara, o Brasil e as FFAA estão pricisando é de outras coisas mais importantes e não de bancar atletas que o próprio governo não da valor. Só faltava essa. Vejamos PNR para Sargentos, Melhorias do FuSEx, e outras coisas mais. Outro exemplo fiquei 30 anos do EB, a situação sempre foi a seguinte meio expediente por falta de comida, exercícios de campo qunato sacrifício, quando tinha comida não tinha combustível ou quando tinha esses dois, não tinha munição e os soldados fazem ataques produzindi sons de disparos com a boca "POU,POU,POU". tem fundamento essa contratação de atletas.