Apenas 50 integrantes do Exército disputarão cargos eletivos neste ano. O número representa queda de 53% em relação às eleições de 2022.
O Exército Brasileiro terá, em 2026, o menor número de militares concorrendo a cargos eletivos nas últimas eleições. Ao todo, 50 integrantes da Força participarão da disputa.Número de candidatos cai 53% desde 2022
Desse grupo, cinco militares permanecem na ativa. Os outros 45 pertencem à reserva. Os dados constam de levantamento do Exército obtido pelo O Globo. A quantidade representa uma redução superior a 53% em relação às eleições de 2022. Naquele pleito, 107 integrantes do Exército concorreram a cargos eletivos. Além disso, a retração supera a registrada em 2018. Naquele ano, 115 militares da Força disputaram eleições. O pleito de 2018 marcou, ainda, a eleição de Jair Bolsonaro, então capitão reformado do Exército, para a Presidência da República. O prazo para o registro das candidaturas terminou no sábado, 15 de agosto. Com isso, o Exército consolidou os números referentes aos militares que participarão da eleição deste ano.Cúpula militar busca afastar política dos quartéis
Segundo o levantamento divulgado por O Globo, os dados chegaram ao Ministério da Defesa. A pasta interpretou a redução como resultado do esforço da cúpula militar para reduzir a politização das Forças Armadas. Essa orientação também aparece em manifestações institucionais do Ministério da Defesa. A pasta destaca que as Forças Armadas constituem instituições permanentes do Estado e atuam sob autoridade constitucional. O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, defende essa linha desde que assumiu o cargo no governo Luiz Inácio Lula da Silva.Tomás Paiva defendeu Exército distante da política
O comandante do Exército, general Tomás Paiva, também colocou o afastamento da política entre as prioridades de sua gestão. Poucos meses depois de assumir o comando, o general afirmou ao O Globo que pretendia “afastar a política do Exército”. Na ocasião, Tomás Paiva resumiu a orientação ao defender que os militares se concentrassem nas atividades profissionais. A postura acompanha o princípio institucional de afastamento das Forças Armadas da política partidária. O Ministério da Defesa também já destacou publicamente essa característica. Leia nota oficial do Ministério da Defesa sobre as Forças Armadas.Proposta para restringir candidaturas não avançou
O governo Lula chegou a discutir uma proposta para impedir que militares da ativa disputassem cargos eletivos. Entretanto, a iniciativa não avançou no Congresso Nacional. Assim, militares da ativa continuam sujeitos às regras constitucionais e eleitorais aplicáveis às candidaturas. A redução observada em 2026, portanto, ocorreu sem a aprovação dessa mudança legislativa. Além disso, a diminuição acontece em um contexto de esforço das Forças Armadas para reforçar seu caráter institucional e profissional.Queda ocorre após eleições com forte presença militar
A diferença entre os números chama atenção quando comparada aos últimos ciclos eleitorais. Em 2018, 115 integrantes do Exército disputaram eleições. Quatro anos depois, esse número caiu para 107. Agora, apenas 50 militares aparecem no levantamento referente a 2026. Portanto, a quantidade de candidatos ficou menos da metade do registrado em 2022. A mudança também ocorre após anos de forte exposição política de integrantes das Forças Armadas. Nesse contexto, a atual cúpula militar procura reforçar a separação entre a atividade profissional dos militares e a disputa partidária.Fonte: O Globo, coluna de Bela Megale, com informações de levantamento do Exército. Leia também: Exército Brasileiro | Tomás Paiva | José Múcio | Eleições 2026
Respostas de 17
Meus votos serão todos em Militares, não voto em petralhas. O único é o Flávio, mas é filho do capitão.
Flávio Bolsonaro presidente e Tarcísio governador.
Tá bom…
Senta lá, Cláudia!
Votem em candidatos militares, preferencialmente, Praças!
Os comandantes não tem interlocução para pleitear quaisquer tipo de melhoria para tropa!
Foi assim com as Polícias Militares, será assim com as Forças Armadas!
Tipo do Hélio Negão, tá bom prá você?!
E o defensor dos militares, já a dois mandatos, Hélio Bolsonaro para Senador.
Tenho dito….
Eleitores abriram os olhos e a verdade os salvou.
Vou votar em qualquer um que tenha 10 dedos.
Praca vota em praca.
As policias, seja pm ou PF. Ja entenderam que necessitam de representantes nas casas, isso ja faz tempo.
Os militares ainda nao aprenderam que oficiais nao mudarão a sua soberba quando eleitos.
Lembrem se que bolsonaro vivia prometendo correções e apoio, mas quando da sua chegada na presidência nada fez para os soldados.
Só fez ampliar mordomia de general.
Meu voto não vai pra mítico nunca mais .quem poderia ter feito algo por nós militares não fez então lavo minhas mãos.
Também não voto mais em candidatos militares. Não fizeram nada.
Deve ser por causa do último aumento salarial que tivemos!?
Nunca mais voto em oficiais e filhos de oficiais, meu voto vai ser de zema ou cabo Daciolo
Por pior que seja votarei em militares…
O “correto” seria votarmos em candidatos militares, visto que teriam interesse em tentar melhorar nossa situação. Mas vendo a atuação dos últimos que foram eleitos, passei a ter sérias restrições à políticos oriundos da caserna
Voto em uma prostituta, mas não voto em nenhum que está aí.