Defesa informa a Moraes que armas de Bolsonaro estão sob custódia do Exército e da PF

O presidente Bolsonaro faz seu gesto habitual com as mãos, imitando uma arma, durante evento em Brasília Foto: EVARISTO SA / AFP/09-02-2021

Advogados dizem que oito armamentos permanecem em batalhão em Brasília, enquanto outros dois já foram apreendidos; STF mantém prazo para devolução e analisa pedido sobre transporte.

A defesa de Jair Bolsonaro (PL) informou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que manteve oito armas do ex-presidente no Batalhão da Polícia do Exército, em Brasília. Além disso, afirmou que a Polícia Federal já apreendeu outras duas armas — uma carabina e uma pistola da marca Caracal — em cumprimento a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU).

Em seguida, os advogados apresentaram os esclarecimentos nesta sexta-feira (3), logo após a decisão de Moraes que manteve a prisão domiciliar e determinou a devolução das dez armas em até 48 horas, após a revogação dos registros.

Diante disso, a defesa comunicou que enviará um advogado e um segurança ao batalhão para retirar as oito armas. Posteriormente, o grupo fará a entrega do material à Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Além disso, os advogados questionaram o ministro sobre a possibilidade de dispensar a Guia de Tráfego, documento exigido pelo Exército para transporte de armas e munições.

Episódio envolvendo pistola Glock

Paralelamente, o caso ganhou repercussão após um episódio envolvendo uma pistola Glock 9 mm. Durante uma blitz, agentes encontraram a arma no carro do sargento Estácio Leite da Silva Filho, integrante da equipe de segurança de Bolsonaro. Segundo as versões apresentadas, o armamento teria sido levado para manutenção.

Decisão de Moraes e posição da PGR

Por fim, ao analisar o caso, Moraes decidiu manter a prisão domiciliar, acompanhando parecer da Procuradoria-Geral da República, que não identificou falta grave no episódio. Além disso, o ministro ressaltou que o acórdão da condenação de Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão não mencionou apreensão de armas. Ele também destacou que a prisão domiciliar contribuiu para a recuperação de saúde do ex-presidente, especialmente da broncopneumonia e do quadro clínico geral.

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