Arejar a caserna

A Sargento Sara Mendes, SGT. Somera, SGT. Victória, SGT. Joyce e a SGT. Eduarda são as primeiras mulheres atuando como sargentos de carreira na manutenção das aeronaves militares do Brasil - Foto: Quiririm News

 

Abertura para mulheres voluntárias é bem-vinda; falta rever serviço obrigatório

EDITORIAL

“Queremos mulheres armadas até os dentes”, foi a frase de gosto duvidoso que o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, escolheu para o anúncio de um acordo com os comandantes militares para ampliar a presença feminina nas Forças Armadas. “Queremos o fim da discriminação contra mulheres na caserna” seria mais apropriado.

Pelo que ficou acertado entre o ministro e os oficiais-generais, mulheres que completarem 18 anos em 2025 poderão participar, em caráter voluntário, do sistema de alistamento militar, que seleciona recrutas para servir a partir de 2026.

Pode-se celebrar o acordo como mais um passo no tortuoso processo de reduzir as resistências dos militares à presença feminina, mas a escolha do alistamento como forma de acesso parece equivocada.

Tal sistema, obrigatório para os homens, não é exatamente uma porta de entrada na carreira militar. Os conscritos permanecem na Força por 12 meses, prorrogáveis até o limite de 96. O jovem ingressa como soldado e, com o tempo máximo permitido, pode deixar as fileiras como 3º sargento.

Essa fórmula representa mais um hiato na trajetória de vida dos jovens do que um atrativo. Em grande parte dos países desenvolvidos e democráticos, entre eles EUA, Reino Unido, Alemanha e França, o alistamento já foi há décadas substituído pelo serviço voluntário com possibilidade de transformar-se numa carreira.

No Brasil, os contingentes recrutados têm diminuído, mas há grande resistência do generalato em acabar com o serviço obrigatório —o caminho mais correto a seguir, gradualmente que seja.

Mulheres já chegam às Forças Armadas, predominantemente por escolas de oficiais, mas sua participação em unidades de combate ou de elite ainda é bastante limitada. A exceção é a Marinha, que as aceita como fuzileiras navais.

O que a experiência internacional ensina é que mulheres são perfeitamente capazes de atuar em todas as posições militares, tanto em situações de treinamento como de guerra real. Se há requisitos de capacidade física para determinadas funções, candidatas a esses postos devem ser submetidas a testes de aptidão individual.

O que não faz sentido é o veto ao gênero, que parece ainda inscrito na mentalidade de alguns generais.

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FOLHA

13 respostas

    1. Digo e repito, temos que trocar as armas por airsoft.
      Mais barato e ngm rouba.
      So cerimonial e formatura, para que armas?
      Como diz o majcav, armas sao perigosas. Melhor deixar só os PMs com elas.

      Enquanto problemas reais assolam a administraçao pública, seguimos discutindo a cor dos coturnos, a entrada das mulheres e os critérios de entrega da medalha ordem do mérito blindado

  1. Não existe preconceito contra as mulheres nas FFAA. O que existe são desconfianças de que o tratamento não será igual ao aplicado aos homens. quem está dentro da caserna, sabe que elas são sempre favorecidas e protegidas, enquanto os homens pegam as ditas bocas podres.

    Contar um caso: uma Sgt Tec Enf foi incorporada a uma OM e, quando precisou mandar um militar de saúde para o exercício no terreno, ela reclamou e chorou. O que aconteceu? mandaram um enfermeiro (álias, o único sgt enf homem da seção de saúde) no lugar dela, sendo que a mesma não tinha nem 3 meses de exército.

    e, ainda, tiraram ela da enfermaria e a colocaram na sALC (total desvio de finalidade na convocação para o Processo dos STT), justamente para a mesma não corresse risco de ser escalada para outras missões de campo. mas, ela continou na escala de serviço da saúde (pois era bem mais tranquila que a de sgt Dia).

    1. Para que as mulheres sejam tratadas com respeito e equidade no exército, a mentalidade da academia precisa girar 180 graus. disse:

      Ainda no universos dos causos e casos…

      Em certa organização militar dita, operacional, num comando militares de área qualquer, desses banhados por praias das mais badaladas pelo turismo internacional, incorporou uma Sgt Tec Enf, lindíssima, uma deusa grega de olhos azuis da cor do mar.

      Entrou pelo Corpo da Guarda, foi conduzida ao setor de pessoal que a levou à sala do Comandante para a apresentação corriqueira, aquela a que todos são submetidos independente de gênero, só que a deusa, nunca mais saiu da órbita do Cmt.

      Nesse mesmo dia foi designada secretária pessoal do Cmt e nunca pôs os pés, nem no pátio de formatura, nem no cassino dos sargentos. O resto é história.

  2. O fim do serviço militar obrigatório, é a diminuição da covardia nas forças armadas, ao fim da obrigatoriedade oficiais e sargentos trataram o subordinado de forma mais Humana, desmandos e festinhas serão reduzidos, escala de 24×24 ou 24×72 vão acabar, imaginem colocar um EV na 24, sendo que ele pode ir embora na semana seguinte. Seria muito interessante ver o efetivo de soldados diminuindo a cada dia que passa, até porque 2000 reais hoje não é tão dificil de conseguir no mundo civil.

  3. Concordo com o arejamento, mas vamos comerçar por cima.
    Uma boa oxigenação e renovação desses generais daria uma nova vida a força que ja esta tão desgastada com os desmando de tudo e de todos atraves do uso politico das forças armadas.
    Ficamos décadas na geladeira, não porque as forças queriam mas por imposição dos semideuses da politica e da caserna.
    por ultimo, não vamos esquecer a máxima, que direitos iguais tambem requer uma dose de deveres iguais.
    Hasta la vista

  4. Quando A FAB Vai Adotar O Coturno Bege Coyote? E Deixar De Usar A Bombacha? Coisa Ultrapassada! A Propósito Parabens EB Por Essa Linda Farda E O Novo Camuflado Da MB Ficou Ridículo Que Nem Todos Os Uniforme Da Marinha….

  5. Espero e tenho certeza que teremos mulheres mais corajosas que muitos melancias. Que sejam bem vindas e entendam que As Forças armadas não Pertencem ao lula e sim ao Brasil, o povo brasileiro. Brasil Acima de tudo.

  6. As forças armadas não pertence ao lula e eu nunca vi ele dizer as minhas forças armadas, também não vir ele ter preconceito com as mulheres e o que dizer do Bolsonaro? Preconceituoso com as mulheres e toda hora falando as minhas forças armadas. Acho que você quis dizer Bolsonaro e não Lula.

  7. Você quis dizer que as forças armadas não pertence ao lula ou Bolsonaro??! Porque o Bolsonaro que sempre foi machista. Foi o Bolsonaro que falava meu coração exército. Acho que a frase serve mais para o Bolsonaro

  8. A discriminação é contra os homens que são obrigados, com a entrada das mulheres apenas vai aprofundar mais ainda a discriminação. Poderão até votar já que não são obrigadas ao Serviço Militar.

  9. Comentários maldosos. Coisa de quem não conhece a evolução dos tempos. Vejo muitos aqui com pensamento das cavernas, onde a mulher cuidava das crias e o homem saía pra caçar. Tem homens ruins de trabalho, ruins de carcaça, golpista das diversas escalas e missões e os marmanjos aqui falam como isso fosse coisa de mulher. As atitudes estão no caráter e não no gênero. Se cmt as definem em determinadas funções em detrimento a outras, isso não é culpa delas, pode ser por melhor aproveitamento visto a capacidade das mesmas ou por mau caratismo nos diversos escalões que na realidade se aproveitam da antiguidade para causar as mesmas o assédio não só moral, como também sexual. Lembrem que elas possuem famílias, deixam pais, maridos, filhos em casa. Tem mulher carregando mais mochila no EB do que muito homem aí

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