O encolhimento do Exército

GLO EXÉRCITO

Samuel Nunes
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Em meio às tensões regionais provocadas pela Venezuela contra a Guiana, o aumento da violência no Equador e no Peru e a dificuldade de se manter o controle das fronteiras diante do aumento do narcotráfico e da exploração ilegal de minérios, o governo brasileiro segue adiante com a política de reduzir gradativamente o tamanho do Exército.

Um levantamento feito pelo Bastidor, com base em decretos presidenciais desde 2015, mostra que o efetivo do Exército perdeu 16.527 homens nesse período. O último ato desse encolhimento lento e silencioso se deu na quinta-feira (18), por ordem de Luiz Inácio Lula da Silva, ao determinar o número de militares na ativa em tempos de paz para o ano de 2024.

Em novembro de 2015, meses antes de sair do cargo, Dilma Rousseff havia determinado que o Exército teria, ao todo, 228.474 homens na ativa. Esse número é a somatória de todos os postos, desde soldados até generais. Naquele ano, o país contava com:

  • 152 generais;
  • 29.866 oficiais de carreira;
  • 8.835 oficiais temporários;
  • 51.096 subtenentes e sargentos;
  • 138.525 cabos e soldados.

Desde então, os números foram caindo ano a ano, salvo no começo do governo de Jair Bolsonaro, quando o então presidente chegou a aumentar levemente o número de militares na ativa. Em maio de 2020, ele determinou que o Exército deveria ter um total de 222.755 pessoas trabalhando, mas esse número caiu, em dezembro do mesmo ano, para 216.200.

A tendência de queda no número de militares no Exército, desde então, permaneceu constante. O decreto de Lula, do dia 18 deste mês, determinou um total de 212.217 homens na ativa.

A queda é silenciosa porque, salvo no período de Bolsonaro, os decretos presidenciais apresentam variações pequenas, de apenas algumas centenas de militares. Assim, só é possível observar o tamanho da redução com clareza quando se observam os dados a longo prazo. Para se ter ideia, o ex-presidente deixou o cargo com um total de 213.217 militares trabalhando no Exército. Lula reduziu o tamanho da força em apenas 1 mil homens.

Embora esse enxugamento do Exército esteja acontecendo, o mesmo não é observado na Marinha e na Aeronáutica. Nas outras duas forças, bem menores do que o Exército, os números de militares na ativa se mantêm relativamente constantes.

Procurado, o Ministério da Defesa não quis se pronunciar. Já o Exército informou que o objetivo é enxugar a folha salarial. Por isso a redução da tropa deve ser contínua e gradativa, até 2030.

obastidor

15 respostas

  1. O maior encolhimento foi nos proventos das Praças e Pensionistas.
    Bolsonaro matou os graduados junto com as Pensionistas e com apoio dos ex Comandantes e o lula tá enterrando.
    E o salario ó!

  2. Aprovem o Plano de reserva remunerada voluntária, não há mais motivos para ter tanto militar assim em um país que não tem mais como se auto sustentar. Não haverá conflitos armados por aqui!!!! Aqui é comida, agronegócio, água, petróleo!!! Não pode destruir esses solos!!! Não precisa de exército pra vigiar soja e boi. Precisa de satélite e tecnologia. Vem pra cá Elon Musk! Deixem o judiciário aumentar salário, deixem os generais aumentar o salário deles. Vamos ajudar a nação a prosperar sem os encargos da cauda previdênciaria pesada sobre o cidadão. Pessoal da ativa sai do jeito e está, leva sua pecuniária, sai na graduação com seu soldo e pé na tábua!!

    1. As pessoas não aprendem, na Segunda Guerra estávamos completamente Despreparados. Não é o Brasil que decide a paz ou guerra, se ela acontecer deveremos estar preparados.

  3. Não sei no EB. Mas na FAB o efetivo para dar conta de toda buRRocracia criada é gigantesco. Não faz sentido ter uma estrutura administrativa maior que a atividade fim.

    1. Tenho certeza , que no Exercito e muito pior , deve Esta na propocao de 10 mil administrativo para um combatente. So ver o numero de PTTC. E muito chifre na cabeca de cavalo para resolver.

    2. No EB é igual ou pior, aqui afirmamos que antes de ser Material Bélico, ou comunicante, ou Infante ou qualquer QM ou especialização “ele é SARGENTO” e vai abraçar mais essa função administrativa. Aí fica o militar igual um Pato ( voa, nada é anda) faz um monte de coisa, porém tudo mal feito.

  4. Considerando que trocaram a atividade-fim pela atividade-meio, o efetivo está muito bem servido para gerenciar o SPED, pois é a atividade mais importante e que demanda a maior atenção, depois das formaturas e reuniões.

  5. Reduzir e profissionalizar, essa é a saída.

    O efetivo do Exército vive para resolver os problemas que ele mesmo cria. Inchar a máquina, criar mais burocracia, inventar mais situações esdrúxulas, essa é a tônica.

    Poderíamos criar uma Quarta Força: EB, MB, FAB e VP ( Vampiros).

    Nos QGs a produtividade é próxima a 10% do tempo do expediente, conhecido pela alcunha de Maravilhoso mundo de Bob.

    Acredite! Se quiser.

  6. A redução está correta. Temos muita gente, porém mal aproveitada. Muita gente em função administrativa, comsoc, e outras áreas. Tem unidade com menos de 70 militares, mas tem rancho, salc, comsoc, fiscal ADM. É mais gente na atividade meio que na finalistica. Talvez essas reduções forcem os chefes a repensar a alocação do pessoal de suas unidades.

  7. Um exército que está preocupado com formaturas, faxina, reuniões intermináveis que todos querem sua vez pra falar sempre o mesmo do mesmo e que no fim das contas não resolvem nada, esforço em busca de criar conteúdo nas mídias sociais, aí meu amigo não tem como ser eficiente e cumprir a missão constitucional do EB. Uma administração que anda na contramão, cada vez mais sistemas e mais burocracia para coisas simples, todo dia é um retrabalho diferente porque os chefes não se falam, cada um quer criar algo novo para ser elogiado. Infelizmente o EB virou um exército do faz de contas.

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