Exército: Inteligência Artificial ‘Max’ é promovido a Sargento

Max sargento

Max, a IA do Exército, alcança nova graduação, reforçando sua importância no atendimento e interação com o público

Entre os mais de 500 sargentos que se formaram neste sábado (02), na Escola de Sargentos das Armas, um deles chamava atenção: Max, a Inteligência Artificial do Exército. O nome do assistente virtual é uma homenagem ao Sargento Max Wolff Filho, herói da Força Expedicionária Brasileira. O chatbot iniciou sua carreira em 2019, quando ingressou virtualmente nas fileiras do Exército. Desde então, suas funcionalidades evoluíram.

Como recruta, Max iniciou a sua fase de testes de atendimento ao público. Assim, passou a soldado e, à medida que ganhou complexidade, realizou o curso de cabo. Em 2022, ingressou na Escola de Sargentos das Armas, e hoje se forma terceiro-sargento, trazendo novas funcionalidades.

Esta nova fase do Max chega cheia novidades. Com a graduação de sargento, a Inteligência Artificial ganha um avatar diferente, com o novo uniforme da Força Terrestre. Agora, a ferramenta pode ser acessada diretamente no aplicativo do Exército Brasileiro, como explica o Chefe da Seção de Inteligência Artificial do Exército: “esta nova versão traz como grande novidade para o usuário a interação com o Max no aplicativo do Exército Brasileiro, sem a necessidade de instalação de outros softwares.”

Interações

Ao longo de sua trajetória, Max contabiliza números expressivos. A ferramenta atingiu mais de um milhão de interações em 2022 e, até novembro deste ano, já foram mais de 900 mil, com uma taxa de acerto de 85% nas respostas. No Sistema de Comunicação Social do Exército, o Max é o maior agente de relações públicas. “Ninguém da nossa Força tem tanto contato com a sociedade, respondendo dúvidas, como o Max”, assegura o Chefe da Seção de Inteligência Artificial.

Um dos objetivos do emprego da IA para a conversação é atender à demanda de interação dos usuários nas mídias sociais, que precisam de respostas imediatas, principalmente por aplicativos de troca de mensagens, como o Messenger ou Telegram. O Chefe do Centro de Comunicação Social do Exército, General de Divisão Alcides Valeriano de Faria, reforça que o Max é um ponto de contato do Exército Brasileiro com a sociedade, que está disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana, oferecendo resposta imediata às dúvidas dos usuários.

Retrospectiva

Em março de 2019, a Inteligência Artificial Max incorpora às fileiras do Exército Brasileiro, auxiliando no atendimento ao público no Messenger, da empresa Meta. Em maio do mesmo ano, após 2.500 atendimentos, passa a atender também pelo Telegram. Já em agosto de 2019, o chatbot conclui o Curso de Formação de Cabos, que se caracteriza pelo crescente aumento de relacionamento e precisão nas respostas.

Em 2020, após atualizações na estrutura, linguagem e design, o chatbot é promovido a cabo. Na estrutura remodelada, contextos similares foram mesclados, e seu design de diálogo foi estruturado conforme as unidades do Exército, simplificando o seu gerenciamento.

Em 2022, Max ingressa na Escola de Sargentos das Armas. Durante dois anos, a IA ganha diversas melhorias, como linguagem simples e adaptativa e aprimoramento dos elementos visuais, tornando as conversas mais interativas. É também em 2022 que o Max fica disponível na página principal do portal do Exército Brasileiro. Agora, ao concluir sua formação, o Sargento Max ganha um novo avatar e pode ser acessado diretamente no aplicativo do Exército Brasileiro.
DEFESA EM FOCO

14 respostas

  1. Inteligência virtual e salário invisível. Estamos, nós praças, prontos para o futuro. Já temos oficiais generais astronautas (vivem no mundo da lua); oficiais superiores (perdidos no espaco) e, finalmente, oficiais mad in marte (sabemos que existem as ainda não conseguimos visuualiza-los) . Podem rir, a coisa tá feia

  2. Promoveram a Sgt o recruta Max é reflexo da falta de valorização do conhecimento estratégico nas FFAA, não seria mais adequado promove – lo a oficial, já que é esse o segmento voltado para a pesquisa e as inovações tecnológicas na força ( ou pelo menos deveria ser), pesquisadores com acesso exclusivo a instituições de ponta como IME e ESG…..
    As guerras têm sido decididas no âmbito da IA, deixar um Sgt cuidar disso parece ser una falta de compremetimento e alinhamento do Exército com o atual cenário no TO ( Teatro de Operações).
    Acredito ser (mais) um erro na visão estratégica, me ajudem se estiver errado.
    A propósito como contribuição ao diálogo, creio que tal prática voltada para a comunicação corporativa não parede estar alinhada aos projetos estratégicos do Exército.
    QAO JORNALISTA/ PR/ BRASIL

    1. É simples; em qualquer exército as praças são apenas executantes. Os candidatos(as) praças, ao prestarem concurso para a ESA, ESlog etc, devem ter em mente que sua carreira será limitada. Para os(as) que pretendem cursar a ESA e ESlog, uma dica; assumam a função, tentem fazer um pé de meia como laranjeiras, não parem de estudar, façam um bom curso técnico ou superior, prestem um bom concurso público e caiam fora. Agora, para aqueles que procuram apenas estabilidade de emprego, com mudança de salário a cada 8 anos, então não adianta reclamar.

    2. Precisou mesmo escrever um textão desse só pra escrever besteira? Você vive no séc XV? Hoje os sargentos estão muito bem preparados, muitos com excelente formação acadêmica que conseguiram através de seus esforços.
      Sai dessa caverna em que você vive porque se formos considerar formação, faculdade de jornalismo e nada hoje em dia é a mesma coisa, já que o STF já decidiu que não é mais necessário fazer faculdade de jornalismo para exercer a profissão, então pega o seu diploma e usa pra acender fogão de lenha.

      1. Estamos falando aqui de reconhecimento. Não adianta ter excelente formação acadêmica ganhando baixos salários. Você pode graduar-se sargento de carreira, tecnólogo, portanto curso superior. Poderá fazer 30 graduações se quiser. Mas se permanecer na força, seu salário será o mesmo do que a praça que fez apenas o curso de formação. Fiz-me entender?

    1. Depende do recruta, se for no Batalhão de Comunicações sim, pois aprende sobre informática e rádios, mas qdo fui recruta na INFANTARIA dei 200 tiros de FAL num único dia, fora as outras armas coletivas, na época a deficiência era o tiro de pst 9 mm, que não tinha uma boa regulagem de tiro, mas fuzil era na mosca. Não sei de que recruta vocês tão falando, deve ser do zero que trabalha em gabinete!

  3. Boa tarde a todos. Que ideia excelente. Achei muito legal. Vi e vejo como avanço. Aqueles que acessam as páginas do EB (especialmente os jovens) estão gostando. Parabéns. Deixemos para reclamar de coisas mais importantes. A IA (Sgt Max) é operacional.

  4. Sou Subtenente com CHQAO, mas com um “carrapato” lá em Brasília, por ter cometido o terrível crime de ferir o ego de um comandante que imaginava ser um deus do Olimpo. Dito isto, tenho certeza que o 3º Sgt Max vai sair QAO antes de mim!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Pular para o conteúdo