CPI: major do Exército diz que não distribuiu água para invasores do 8/1

MAJOR NATALE

José Eduardo Natale disse na CPI do Distrito Federal que enganou os invasores no 8 de janeiro e os levou em direção aos policiais militares

Pablo Giovanni 

O major do Exército José Eduardo Natale, ex-integrante do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do Palácio do Planalto, reiterou que é alvo de narrativas falsas. Para comprovar, pediu que fosse exibido um vídeo, durante reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Atos Antidemocráticos, no qual manifestantes distribuem água entre si. Natale foi flagrado dentro do Planalto no dia 8 de janeiro enquanto distribuía água aos invasores.

Aos distritais, o major explicou que estava desarmado dentro do Planalto e, por isso, não efetuou prisões. Natale explicou que estava atuando para preservar vidas e que, ao conversar com os manifestantes, conseguiu que eles deixassem o prédio. “Observe que o manifestante traz um carrinho de água do canto superior direito. Ali é a escada de incêndio. Na frente da escada, existe uma cozinha. O manifestante invadiu a cozinha e está levando as águas”, explica.

“Observe que, em nenhum momento, eu distribuo água para os manifestantes. Eles me cercam, chegam a checar o meu nome, perguntam minha função e saem”, completou.

O major detalhou que entrou pelo Planalto por uma janela quebrada e passou pelo térreo e pelo gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O militar contou que um dos manifestantes, bastante agitado após ter quebrado a porta de vidro do mezanino, questionou onde ficaria o gabinete de Lula. Natale afirmou que enganou o invasor, dizendo que seria no andar debaixo — que, na verdade, seria de encontro com policiais militares.

“Após pegar uma garrafa, o mais exaltado me pergunta se ali seria o gabinete do presidente. Eu faço o sinal com a mão, respondendo que não, e que ali seriam apenas salas cerimoniais, e que a sala presidencial ficaria no piso abaixo, dissimulando a real proximidade com o gabinete presidencial”, explica. “Ele, então, chama outros manifestantes, sai, logo após descer as escadas, abandonando a região do gabinete”, completou o major.

Quem é o major
José Eduardo era o coordenador de Segurança das Instalações Presidenciais de Serviço do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) no dia dos ataques. Ele também já integrou a equipe de viagens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de seu vice-presidente, Hamilton Mourão (Republicanos). No 8 de janeiro, estava no Planalto.

O militar é formado na Academia Militar de Agulhas Negras e foi nomeado para um posto no Gabinete de Segurança Institucional (GSI) em 2020, durante a gestão do ex-ministro general Augusto Heleno, e afastado do cargo dias após os atos terroristas pela administração de G. Dias — exonerado por também aparecer em gravações interagindo com os bolsonaristas.

CORREIO BRAZILIENSE

16 respostas

  1. Não fazem mais militares como antigamente.
    Não é possível que esse rapaz seja um major do Exército.
    Que geração perdida, ruim, fraca, sem vocação e frouxa.

    1. Veja pelo lado Bom da coisa, essa geração chega a Major com cara de jovem de 25 anos, sabem pilotar helicóptero coisa que você nem sonha, digita com rapidez 10 X mais rápido que voce, raciocina rápido, sabem sobre guerra eletrónica, defesa cibernética, guerra biológica, e você sabe apenas andar a cavalo e dirigir um jipe mas sente no direito de criticar o major….Por essas e outras o seu tempo já foi….!

      1. Chega com carinha de 25 anos pq nao pegou sol.
        Anda de helicoptero pq o povo paga, mas já esta questionando para que pagar isso.

        Na prática é assim, um major que nem arma usa, que é craque no counter strike, que passa cremes, na cara

        Mas nunca viu uma acao real.

        Respeita o antigão que dirigiu um jipe. Foi ele que te entregou esse exército com altos indices de credibilidade e helicopteros para bancar tuas fantasiad, rapaz.

        Voce e seus iguais só fizeram destruit a reputação e humilhar a instituicao.

        Faça bom uso desses conhecimentos bancados pelo tesouro nacional e da sua “carinha de 25 anos”. Você não terá previdência, o povo brasileiro não vai pagar previdência para quem tem carinha de 25 anos e colaborou com vândalos.

        Você envergonha a todos. Mas o que é seu está guardado, o povo vai se recusar a te bancar quando vc tiver uma “carinha de 35 anos”

      2. Really, verdade, essa geração faz tudo isso, mas diante da primeira dificuldade, do primeiro não, da primeira enquadrada de verdade Correm chorando para o Psiquiatra dizendo que o mundo é muito cruel.

        1. Geração de frouxos, eles tem tudo isso e é a geração da doença do século, a depressão
          Fala grosso e o macho afina
          Primeira dificuldade e dando faniquito
          Os que nao foram para as FFAA estao com 40 anos na casa dos pais estudando e dando prejuízo

          Geracao mais fraca que esse planeta ja criou

  2. O povo brasileiro paga mais de 20 mil para essa pessoa morrer numa guerra se necessário for, mas ela da aguinha para vândalos que destruiram nosso patrimonio.
    E ainda nega até a morte.
    Deve ser cheio de medalhas.

    A mascara caiu

  3. Tenho curso de investigador e mais de 30 anos de EB. Hoje estou na reserva. Mais um elemento desse não me engana E nem a PF. Ele Tá Vendo que a casa Caiu, que o navio Tá afundando e quer se salvar a qualquer custo. Só lamento companheiro. Você não é inocente. Você é um grande covarde.

  4. Esse é o exemplo do mentiroso contumaz, típico do seu herói e exemplo. Faltar com a verdade era um tiro mortal na carreira do militar, contudo, agora, isso virou requisito.

  5. Ministro Alexandre, NÃO TENHA DÓ.

    Esse homem ganha muito para combater quem ousasse invadir o palácio.

    Ele deu água aos bandidos.

    Ministro Alexandre, 15 anos e RUA nele

  6. Primeiramente, não houve nenhum “ato antidemocrático”, “golpe de Estado”, “ato terrorista” ou qualquer outro nome similar que só serve pra tentar justificar uma repressão do Estado que inclui prisões ilegais, ausência de ampla defesa, ausência de juiz natural, penas absurdamente desproporcionais e outras arbitrariedades que deixariam Hitler com inveja. “Segundamente”, é crime distribuir água seja lá para quem for?

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