Prisão de Cid gerou tensão na caserna, mas provas abrandaram corporativismo

CABEÇAS NA BANDEJA CORONEL CID

Clima mudou após a revelação de provas de adulteração de certificado de vacinação

Guilherme Amado, Natália Portinari
A prisão do tenente-coronel Mauro Cid pela Polícia Federal, no início de maio, pôs à prova o corporativismo do Alto Comando do Exército.

No início do dia 3 de maio, quando se teve notícia da prisão, generais e a cúpula das Forças Armadas se preocuparam. O general da reserva Mauro Cesar Cid, pai do ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, é respeitado entre os antigos colegas.

Especialmente por deferência a ele, o comentário entre os militares no início da manhã da prisão era de que a prisão poderia ser injusta. O comandante do Exército, Tomás Paiva, telefonou logo cedo para o ministro da Defesa, José Múcio, e manifestou preocupação com a situação.

Paiva havia sido avisado na véspera pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, de que haveria uma operação no dia seguinte contra um oficial. Conforme manda a lei, o chefe da PF não informou o nome do alvo. O delegado pediu que Paiva designasse outro oficial para acompanhar a operação. E assim foi feito: no dia seguinte, perto das 5h da manhã, um coronel chegou à sede a PF em Brasília para acompanhar a equipe que foi à casa de Cid prendê-lo.

Foi esse coronel quem avisou ao comandante do Exército quem era o alvo. E aí Paiva telefonou para Múcio, preocupado com a possibilidade de haver algum tipo de injustiça.

Quando vieram à tona as provas de que Cid conversou com interlocutores sobre a adulteração de cartões de vacinação, bem como a apreensão em sua casa dos certificados falsos, o sentimento mudou. Entrou em jogo o brio militar e a preocupação com a reputação da instituição, ao ver as maçãs podres expostas.

Embora integrantes das Forças Armadas não devam dar demonstrações públicas de que abandonaram Cid, a solidariedade a ele diminui a cada novo fato da investigação que vem à tona.

Guilherme Amado (METRÓPOLES)

7 respostas

  1. “O delegado pediu que Paiva designasse outro oficial para acompanhar a operação. E assim foi feito: no dia seguinte, perto das 5h da manhã, um coronel chegou à sede a PF em Brasília para acompanhar a equipe que foi à casa de Cid prendê-lo.”

    Assim resolve o debate dos raivosos da “prisão injusta” do Cidinho.

    Lembro mais uma vez da frase de um Cmt que tive: “somos todos amadores e especialistas de momento”.

  2. Eu acredito piamente em Tudo que o site esquerdista metrópoles escreve, … inclusive eu Vi o repórter ligando para milhares de militares de ” alta patente ” para chegar a conclusão desta notinha 🤣🤣🤣 ( Eu estava servindo cafezinho durante a reportagem já que arrumei emprego de Taifeiro agora na reserva )

  3. Já era, página virada. Suas condutas nem estão previstas na competência da JMU, apenas no raiar de possível condenação, reunidas irão ultrapassar o tempo previsto para abertura de processo de indignidade ao oficialato, daí vai para a JMU. Página virada e vida da caserna que segue.

  4. A página não virou. Só virará quando as pessoas que cometeram crimes forem punidas. Até agora, ninguém foi.
    Se ele vai delatar ou vai “segurar” sozinho, azar o dele. Existem vários crimes com as digitais deste Ten Cel (Jóias, cartão de vacinação, intermediador de dinheiro de empresas pagando despesas pessoais dos Bolsonaros, lavagem de dinheiro e dinheiro vivo sem explicação em casa, fora outras suspeitas de dinheiro e bens no exterior). Enfim, muita bandidagem.
    São pequenos? Sim, mas é a ponta de iceberg, pois alguém deu essas migalhas para ganhar muito e prejudicar a nação em um todo. Deve-se verificar alguns contratos, privatizações e desvios de dinheiro público.
    Chega, deve-se investigar, processar e punir (ou absolver) os envolvidos.

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