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Um dos locais para o chamado Exercício Operacional da Reserva Mobilizável é o Rio Grande do Sul

HUMBERTO TREZZI
O Exército brasileiro convocou reservistas para um exercício operacional que acontece ao longo de agosto, por duas semanas (as datas variam conforme a região). É uma obrigação, não é um convite.
No caso, os convocados são militares que deixaram a farda nos últimos cinco anos. Eles farão recapitulação das instruções de tiro, treino para missões de Garantia da Lei da Ordem (GLO), readaptação de motoristas às viaturas militares e a atualização em regulamentos, como o Regulamento de Uniformes do Exército.
O evento tem chamado a atenção de muita gente, por ocorrer em ano eleitoral e que se avizinha tumultuado, devido à polarização entre candidatos de ideologias opostas. Fomos atrás de explicações. O Exército assegura que se trata de providência rotineira. Realmente, checamos e a cada ano acontece em uma unidade militar diferente, por Estado. Tempos atrás foi em Santa Rosa. A diferença é o nível de tensão pré-eleições. Dias atrás bloqueios de avenidas em Porto Alegre assustaram transeuntes, mas se tratava de treino de batedores da Polícia do Exército.
O nome oficial é Exercício Operacional da Reserva Mobilizável. A convocatória acontece em diversas partes do Brasil, inclusive no Rio Grande do Sul.
Um dos treinamentos previstos é GLO, que vem a ser o uso de tropas em caso de convulsão social. São situações em que militares contém distúrbios de rua e guarnecem pontos estratégicos, como refinarias, portos e aeroportos. Reservadamente, generais têm manifestado temor de confusão pós-pleito de 2022. Oficialmente, nada falam.
Este ano a convocação de reservistas foi facilitada por uma determinação do presidente Jair Bolsonaro. O decreto 10.973, publicado em 21 de fevereiro, acaba com restrições previstas no decreto anterior, como a de que o servidor só poderia voltar a atuar se não houvesse militar da ativa habilitado para exercer a mesma função. Agora, mesmo ante o contingente de mais de 360 mil militares nas Forças Armadas, é permitido convocar os que já exerceram esta função nos últimos anos, sem maiores explicações.
A Lei do Serviço Militar obriga o reservista a se apresentar e estabelece punições caso ele não apareça. Os convocados recebem vencimento, proporcional ao número de dias do treinamento. É fornecida explicação aos atuais empregadores do convocado.
Todos os convocados devem comparecer, mas nem todos farão o treinamento, até porque isso acarretaria em custos demasiados e problemas logísticos. No Rio Grande do Sul, a organização militar usada no treinamento será o 19º Batalhão de Infantaria Motorizado, de São Leopoldo, uma unidade de pronto-emprego, que já mandou tropas para países conflituados, como o Haiti e Timor Leste. E terá apoio do 18º Batalhão de Infantaria Motorizado, de Sapucaia do Sul. O exercício envolverá cerca de 200 militares e será realizado entre os dias 8 e 21 de agosto e os convocados vão compor uma companhia de fuzileiros.
GZH/montedo.com

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