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Tales Faria
Colunista do UOL
Um interlocutor perguntou ao ex-presidente da Petrobras e general Joaquim Silva e Luna o que acontecerá com a estatal e os preços do combustível após a exoneração do ministro das Minas e Energia.
Como se sabe, nesta quarta-feira o Diário Oficial da União publicou a substituição do almirante Bento Albuquerque no comando da pasta pelo ex-secretário de Política Econômica Adolfo Sachsida.
Silva e Luna respondeu ao interlocutor: “Nada acontecerá.”
Ele explicou que para alterar a política de preços dos combustíveis teriam que ser mudados o presidente e diretores da Petrobras, o que levaria algum tempo e teria reflexos na rentabilidade das ações, com riscos de descumprimento da legislação que rege esse tipo de empresa.
O interlocutor insistiu: “O senhor explicou isso ao presidente Jair Bolsonaro?”
E o general foi peremptório: “Não. Ele não quer saber e nem entenderia a explicação. É um bronco!”
Além de ter comandado a Petrobras, Silvio e Luna também foi ministro da Defesa e diretor-geral de Itaipu Binacional. É um oficial reformado da arma de Engenharia altamente respeitado entre seus colegas de caserna.
O general não está sozinho, entre os militares de alta patente, sobre os atributos do capitão reformado Jair Bolsonaro.
Como ele, pensam quase todos os comandantes militares que trabalharam mais próximos do presidente da República e que acabaram por ele afastados, mas figuram entre os mais bem formados e respeitados integrantes do generalato.
Estes deixaram em seus colegas de alta patente do serviço ativo a impressão de que todos podem ser alvo, como o almirante Bento Albuquerque, das humilhações impostas pelo capitão da reserva.
Uma parte desses militares ainda aceita correr o risco em troca de cargos ou outros benefícios, mas o clima está piorando. Especialmente depois que Bolsonaro se aproximou do centrão no Congresso e os caciques dos partidos que lhe dão sustentação vêm cobrando cada vez mais espaço no governo.
UOL/montedo.com

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