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NORTON LUIS SILVA DA COSTA*
Me recuso a tratar essa senhora até como jornalista. Não merece e isso daria uma conotação positiva a um ente que não merece. Todo ano essa dita porta voz de derrotados trás à baila fatos referentes ao período da Contra Revolução de 1964, sempre denegrindo a imagem das FFAA. É contumaz nesse tipo de ação.
Entretanto ela própria esconde a sua história: a jornalista Miriam Leitão foi militante do PCdoB sob o codinome “Amélia”, MARXISTA LENINISTA EXTREMADA. Era agente das facções criminosas que aterrorizaram o Brasil nos anos 60/70 para implantar aqui uma ditadura do proletariado, no contra fluxo da vontade e das necessidades do povo brasileiro.
O PC do B, um partido político brasileiro de esquerda e baseado ideologicamente nos princípios do marxismo-leninismo, na década de 1970, em defesa da democracia, organizou a derrotada Guerrilha do Araguaia. O ‘Partidão’ defendeu a necessidade de uso de violência para “livrar a nação do atual regime retrógrado e pra instaurar um governo popular revolucionário”. Tamanho extremismo os levou a derrocada e ao desastre.
Essa senhora, hoje dita jornalista, deveria estar a serviço da verdade, mas é claro que isso se torna quase impossível, dado ao grau de envolvimento com aquele grupo guerrilheiro, maquiando sempre a verdade de acontecimentos, contestando até mesmo a verdade histórica. É uma falsária que se traveste de suposta heroína. Ela ainda sonha em um mundo anterior a queda do muro de Berlim. Não passa de uma fantoche a serviço do socialismo .
Ela mesma faz questão de não reconhecer até as palavras do ex-marido, pai de seus filhos hoje também jornalistas, e que foi preso na mesma ocasião que ela. Na obra “Memórias de uma Guerra Suja” , livro de autoria de Rogério Medeiros e Marcelo Netto veremos a dicotomia real e precisa. Na apresentação, ele, o ex-marido e ex-guerrilheiro, escreve que “foi bom para o país que os militares tenham vencido aquela guerra suja dos anos 70. O Brasil hoje é melhor do que seria se nós — o outro lado — os tivéssemos derrotado”.
Isso por si só já denota a personalidade retrógada em que vive. Mas ela mantem esse celeuma ano a ano, sempre lutando contra castelos imaginários mesmo que já passados mais de 50 anos. E triste principalmente quando todos nós sabemos que ambos os lados foram devidamente anistiados legalmente por intermédio da Lei da Anistia que representou o início do processo de abertura política do Brasil, o qual parece que faz questão de também não reconhecer ou mesmo omitir em suas colocações indevidas e maliciosas.
Uma Lei promulgada em 1979 pelo então Presidente João Baptista Figueiredo, a lei nº 6.683 concedeu a anistia a todos que cometeram crimes políticos ou eleitorais e àqueles que sofreram restrições em seus direitos políticos em virtude dos Atos Institucionais (AI) e Complementares, entre 02 de setembro de 1961 e 15 de agosto de 1979. Essa mesma Lei permitiu o retorno ao Brasil de muitos exilados, dentre eles líderes de esquerda, tais como Brizola e Luís Carlos Prestes.
Por outro lado, a lei também perdoou os crimes realizados por todos os envolvidos dos ditos contendores. Mas os vencidos por seu intermédio tentam reescrever a historia sempre, sob a égide de uma dita justiça, esquecendo que leis existem para serem cumpridas e executadas, e essa ação elencou uma série de atos de anistia editados entre 1891 a 1985, relativos a diversos acontecimentos ocorridos ao longo da história brasileira, lembrando que tais episódios (e respectiva lei anistiadora) devem ser interpretados tomando-se a realidade político-social daqueles tempos e não de nossa atualidade.
Recordo que a sociedade brasileira participou da elaboração da Lei de Anistia, destacando a participação da OAB, da CNBB e de muitos personagens da intelectualidade brasileira. O termo anistia significa, em sua acepção grega, esquecimento, desconsideração intencional ou perdão de ofensas passadas, denotando, portanto, “superação do passado com vistas à reconciliação de uma sociedade”, por isso bilateral, e isso veio a ocorrer naturalmente, embora a dita jornalista induza a negar e omitir.
A história não se escreve assim!
Mas, a título de uma simples sugestão, seja uma pessoa melhor a cada dia e menos infeliz. Vá cuidar dos netos! É sempre possível mudar alguma atitude ou pensamento, para se tornar uma pessoa melhor e garantir uma velhice feliz.
*Coronel de Infantaria

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