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Durval Teófilo Filho foi assassinado por Aurélio Alves Bezerra ao ser ‘confundido com assaltante’. Os dois eram vizinhos num condomínio no Colubandê.

g1 Rio
Está marcada para esta segunda-feira (4), às 14h20, uma audiência de instrução e julgamento do caso do assassinato de Durval Teófilo Filho. É réu no processo o sargento da Marinha Aurélio Alves Bezerra, autor do disparo que matou Durval.
Durval foi morto no dia 2 de fevereiro por Aurélio ao, supostamente, ser confundido com um ladrão. A viúva da vítima disse que o caso se tratou de racismo.
Aurélio e Durval eram vizinhos num condomínio em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
Mesmo assim, o sargento disse que viu um homem se aproximando rápido do carro dele e pensou que fosse um assaltante.
A audiência desta segunda, a princípio para ouvir testemunhas de acusação e de defesa, será no Fórum Regional de Alcântara-Juíza Patrícia Acioli, no Colubandê, bairro de São Gonçalo.

Relembre o caso
Durval Teófilo Filho, de 38 anos, foi baleado por Aurélio Alves Bezerra quando chegava em casa. O sargento chegou a socorrer Durval, e foi preso em flagrante. O crime foi na Rua Capitão Juvenal Figueiredo 1520, no Colubandê, por volta das 23h.
À PM, Aurélio disse que chegava em casa quando avistou um homem se aproximando de seu veículo “muito rápido”. O militar afirmou ter atirado três vezes, atingindo a barriga de Durval.
Aurélio então se aproximou de Durval e viu que ele não estava armado. Ainda segundo o depoimento, Durval chegou a dizer a Aurélio que era morador do mesmo condomínio.
O militar, então, socorreu o vizinho ferido, levando-o ao Hospital Estadual Alberto Torres, onde foi preso. Durval não resistiu e morreu na unidade.
Aos PMs, Aurélio informou que “a localidade é perigosa e costuma ter muitos assaltos”.
Luziane foi levada ao hospital. “A médica me falou que ele tinha sido alvejado por um vizinho que o confundiu com um bandido. Isso me deixou transtornada. Eu nunca pensei que isso fosse acontecer com um vizinho nosso”, contou.
“Vendo as câmeras, ouvindo a fala do delegado e pelo que os vizinhos estão falando, tenho certeza de que isso aconteceu porque ele é preto. Mesmo eles falando que ele era morador do condomínio, o vizinho não quis saber. Para mim, foi racismo sim”, afirmou a viúva.
O caso foi comunicado à Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo.

O que disse a Marinha
Em nota, a Marinha do Brasil diz que “tomou conhecimento da ocorrência envolvendo um dos seus militares, em São Gonçalo-RJ, e informa que está colaborando com os órgãos responsáveis para a elucidação do fato”.
“A MB lamenta o ocorrido e se solidariza com os familiares da vítima”, acrescenta o texto.
g1/montedo.com

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