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Nonato Viegas
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Jair Bolsonaro conversou com aliados sobre a possibilidade de substituir o general Joaquim Silva e Luna no comando da Petrobras. O presidente vem reclamando há muitos dias da política de preços da empresa e tem evitado falar com Silva e Luna.
De acordo com fontes do Palácio do Planalto, Bolsonaro tratou da possibilidade da substituição do presidente da Petrobras com Arthur Lira, presidente da Câmara, e com Ciro Nogueira, chefe da Casa Civil. Ambos se disseram favoráveis a uma troca. Defenderam um presidente da Petrobras com mais “sensibilidade” e “responsabilidade social”.
O presidente também abordou o tema com outros aliados, incluindo Paulo Guedes. Com o ministro da Economia, a menção ao general foi indireta. Bolsonaro perguntou a Guedes sobre as consequências de uma “intervenção” na estatal.
Segundo testemunhas da conversa, o ministro achou se tratar de uma consulta sobre um eventual congelamento de preços. Guedes disse a Bolsonaro que as consequências de uma “intervenção” seriam piores que o repasse do preço internacional ao consumidor brasileiro.
Mais cedo, o Bastidor informou que o Lira classificou ao presidente o aumento de preços da Petrobras neste momento como “sabotagem” à sua campanha, atribuindo ao presidente da empresa a responsabilidade.
Nas conversas, Bolsonaro não indicou se pretende apear o general do comando da Petrobras. Na interpretação de um dos interlocutores, o presidente quer na chefia da estatal alguém que tome decisões alinhadas ao Planalto, sem que as duas partes precisem conversar. Alguém, portanto, com a astúcia política que Silva e Luna não parece ter.
obastidor/montedo.com

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