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Por g1 AM


Após conseguir uma liminar na Justiça, o casal de empresários Joabson Agostinho Gomes e Jordana Azevedo Freire responde em liberdade pelo processo que investiga a participação deles na morte do sargento do exército Lucas Guimarães, em setembro de 2021. A decisão foi cumprida na tarde de sábado (19).

Joabson estava preso no Centro de Detenção Provisório de Manaus (CDPM1) e Jordana cumpria prisão domiciliar desde o dia 10 de fevereiro.

O casal é dono do grupo Vitória Supermercados, e a polícia acredita que o assassinato do sargento tenha motivação passional.

De acordo com a defesa do casal, o alvará foi cumprido no fim da tarde de sábado (19), após um pedido feito pela defesa ao ministro do Superemo Tribunal de Justiça (STJ), Reynaldo Soares da Fonseca, que já tinha concedido um habeas corpus ao casal em novembro de 2021.

Segundo a defesa “Foi feita uma reclamação, ou seja, foi informado que a decisão que foi dada pelo próprio ministro não foi respeitada”. Com isso, o juiz autorizou que o casal voltasse a responder em liberdade.

O caso

O crime contra Lucas Guimarães aconteceu no dia 1ª de setembro, quando o sargento foi assassinado no momento em que fechava uma cafeteria, no bairro Praça 14. Lucas foi atingido por três tiros na cabeça, chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

Sargento do Exército Lucas Guimarães foi morto a tiros em cafeteria em Manaus. — Foto: Arquivo Pessoal

Sargento do Exército Lucas Guimarães foi morto a tiros em cafeteria em Manaus. — Foto: Arquivo Pessoal

Após investigações da Polícia Civil, a titular da Delegacia de Homicídios e Sequestros, Marna de Miranda informou que o caso se tratava de um crime passional. As investigações apontam que o sargento tinha um caso com Jordana, casada com o empresário Joabson Agostinho que, ao descobrir a traição, teria mandado matar o sargento.

Até o momento, além do casal, pelo menos cinco pessoas também são suspeitas de participar do crime. Entre elas, Romário Vinente Bentes, gerente do supermercado de Joabson e Jordana,Silas Ferreira da Silva, suspeito de matar o sargento a tiros,Kamylla Tavares da Silva,Kayanne Castro Pinheiro e Kayandra Pereira de Castro, que teriam ajudado Romário a entrar em contato com Silas.

Antes de serem detidos, no dia 9 de fevereiro, Jordana e Joabson já haviam sido detidos, em setembro, após o crime e permaneceram presos até novembro, quando conseguiram um habeas corpus que revogou a prisão temporária do casal concedido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
G1/montedo.com

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