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Seriam gastos 206 000 reais para colher a opinião de 2.000 pessoas em todas as regiões do país

Hugo Marques
O Comando do Exército desistiu de fazer uma pesquisa para ouvir o povo brasileiro sobre diversos temas relacionados à Força. O aviso de suspensão da licitação foi publicado no Diário Oficial da União da última quarta-feira (2). Conforme antecipou VEJA em janeiro, a ideia do Centro de Comunicação Social do Exército era entrevistar pelo menos 2.000 pessoas, em 50 municípios de todas as regiões do país.
O anúncio do levantamento rendeu uma saraivada de críticas ao governo federal nas redes sociais. O Exército também foi alvo de reprimendas por gastar dinheiro durante a pandemia, em um período de restrições orçamentárias, com uma despesa que não é considerada essencial. Foram externadas também preocupações com a possibilidade de os resultados do levantamento serem utilizados como arma política pelo presidente Jair Bolsonaro, que costuma se referir ao “meu Exército” quando quer intimidar instituições ou pressionar adversários políticos.
Segundo o roteiro da pesquisa, um dos questionamentos que seriam feitos seria justamente sobre o emprego político da força. “A participação do Exército Brasileiro em eventos e momentos políticos nacionais, como integrante legítimo da sociedade brasileira, desde os primórdios da sua formação em 1648, obriga-o a estar em permanente sintonia com a sociedade quanto aos rumos que espera dar a suas políticas de desenvolvimento institucional”, justificou o Exército ao aprovar a licitação agora cancelada. O Ministério da Defesa informou que cabe ao Exército se pronunciar sobre a suspensão da pesquisa. O Exército ainda não respondeu aos questionamentos de VEJA.
Veja/montedo.com

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