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Luisa Coelho
A sargento soviética Roza Shanina (1924-1945) foi uma das maiores franco-atiradoras femininas da história. A ela são creditadas as mortes de 59 soldados nazistas, incluindo 12 snipers abatidos durante a Ofensiva de Vilnius.
Seu nome era uma homenagem à revolucionária marxista Rosa Luxemburgo. Shanina trabalhava como professora do ensino infantil quando a União Soviética foi invadida pela Alemanha Nazista. Seus dois irmãos mais velhos foram convocados a lutar no exército soviético. Um deles, Mikhail, morreu durante o cerco a Leningrado. Após ser notificada sobre a morte do irmão, Shanina ofereceu-se como voluntária ao alistamento do Exército Vermelho.
Shanina lutou na Batalha de Stalingrado, destacando-se pela precisão de seus tiros e pela habilidade de fazer “tiros duplos” (dois acertos em alvos com dois disparos feitos em rápida sucessão). Os jornais ocidentais a chamavam de “O Terror Invisível”. Foi a primeira mulher a servir na frente da Bielorrússia e também a primeira franco-atiradora a receber a “Ordem da Glória”, concedida em reconhecimento à sua bravura e coragem. Durante a Operação Bragation, desobedeceu as ordens de seus superiores para que ficasse fora de combate e foi a campo auxiliar seus colegas na linha de frente. Apesar disso, não sofreu punição da corte marcial. Shanina ajudou a derrotar os nazistas na Ofensiva de Vitebsk-Orsha e também participou da libertação de Vilnius e da tomada de Schlossberg.
Shanina morreu em combate e foi postumamente homenageada com a construção de um museu em sua memória na sua cidade natal, Yedma. Também dá nome ao prêmio concedido por uma das principais competições esportivas militares da Rússia.
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