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Gilberto Ungaretti
A União Soviética começou a construir uma frota naval em meados do século 20, incluindo navios de guerra, porta-aviões e outros navios. Mas seus líderes militares ainda sonhavam com um projeto estratégico que pudesse unir as capacidades de uma aeronave com as de um submarino.
Foi quando, em 1933, o camarada Bóris Ushakov, que era engenheiro, apresentou esse incrível submarino voador, ou avião submersível, que parecia ter saído de uma obra de Júlio Verne — quem leu Vinte mil léguas submarinas?
Batizada de LPL (sigla de Letayushchey Podvodnoy Lodki), a nave metálica deveria operar a 100 nós no ar e de 3 a 4 nós sob a água, descendo a uma profundidade de 45 metros. Tratado como uma experiência altamente secreta, o projeto foi desenvolvido por Ushakov entre os anos de 1934 e 1938.
O protótipo aprovado tinha três motores, um periscópico e podia transportar três pessoas. A superfície das asas e a fuselagem deveriam ser feitas de aço, enquanto os flutuadores de alumínio foram projetados para ser preenchidos com água quando o veículo ficasse submerso. Além disso, o submarino voador deveria receber suportes especiais, suspensos na fuselagem, para transportar dois torpedos de 18 polegadas.
A estratégia estava traçada; enquanto estivesse debaixo d’água, o LPL deveria detectar os navios inimigos, voltar à superfície e disparar os torpedos. Após o ataque, poderia submergir novamente e esperar a próxima vítima.
Porém, os militares soviéticos decidiram não embarcar na construção da nave, devido à pouca mobilidade do submarino e à sua reduzida capacidade bélica. Além disso, a construção de uma frota de LPLs exigia um investimento gigantesco. Assim, o projeto do submarino voador não decolou.
NÁUTICA/montedo.com

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