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Ministro da Saúde diz que a capital tem 480 pacientes na fila por um leito e nega interrupção da oferta de oxigênio

R7
O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, reconheceu nesta quinta-feira que uma nova onda de contaminações da covid-19 levou a cidade e Manaus (AM) a um novo “colapso” no atendimento de saúde na cidade. “Manaus teve o pior momento da pandemia em abril do ano passado, quando houve um colapso que foi revertido. Agora, estamos em uma situação extremamente grave”, destacou em participação na live semanal do presidente Jair Bolsonaro.
Ele diz que a fila atual por leitos em Manaus conta com 480 pacientes e descarta que há uma interrupção na oferta de oxigênio na capital, apesar de reconhecer que a demanda pelo item cresceu seis vezes. “Todo o tratamento da covid é baseado em algum grau de oferta de oxigênio, que estamos priorizando para atender as UTIs”, pontuou. Pazuello atribui o novo salto de infecções e a chegada do novo colapso à uma impossibilidade de atender todos os pacientes na fila e à alta letalidade da doença. Ele ainda lamentou a falta de uma “efetiva ação no tratamento precoce da covid-19” no Estado.
O ministro destacou ainda que seis aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) serão deslocados para transportar oxigênio para atender pacientes com a covid-19 no Amazonas. “Estamos já com a segunda aeronave entrando em circuito hoje, a C-130 Hércules, fazendo o deslocamento entre Guarulhos e Manaus e, a partir de amanhã, entram mais duas e chegaremos a seis aeronaves, totalizando algo em torno de 30 mil m³ por dia”, afirmou.
O governo brasileiro pediu ajuda aos Estados Unidos para tentar socorrer a rede de saúde do Amazonas após o estoque de oxigênio acabar em vários hospitais da capital, Manaus. A situação levou pacientes internados à morte por asfixia, segundo relatos de médicos.
CORREIO DO POVO/montedo.com

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