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Júri popular do trio ocorreu nessa quarta-feira (9) na 1ª Vara do Tribunal do Júri, em Rio Branco, e durou quase nove horas. João Evangelista dos Santos, de 58 anos, foi assassinado no dia 27 de agosto de 2018.

Iryá Rodrigues, G1 AC — Rio Branco
Após quase nove horas de julgamento, os três acusados de envolvimento na morte do sargento do exército João Evangelista dos Santos, de 58 anos, no dia 27 de agosto de 2018, foram condenados a penas que, somadas, ultrapassam os 130 anos.
O júri popular começou às 8h30 dessa quarta-feira (9) na 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Rio Branco e terminou por volta de 17h. Entre os condenados estão Thiago Alves Barbosa, Jairo França da Silva e Witalo Carvalho da Costa.
Ao G1, a advogada de Barbosa e Silva, Thais Silva Moura, disse que ainda vai analisar a dosimetria das penas dos seus clientes para decidir se vai recorrer ou não da sentença. Esse é o mesmo posicionamento do advogado Andriw Souza Vivan, que fez a defesa de Witalo Costa.
Conforme a Justiça, Thiago Barbosa foi condenado a 41 anos 11 meses e 15 dias e Jairo Silva levou 42 anos 5 meses 15 dias. Os dois foram denunciados como sendo os executores e devem cumprir a pena, inicialmente, em regime fechado. Já Witalo da Costa, apontado na denúncia como o mandante do crime, foi condenado a 48 anos, 11 meses e 22 dias, também em regime inicial fechado.
Inicialmente, quatro presos suspeitos de participação no crime tinham sido denunciados pelo Ministério Público. Mas, na decisão da primeira instância, somente Barbosa, Silva e Costa foram pronunciados para irem a júri popular. O MP recorreu da decisão, e a Câmara Criminal manteve a pronúncia somente dos três homens. Valdinei Lima de Freitas foi absolvido do crime.

Crime
O crime ocorreu na Rua Dom João Sexto, no bairro Bahia Velha, em Rio Branco. O sargento foi morto a tiros e facadas.
Um mês após o crime, quatro suspeitos foram presos e apresentados pela Polícia Civil na Delegacia de Investigações Criminais (DIC).
Em reportagem publicada na época da prisão, o delegado que investigou o caso, Rêmullo Diniz, informou que ficou constatado que a motivação do crime foi o interesse em manter oculta as atividades da facção criminosa que atua naquele bairro.
Na ação que prendeu os suspeitos, a polícia cumpriu quatro mandados de prisão e quatro de busca e apreensão. Segundo o delegado, depois da morte do sargento, a facção estaria intimidando os moradores para que não fossem repassadas informações à polícia.
Rebeca Vitória Santos, de 4 anos, foi morta no dia 21 de setembro de 2018 no Conjunto Habitacional Vila Bete —

Participação em morte de criança
Um dos presos na ação da Polícia Civil também é apontado como um dos autores da morte da pequena Rebeca Vitória Santos, de 4 anos, no dia 21 de setembro de 2018. De acordo com a Polícia Civil, Tiago Alves Barbosa estaria também no carro que passou atirando no bairro Vila Betel II e matou a menina.
Um outro autor, identificado como Michael Douglas, já foi preso em flagrante um dia após o crime no bairro Boa União. Na casa onde ele estava, a polícia encontrou o carro que teria sido usado no crime e também apreendeu um revólver calibre 38.
Michael Douglas Pinheiro e Tiago Alves Barbosa foram condenados a mais de 126 anos de prisão em regime inicial fechado após júri popular ocorrido no último dia 18 de setembro na 2ª Vara do Tribunal do Júri.
G1/montedo.com

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