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Histórias de Quartel

Ruben Barcellos*
Quando o Pelica nasceu não ganhou uma teta – ganhou um clarim e a esperteza pra se dar bem na vida, onde quer que estivesse.
Um dia precisou de um caibro para terminar o telhado de sua garagem. Mas…
…como é que ele ia sair com um caibro de 5 metros pelo Portão das Armas? Bom…
…eu já não disse que ele era esperto? Muito esperto?
Pegou o tal ceaibro de 5 metros e colocou-o no ombro até chegar próximo ao Portão das Armas. Levantou uma das pontas e o fez girar até recolocá-lo em contato com o solo outra vez. E foi fazendo assim até chegar ao Portão.
Na saída, o comandante da guarda lhe perguntou:
– Aonde tu pensa que vai com este caibro?
-É o seguinte, sargento. O Capitão Tourinho (fiscal administrativo da época) me mandou medir toda a calçada do Regimento até a esquina do Edifício dos Oficiais. Estou usando o caibro como metro porque o cabo do P.O. está com a trena lá na granja. E passou.
E até hoje ninguém sabe quantos metros tem do Portão das Armas até o Edifício dos Oficiais.
Muito menos o Pelica.
*Tenente da reserva e contador de histórias

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